Admirável Mundo Novo
| Admirável Mundo Novo | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Autor (es) | Aldous Huxley | ||||||
| País | Inglaterra | ||||||
| Assunto | Ficção Científica, Clonagem, Sociedade de Castas | ||||||
| Género | Ficção Científica | ||||||
| Tradutor | Lino Vallandro e Vidal Serrano | ||||||
| Editora | |||||||
| Lançamento | 1932 | ||||||
| ISBN | 250-3347-2 | ||||||
| Cronologia | |||||||
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Admirável Mundo Novo (Brave New World na versão original em língua inglesa) é um livro escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932 que narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais aparentes chamada "soma". As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.
Índice |
Personagens [editar]
Por ordem de aparição [editar]
- Thomas "Tomakin", Alfa, Diretor de Incubação e Condicionamento (D.I.C.) de Londres.
- Henry Foster, Alfa, Administrador de Incubação e atual companheiro de Lenina.
- Lenina Crowne, Beta-Mais, Vacinadora no Centro Incubação e Condicionamento. Ela usa verde, porém sempre diz que está feliz por não ser uma Gama. (Betas usam Amora, Gamas usam Verde). Amada por John, o Selvagem, e Bernard Marx.
- Polly Trotsky, (Casta indefinida), uma menina que brinca de jogos eróticos no jardim do Centro Incubação e Condicionamento.
- Mustapha Mond Alfa-Mais-Mais, Administrador Residente da Europa Ocidental. Um dos dez Administradores Mundiais (os outros nove, presumidamente, devem atuar em diferentes localidades do mundo.)
- Diretor-Adjunto de Predestinação, (Casta indefinida), amigo de Henry Foster. Conversa com Henry sobre ter relações com Lenina.
- Bernard Marx, Alfa-Mais, Psicólogo (especializado em hipnopedia).
- Fanny Crowne, Beta, embriologista. Melhor amiga de Lenina
- George Edzel, (Casta indefinida), amigo de Lenina, viajou com ela para o Pólo Norte.
- Benito Hoover, Alfa, amigo de Lenina. Convidou-a para viajar para o Pólo Norte com ele (mas ela preferiu o convite de Bernard para o Novo México). Desafeto de Bernard.
- Helmholtz Watson, Alfa-Mais, Professor do Colégio de Engenharia Emocional (Seção de Redação), melhor amigo e confidente de Bernard Marx e John, O Selvagem.
- Miss Keate, Diretora do Colégio Eton.
- Primo Mellon, um repórter do jornal para castas superiores Rádio Horário que tenta entrevistar John, O Selvagem.
- Darwin Bonaparte, um paparazzo que traz a atenção do mundo para o eremita John.
Da Cerimônia da Solidariedade [editar]
- Morgana Rothschild
- Herbert Bakunin
- Fifi Bradlaugh
- Jim Bokanovsky
- Clara Deterding
- Joanna Diesel
- Sarojini Engels
- Tom Kawaguchi
De Malpais [editar]
John, O Selvagem ("Sr. Selvagem"), filho de Linda e Thomas (Tomakin/D.I.C.). Rejeitado tanto na civilização primitiva como na moderna.
Linda, uma Beta-Menos. Mãe de John, O Selvagem e antigo amor perdido de Thomas. Ela é da Inglaterra e ficou grávida de John quando se perdeu de Thomas em uma viagem para o Novo México. Ela é desprezada tanto pelo povo selvagem, por causa de seu comportamento "civilizado", quanto pelo povo "civilizado" por sua aparência antissocial. Seu sobrenome é uma referência ao mago e escritor inglês Aleister Crowley (12 de Outubro de 1875 – 1 de Dezembro de 1947). Crowley também escrevera muitos artigos mágicos sobre uma utópica sociedade perfeita chamada Cidade das Estrelas.
Popé, um nativo de Malpaís. Embora ele seja o causador dos sentimentos de ódio por Linda em Malpais por dormir com ela e trazer-lhe "Mescal" e "Peyotl" (drogas nativas que segundo Linda deixam-na indisposta e com náuseas), ele ainda mantém as crenças tradicionais de sua tribo. John tenta matá-lo, quando ainda era pequeno.
Personagens Complementares [editar]
Esses são os personagens reais ou fictícios que morreram antes dos eventos do livro, mas são citados no romance:
Henry Ford, que se transformou numa figura messiânica para o Estado Mundial. "Oh Ford" ou "Nosso Ford" (our Ford), é usado no lugar de "Oh Senhor" ou "Nosso Senhor" (our Lord), como crédito por sua invenção da Linha de Montagem.
Sigmund Freud, "Nosso Freud" (our Freud) é algumas vezes citado no lugar de "Nosso Ford" devido a ligação entre Psicanálise Freudiana e o condicionamento humano, e a popular ideia de Freud de que a atividade sexual é essencial para a felicidade humana e não sendo necessariamente para procriação. Isto também implica fortemente que os cidadãos do Estado Mundial acreditavam que Freud e Ford seriam as mesmas pessoas.
Cap. 3 Mustapha Mond: "Our Ford-or Our Freud, as, for some inscrutable reason, he chose to call himself whenever he spoke of psychological matters…". Traduzindo "Nosso Ford – ou nosso Freud, como, por alguma razão inescrutável, preferia ser chamado sempre que tratava de assuntos psicológicos…"
H. G. Wells, "Dr. Wells", Escritor britânico e socialista utópico, cujo livro Men Like Gods foi um incentivo para Admirável Mundo Novo. Huxley escreveu em suas cartas: "All's well that ends Wells" (claro jogo de palavras utilizando o conhecido provérbio "Tudo bem quando termina bem" utilizado também por Shakespeare como título de uma de suas peças) para criticar Wells por seus pressupostos antropológicos ao qual Huxley achava irrealista.
Ivan Petrovich Pavlov, um dos teorizadores do condicionamento clássico (outro teorizador foi o psicólogo estadunidense John B. Watson, possivelmente o personagem Helmholtz Watson serve de alusão para John B. Watson). No romance o condicionamento clássico é utilizado em bebês.
William Shakespeare, cujas peças banidas são citadas em várias partes do romance por John, O Selvagem. As peças citadas incluem Macbeth, A Tempestade, Romeu e Julieta, Hamlet, Rei Lear, Sonho de uma Noite de Verão, Medida por Medida e Otelo. (Veja Lista de citações de Shakespeare em Admirável Mundo Novo.) Mustapha Mond também as conhece porque ele, como um Administrador Mundial, tem acesso a uma seleção de livros de toda a história da humanidade, tão como a Bíblia.
Karl Marx, filósofo alemão que escreveu, entre outros, O Manifesto Comunista, no qual aborda temas sociais como a alienação do trabalho humano e a luta de classes. O personagem Bernard Marx, questionador da sociedade em que vive, recebeu o sobrenome adequadamente.
Thomas Malthus, cujo nome é usado para descrever a técnica anticonceptiva (cinto malthusiano) praticado pelas mulheres do Estado Mundial.
Castas [editar]
| Castas | Cores | Jornais | Processo Bokanovsky |
|---|---|---|---|
| Alfa | Cinza (Grey) | Rádio Horário (Hourly Radio) | Não |
| Beta | Amora (Mulberry) | Rádio Horário (Hourly Radio) | Não |
| Gama | Verde (Green) | Gazeta dos Gamas (Gamma Gazette) | Sim |
| Delta | Cáqui (Khaki) | Espelho dos Deltas (Delta Mirror) | Sim |
| Ípsilon | Preto (Black) | - | Sim |
Enredo [editar]
O personagem Bernard Marx sente-se insatisfeito com o mundo onde vive, em parte porque é fisicamente diferente dos integrantes da sua casta. Num reduto onde vivem pessoas dentro dos moldes do passado uma espécie de "reserva histórica" - semelhante às atuais reservas indígenas - onde preservam-se os costumes "selvagens" do passado (que corresponde à época em que o livro foi escrito), Bernard encontra uma mulher oriunda da civilização, Linda, e o filho dela, John. Bernard vê uma possibilidade de conquista de respeito social pela apresentação de John como um exemplar dos selvagens à sociedade civilizada.
Para a sociedade civilizada, ter um filho era um ato obsceno e impensável, ter uma crença religiosa era um ato de ignorância e de desrespeito à sociedade. Linda, quando chegada à civilização foi rejeitada pela sociedade.
O livro desenvolve-se a partir do contraponto entre esta hipotética civilização ultra-estruturada (com o fim de obter a felicidade de todos os seus membros, qualquer que seja a sua posição social) e as impressões humanas e sensíveis do "selvagem" John que, visto como algo aberrante, cria um fascínio estranho entre os habitantes do "Admirável Mundo Novo".
Aldous Huxley escreveu, mais tarde, outro livro, chamado Retorno ao Admirável Mundo Novo, sobre o assunto: um ensaio onde demonstrava que muitas das "profecias" do seu romance estavam a ser realizadas graças ao "progresso" científico, no que diz respeito à manipulação da vontade de seres humanos.
Outros livros sobre o mesmo tema [editar]
- 1984 e A Revolução dos Bichos, ambos de George Orwell
- Fahrenheit 451, de Ray Bradbury
- Laranja Mecânica, de Anthony Burgess
- Nós, de Yevgeny Zamyatin
- Neuromancer, de William Gibson
- Uglies (série) - Série de Livros