Adam Gottlob Moltke
| Adam Gottlob von Moltke | |
|---|---|
| Adam Gottlob Moltke por Carl Gustaf Pilo. Museu de História Nacional da Dinamarca, Hillerød. | |
| Nascimento | 10 de novembro de 1710 Gut Walkendorf, Mecklemburgo |
| Morte | 25 de setembro de 1792 (81 anos) Haslev |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | Cortesão, estadista, diplomata |
Conde Adam Gottlob von Moltke (Gut Walkendorf, Mecklemburgo, 10 de novembro de 1710 - Haslev, 25 de setembro de 1792), cortesão, estadista e diplomata dinamarquês.
Biografia [editar]
Apesar da origem alemã, muitos integrantes da família Moltke estiveram à serviço da Dinamarca, que era considerada na época, um dos campos de trabalho mais importantes e promissores para os jovens nobres do norte da Alemanha, ao contrário de qualquer um dos principados nativos. Por intermédio de um de seus tios, o jovem Moltke tornou-se pajem na corte dinamarquesa, e em decorrência de sua dedicação na função conquistou a amizade do príncipe Frederico, mais tarde, rei Frederico V.
Imediatamente após a sua acessão ao trono dinamarquês, Frederico deu a Moltke o título de Lorde Chamberlain (Marechal da Corte), e cobriu-o de condecorações: fez-lhe conselheiro particular, conde e concedeu-lhe a mansão Bregentved, e outras propriedades. Com a companhia do rei, a influência de Moltke cresceu a ponto de diplomatas estrangeiros declararem que ele poderia nomear e demitir ministros à vontade. Especialmente notável era a atitude de Moltke para com dois estadistas ilustres, que ocupavam altos postos no governo durante o reinado de Frederico, Johan Sigismund Schulin e Bernstorff, o Velho. Por Schulin tinha uma espécie de veneração. Bernstorff irritava-o por seus grandes ares de consciente superioridade. Mas, apesar de uma intriga prussiana criada para que Bernstorff fosse demitido por Moltke, ele convenceu-se de que Bernstorff era o homem certo no lugar certo, e o apoiou com inabalável lealdade.
Moltke foi menos liberal em seus pontos de vista, que muitos dos seus contemporâneos. Desconfiou de todos os projetos para a emancipação dos servos, mas, como um dos maiores latifundiários da Dinamarca, serviu à agricultura através da redução dos encargos dos camponeses e introduziu melhorias técnicas e científicas, que também aumentaram a produção. Seu maior mérito, no entanto, foi o excelente serviço de proteção proporcionado ao rei.
Com a morte da rainha Luísa (19 de dezembro de 1751), o rei teria casado com uma das filhas de Moltke não tivesse ele peremptoriamente recusado a perigosa honra. Com a morte de Frederico, que morreu em seus braços (14 de janeiro de 1766), o domínio de Moltke chegou ao fim. O novo rei, Cristiano VII não suportava-o, e exclamou, com referência à sua figura magricela: "Ele é uma cegonha na parte de baixo e na de cima uma raposa". Nesse período Moltke era também impopular, uma vez que era, indevidamente, suspeito de enriquecer à custa do povo. Em julho de 1766 foi demitido de todos os seus cargos e retirou-se para a sua propriedade de Bregentved. Posteriormente, através da participação da Rússia, a quem ele sempre foi favorável, recuperou o seu assento no Conselho (8 de fevereiro de 1768), mas sua influência era pouca e de curta duração. Foi novamente demitido, sem uma aposentadoria, em 10 de dezembro de 1770, por recusar-se a admitir que teria algum envolvimento com Johann Friedrich Struensee. Viveu recluso em sua mansão até sua morte em 25 de setembro de 1792.
Suas memórias, escritas em alemão e publicadas em 1870, têm importância histórica.
Condecoração [editar]
-
Ordem do Elefante
1752
Referências
- Este texto foi extraído da Encyclopædia Britannica (11ª edição), uma publicação agora em domínio público.
"Moltke, Adam Gottlob". Encyclopædia Britannica (11th). (1911).