Adenosina deaminase

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Adenosina deaminase
Representação da adenosina deaminase bovina, sendo visível ao centro um ião de zinco. PDB 1VFL
Indicadores
Número EC 3.5.4.4
Bases de dados
IntEnz IntEnz
BRENDA BRENDA
ExPASy NiceZyme
KEGG KEGG
MetaCyc via metabólica
PRIAM PRIAM
Estruturas PDB RCSB PDB PDBe PDBsum

A adenosina deaminase ou adenosina desaminase (ADA) é uma enzima envolvida no metabolismo de purinas. Existe em grande quantidade em linfócitos e monócitos ativados, sobretudo linfócitos T Helper.[1]

Histórico[editar | editar código-fonte]

A primeira descrição da adenosina deaminase para uso em diagnóstico foi em 1970 em pacientes com câncer de pulmão. Apenas em 1978 foi descrito o uso desta enzima no diagnóstico de tuberculose.

Bioquímica[editar | editar código-fonte]

Esta enzima promove a desaminação da adenosina para inosina e da desoxiadenosina para desoxiinosina.

Valores[editar | editar código-fonte]

A sensibilidade e especificidade dos valores da ADA no derrame pleural, para o diagnóstico de tuberculose, dependem do estudo e da metodologia, e quanto maior for a prevalência da tuberculose pleural, maior será a sensibilidade e especificidade da ADA.

Habitualmente, usa-se um valor igual ou acima de 40 U/L.[1] Isto rende uma sensibilidade de 91 a 100% e uma especificidade de 81 a 94%, valor preditivo positivo de 84 a 93% e valor preditivo negativo de 89 a 100%[carece de fontes?].

Falso positivo[editar | editar código-fonte]

Algumas situações podem aumentar a ADA e confundir com tuberculose como falso positivo, tais como linfoma e, raramente, empiema pleural complicado.[1]

O seu valor é independente do fato do paciente ter ou não SIDA.[1]

Coleta[editar | editar código-fonte]

O líquido pleural (10 - 20 ml) pode ser encaminhado para o laboratório para a dosagem de adenosina deaminase em:

  • tubo seco estéril (sem adição de anticoagulante)
  • tubo anticoagulado (EDTA)

A influência do anticoagulante na concentração da enzima foi testada em uma série de casos de derrames pleurais septados (cavitados). Constatou-se que, embora a adenosina deaminase tenda a ser discretamente mais baixa nos tubos anticoagulados, esta diferença não é significativa para propósitos clínicos. Portanto, é possível determinar-se a atividade da adenosina deaminase do mesmo tubo encaminhado para o exame citológico.[1]

As amostras também devem ser encaminhadas acondicionadas em recipiente com gelo, ou imediatamente após a coleta. No caso de o laboratório não realizar o exame nas primeiras quatro horas desde a coleta, é recomendada a centrifugação do material e congelação em alíquotas do sobrenadante para posterior determinação[carece de fontes?].

Referências

  1. a b c d e Porcel, J. M.. (2010). "Pearls and myths in pleural fluid analysis" (em Inglês). Respirology 16: 44-52. John Wiley & Sons, Inc.. DOI:10.1111/j.1440-1843.2010.01794.x. ISSN 1440-1843.