Adadenirari III

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Adad-nirari III ou Adad-narari, rei da Assíria de 810 a.C. a 782 a.C.,Nota 1 foi filho e o sucessor de Samsiadade V, e foi sucedido por seu filho Salmanaser IV.1 Nota 2

Semíramis[editar | editar código-fonte]

Foi nesta época que viveu a rainha Samuramate, que se tornou tão famosa que sua memória persistiu por várias gerações, sendo considerada, pelos historiadores gregos, como filha de Decerto, deusa dos pombos e peixes de Ascalão, e cujo nome foi helenizado como Semíramis.1

Semíramis, segundo as inscrições, poderia ser esposa de Adad-nirari ou esposa de seu pai, Samsiadade; Donald A. Mackenzie considera que ela era esposa de Samsiadade e mãe de Adad-nirari, e que as inscrições que mencionam Semíramis como esposa do rei tinham um significado mitológico, como sacerdotes supremos do culto da Grande Mãe. Ainda de acordo com Mackenzie, Adad-nirari tinha reivindicações legítimas ao trono da Babilônia por ser herdeiro de seus reis, através da sua mãe, descendente de Bel-kap-kapu, um antigo rei da Babilônia e bisavô de Hamurabi.1

Cultura e religião[editar | editar código-fonte]

Durante o reinado de Adad-nirari, a corte assíria sofreu uma grande influência da cultura e das tradições da Babilônia. As incrições reais relatavam as vitórias do exército mas suprimiam os detalhes mais bárbaros, como os dos anais de Ashur-natsir-par, que incluía descrições de meninos e meninas queimados vivos e herois de cidades menores sendo esfolados vivos. O deus babilônio Shamash, um entidade abstrata amante da lei e da ordem, foi exaltada, e mencionada como inspiradora de sabedoria no rei. Nebo, deus de Borsipa, também teve grande proeminência, como um deus da cultura e sabedoria, patrono dos escribas e artistas.1

A biblioteca real que havia sido estabelecida por Salmanaser III, pai de Samsiadade, em Kalkhi foi bastante ampliada por Adad-nirari, e continuou sendo ampliada por seus sucessores.1

Campanhas militares[editar | editar código-fonte]

Adad-nirari foi um general vigoroso e vitorioso. Ele foi considerado o "salvador de Israel", pelas campanhas que fez derrotando Edom e Damasco, que havia resistido a Salmanaser, e era então governada por Mari, filho de Hazael. Mari, identificado com o rei bíblico Bem-Hadade III, foi pego de surpresa pelo ataque assírio, se refugiu atrás das muralhas de Damasco, mas teve que aceitar pagar como tributo 23.000 talentos de prata, 20 de ouro, 3000 de cobre e 5000 de ferro, além de outros objetos de marfim e madeira.1

Vários outros estados ao ocidente da Assíria, possivelmente, também se tornaram seus vassalos, como Tiro, Sídon, a terra de Omri (o reino de Israel), Edom e Palastu (a Filisteia).1

Os outros vizinhos da Assíria também foram derrotados por Adad-nirari: as tribos da Media ao nordeste, partes do planalto iraniano, os domínios do povo Nairi ao norte, os Hititas, e, segundo inscrições, o reino de Urartu no norte.1

Em uma data desconhecida, Adad-Nirari ou seu general Šamši-ilu forçaram um acordo de paz entre dois vassalos dos assírios, os reis Ataršumki de Arpade e Zakkur de Hamate. Pelo acordo, Zakkur entregou parte do seu território, no entorno de uma vila chamada Nahlasi, no vale fértil do rio Orontes. Este tratato foi gravado em uma estela, atualmente no Museu Arquelógico de Ancara, na Turquia.2

Ele foi sucedido por seu filho Salmanaser IV.1

Notas e referências

Notas

  1. No site www.livius.org, editado por Jona Lendering, o final de seu reinado é o ano 783 a.C.
  2. A numeração de reis é uma convenção moderna, e varia de autor para autor. Donald A. Mackenzie numera estes três reis, do avô para o neto, como Samsiadade VII, Adad-nirari IV e Salmanaser IV.

Referências

  1. a b c d e f g h i Donald A. Mackenzie, Myths of Babilonia and Assyria (1915), Chapter XVIII, The Age of Semiramis [em linha]
  2. Jona Lendering, Estela de Antakya [em linha]