Aeroclube Brasileiro

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Aeroclube do Brasil foi a primeira escola de aviação criada no Brasil. No Brasil, encontravam-se um grupo de estrangeiros integrado por Roland Garros, Edmond Planchut e Ernesto Darioli, além do italiano Gian Felice Gino, trazendo consigo um monoplano Bleriot. A aviação despertava grande encantamento na população e detinha um grande apreço por parte dos militares. [1]

Fundado em 14 de outubro de 1911, na ata de fundação, constam os nomes de civis e militares ilustres, políticos, professores, homens de negócios.[2]

Sua primeira diretoria teve como presidente de honra o sócio fundador Alberto Santos Dumont, o almirante José Carlos de Carvalho como diretor presidente e Vitorino de Oliveira, redator do jornal A Noite, seu primeiro diretor secretário.[2]

O primeiro campo de aviação do aeroclube, deu origem ao aeródromo militar do Campo dos Afonsos e os primeiros aviões foram adquiridos com recursos arrecadados em subscrição pública e logo em seguida cedidos ao Exército para servirem pela primeira vez no Brasil como instrumento de observação aérea na Guerra do Contestado, onde morreu o tenente Ricardo Kirk, engenheiro do Exército e Diretor da Escola de Aviação do Aeroclube. Foi a primeira vítima da aviação brasileira em operações militares e é o patrono da Aviação do Exército. [2]

Devido a demora na recuperação dos aviões emprestados ao Exército, somente em 1916 foi reiniciado o Curso de Pilotagem, sob a direção do Tenente Bento Ribeiro Filho. Em 1917 o aeroclube se filiou à FAI (Fédération Aéronautique Internationale), tendo passado a exercer a função oficial examinadora dos pilotos formados no Brasil, concedendo-lhes os brevês. [2]

O brevê Número 1 foi dado ao piloto Raul Vieira de Melo, tenente do Exército, em 1919. Neste mesmo ano o Exército solicitou as instalações do Campo dos Afonsos para instalar sua própria Escola de Aviação Militar, pelo qual o aeroclube fechou sua escola. O Aeroclube, sob a presidência do deputado Maurício de Lacerda, passou a promover, estimular e a colaborar na criação de Escolas de Aviação em todo o Brasil, credenciando Delegados em vários estados. [2]

Em 1931, com várias escolas de pilotagem no Brasil e a aviação comercial sendo uma realidade, foi criado o Departamento de Aeronáutica Civil no Ministério de Viação e Obras Públicas, que passou a controlar e regulamentar as atividades aéreas civis, esvaziando a função normativa do Aeroclube e reduzia-se a importância da atividade de representação da FAI, pois os brevês concedidos pelo DAC tornavam desnecessários os da FAI, pelo menos para voar dentro do Brasil.[2]

Em 16 de março de 1932 mudou o nome para Aeroclube do Brasil e iniciou a construção de um campo de pouso em Manguinhos. Na década de 60, sob argumento que os vôos atrapalhavam os aeroportos do Galeão e Santos Dumont o aérodromo foi fechado. Em 1972 o aeroclube foi transferido para o aeródromo de Jacarepaguá.[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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