Adrian Ludwig Richter
| Adrian Ludwig Richter | |
|---|---|
| Retrato de Ludwig Richter, por Wilhelm von Kügelgen (1836) | |
| Nascimento | 28 de setembro de 1803 Dresden |
| Morte | 19 de junho de 1884 (80 anos) Dresden |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | Pintor e água-fortista |
Adrian Ludwig Richter (Dresden, 28 de setembro de 1803 – Dresden, 19 de junho de 1884), foi um pintor e água-fortista alemão.
Biografia [editar]
Richter nasceu em Dresden, filho do gravurista Carl August Richter, de quem recebeu a sua formação; mas foi fortemente influenciado por Johann Christoph Erhard e Daniel Chodowiecki .
Foi o mais popular, e de várias formas o ilustrador alemão mais típico de meados do século XIX. Seu trabalho é tão tipicamente alemão e tão familiar como são os contos de fadas dos irmãos Grimm. Richter visitou a Itália de 1823 a 1826, e seu Tempestade nos Montes Sabinos em exposição no Museu Städel, em Frankfurt am Main, é um dos raros temas italianos de seu pincel. Em 1828 trabalhou como designer para a fábrica de porcelana de Meißen, e em 1841 tornou-se professor e diretor de paisagens na Academia de Dresden, (atual Hochschule für Bildende Künste Dresden).
A Pinacoteca dos Mestres Antigos possui uma das suas melhores e mais características pinturas: Procissão nupcial na primavera. Uma doença ocular terminou com a prática de sua arte em 1874;1 . Aposentou-se em 1877, e morreu em Loschwitz, um bairro de Dresden.
Como pintor Richter objetiva uma mistura plena da figura humana com a paisagem e pode ser avaliado pelos seguintes exemplos: "Colheita na Campagna" (1833) e outros três no Museu de Leipzig: "A Balsa em Schreckenstein" (1836) e a "Procissão nupcial na primavera" (1847), na Galeria de Dresden; "Panorama do Riesengebirge" (1839), na Galeria Nacional de Berlim.
Das suas 240 água-fortes, cerca de 140 são de paisagens da Saxônia, outras de Salzburgo, Roma e da Campagna. Sua individualidade é mais completamente revelada em seus 3000 ou mais desenhos para xilogravuras, de cuja arte foi um dos renovadores mais influentes. De especial encanto são as suas ilustrações para O Vigário de Wakefield (1841), para as Volksmärchen (1842), de Musäus, e para outros numerosos contos de fadas, para o Álbum de Goethe (1855), e para Glocke (1857), de Friedrich Schiller, e para as publicações cíclicas que revelam o lado mais brilhante da imaginação inesgotável do artista, tais como Beschauliches und Erbauliches (1851); Kinderleben (1852); Fürs Haus (1858–1861); Der gute Hirt (1860); Unser täglich Brot (1866); Bilder und Vignetten (1874).
Publicações [editar]
- Sua autobiografia, Lebenserinnerungen eines deutschen Malers, editada por seu filho Heinrich, (12ª edição, Frankfurt, 1905)
- J. F. Hoff, (Dresden, 1877)
- Johannes Erler, (Leipzig, 1897)
- V. Mohn, (Bielefeld, 1898)
- Atkinson, em Art Journal (Londres, 1885)
- Karl von Lützow, Die vervielfältigende Kunst der Gegenwart (Viena, 1886)
- Alte und neue Studenten-Lieder (Antigas e novas canções de estudantes), e Alte und neue Volks-Lieder (Antigas e novas canções populares), (Leipzig 1844-47) (juntamente com Adolf Eduard Marschner).
Referências
- ↑ New International Encyclopedia
- Este texto foi extraído da Encyclopædia Britannica (11ª edição), uma publicação agora em domínio público.
"Richter, Adrian Ludwig". Encyclopædia Britannica (11th). (1911).