Adelaide del Vasto

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Adelaide Incisa del Vasto, ou Adelasia, Azalaïs, ou de Monferrato (ca. 107516 de Abril de 1118) foi a terceira esposa de Rogério I da Sicília e a mãe de Rogério II da Sicília, bem como rainha consorte de Jerusalém devido ao seu casamento com o primeiro monarca deste reino, Balduíno I.

A sua filiação é motivo de polémica para genealogistas: segundo o cronista normando Orderico Vitalis, seria filha de Bonifácio del Vasto, marquês da Ligúria ocidental, e de Inês de Vermandois.

Assim a família paterna descendia dos marqueses de Monferrato e a materna de Hugo I de Vermandois, filho do rei Henrique I de França, e da casa de Valois. Os seus irmãos fundaram as linhagens dos marqueses de Saluzzo, Busca, Lancia, Ceva e Savona. Mas segundo o cronista siciliano Goffredo Malaterra, era filha de Manfredo del Vasto, irmão de Bonifácio.

Adelaide tornou-se na terceira esposa de Rogério I da Sicília em 1089, enquanto que a sua irmã se casou com o filho ilegítimo deste, Jordão de Altavila. Rogério morreu em 1101 e Adelaide serviu como regente da Sicília para os seus jovens filhos Simão de Altavila e Rogério II da Sicília. Durante este tempo, o emir Cristódulo de Palermo tornou-se proeminente na corte e esta cidade foi escolhida como capital do domínio insular. Através da influência de Adelaide ou sob a sua regência, foram concedidos os domínios de Paternò e Butera ao seu irmão Henrique del Vasto.

Rogério II da Sicília, filho de Adelaide e primeiro rei da Sicília (Liber ad honorem Augusti de Petrus de Ebulo, 1196)

Balduíno I de Edessa casara-se com uma nobre arménia tradicionalmente chamada pelos historiadores de Arda da Arménia, depois da morte de Godehilde, a sua primeira esposa, durante a Primeira Cruzada. Esta segunda união foi útil para o governo da população arménia do Condado de Edessa, mas quando este sucedeu ao irmão Godofredo de Bulhão no Reino de Jerusalém em 1100 Arda perdeu a utilidade política e foi obrigada a entrar para um convento em c.1105.

Em 1112 o rei procurava um novo matriónio. Arnulfo de Chocques, o patriarca latino de Jerusalém, ter-lhe-á sugerido a união com Adelaide, uma vez que o seu filho Rogério II já tinha idade para governar a Sicília sem regente. Balduíno enviou embaixadores ao condado insular e concordou, talvez irreflectidamente, com os termos de Adelaide: se tivessem um filho, este herdaria Jerusalém, caso contrário o reino passaria para Rogério II. Para além disso, a nova rainha trouxe uma generosa quantia de dinheiro que Balduíno precisava, alguns arqueiros muçulmanos e o apoio e soldados sicilianos.

Talvez também por causa da idade já avançada de Adelaide, não houve herdeiros. Ao mesmo tempo Balduíno foi acusado de bigamia, uma vez que a legítima esposa Arda ainda estava viva, e o patriarca Arnulfo foi afastado. O papa Pascoal II concordou em repô-lo no patriarcado em 1116, com a condição que o casamento fosse anulado. O rei concordou, depois de adoecer pelo que pensava ser um castigo pelo seu pecado, e em 1117 o casamento foi anulado em São João de Acre.

Adelaide voltou para a Sicília e morreu a 16 de Abril de 1118, sendo sepultada na catedral de Patti. Rogério II não perdoou o tratamento a que a sua mãe fora sujeita e quase trinta anos depois recusou os pedidos de ajuda dos estados cruzados durante a Segunda Cruzada.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Women in the Crusader States: The Queens of Jerusalem, Medieval Women, Bernard Hamilton, ed. Derek Baker, Ecclesiastical History Society, 1978
  • Adelaide del Vasto, Regina di Gerusalemme, Pasquale Hamel, Palermo, Sellerio Editore, 1997
  • The Crusader Kingdom of Jerusalem: A Dynastic History, 1099-1125, Alan V. Murray, Prosopographica and Genealogica, 2000
  • Adelaide «del Vasto» nella storia del regno di Sicilia, Hubert Houben, Itinerari di ricerca storica. Pubblicazione annuale del Dipartimento di Studi Storici dal Medioevo all‘Età Contemporanea dell‘Università di Lecce 4, 1990-1991, S. 9 - 40
  • Zur Regentschaft der Gräfin Adelasia del Vasto in Kalabrien und Sizilien (1101 - 1112), Studies in honour of Cyril Mango presented to him on April 14, 1998, Vera von Falkenhausen, ed. Ihor Shevchenko e Irmgard Hutter, Stuttgart - Leipzig, 1998, 87 - 115
  • Il «Famosissimo marchese Bonifacio». Spunti per una storia degli Aleramici detti del Vasto, Renato Bordone, Bollettino storico-bibliografico subalpino, LXXXI (1983), pp. 586-602


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