Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão
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| Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro - Galeão Antonio Carlos Jobim |
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| IATA: GIG - ICAO: SBGL | ||||||||||||||||||
| Tipo | Público/Militar | |||||||||||||||||
| Administração | INFRAERO | |||||||||||||||||
| Serve | Rio de Janeiro | |||||||||||||||||
| Inauguração | 1 de Fevereiro de 1952 | |||||||||||||||||
| Altitude | 9 m (30 ft) | |||||||||||||||||
| Movimento em 2008 | 10.717.120 passageiros [1] 81.303.331 t de carga [1] 119.892 aeronaves [1] |
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| Capacidade anual | 15 mi de passageiros | |||||||||||||||||
| Website oficial | Site oficial | |||||||||||||||||
| Pistas | ||||||||||||||||||
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| Helipontos | ||||||||||||||||||
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O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão – Antonio Carlos Jobim (IATA: GIG, ICAO: SBGL) é o maior aeroporto da cidade do Rio de Janeiro e o segundo mais movimentado do país em vôos internacionais de passageiros.[1] Localizado na ilha do Governador, Zona Norte do município, a aproximadamente 20 km do centro, é a principal porta de entrada para o Brasil – segundo a Infraero –, haja vista que cerca de 40% dos turistas estrangeiros que visitam o país escolhem o Rio como destino, desembarcando neste aeroporto.[2]
Com uma área de 17,88 km², recebe todos os vôos internacionais e a maior parte dos nacionais que servem ao Rio de Janeiro. Possui dois terminais de passageiros (TPS1 e TPS2), com capacidade para 7 milhões e 8 milhões de passageiros, respectivamente, totalizando 171 balcões de check-in, 24 horas por dia em operação.
Dispõe de 53 posições de estacionamento para aeronaves, sendo 23 com pontes de embarque. O aeroporto ainda é servido por um dos maiores, mais modernos e bem aparelhados Terminais de Logística de Carga do continente.[2] Trata-se do quarto terminal de cargas mais movimentado do país[1], responsável por 6,2% do fluxo total desta natureza nos aeroportos brasileiros em 2007.[1] A Base Aérea do Galeão fica situada em seu perímetro.
O Plano Diretor do aeroporto prevê a construção de mais dois terminais de passageiros (TPS3 e TPS4) além de uma nova pista, paralela à atual 10/28, porém em menor comprimento.
No dia 5 de janeiro de 1999, uma lei federal alterou a denominação do aeroporto[3], em homenagem ao músico e compositor Antonio Carlos Jobim, falecido em 1994.
Em 29 de agosto de 2004, foram transferidos todos os vôos, com exceção da Ponte-aérea Rio-São Paulo e vôos regionais, do Aeroporto Santos-Dumont para o Galeão[4], objetivando proporcionar maior conforto aos passageiros. O Santos-Dumont, com capacidade para 2 milhões de passageiros/ano, atendia a aproximadamente 5,3 milhões, sendo que o Galeão, possuindo uma capacidade de até 15 milhões, atendia a uma demanda de apenas 5 milhões de passageiros/ano.
Índice |
[editar] História
A história do aeroporto, na ilha do Governador, como base de antiga aviação naval, começa em 1924 com a instalação da escola de aviação. Fundada em 1916, a Escola de Aviação Naval teve suas primeiras instalações na ilha das Enxadas, em 1924, posteriormente transferidas para local mais amplo na vizinha Ponta do Galeão. Ali surgiram hangares, oficinas, quartéis, alojamentos de oficiais e praças, além da primeira Fábrica Nacional de Aviões, que produziu em série o primeiro modelo brasileiro, os Muniz 5, 7 e 9.
Ainda no Galeão, outras indústrias aeronáuticas produziam, sob contrato com entidades estrangeiras como a Foker holandesa e a Wulf alemã, aviões para aviação civil e militar. Também do Galeão saíram os primeiros Correios Aéreos Navais, em 1935.
A partir de 1945, o Galeão passou a ser, oficialmente, Aeroporto Internacional, uma vez que os antigos Hidroaviões da Pan American e da Condor, além de outras companhias, foram pouco a pouco substituídos nas rotas internacionais por aviões maiores, dotados de rodas, que precisavam de pistas em terra para pouso e decolagem. Os antigos “hidros” Sirorskys ou Junkers J-52, entre outros, cederam lugar aos McDonnell Douglas DC-3 e DC-4 e Constelations da Lockheed. Houve uma "estação de hidros", ao lado do Aeroporto Santos Dumont, inaugurada em 1936, projetada pelo célebre arquiteto brasileiro Atílio C. Lima. Foi um dos primeiros prédios conceitualmente modernos construídos no Brasil.
Desde os anos da Segunda Guerra Mundial, o Galeão foi, além de movimentada base aérea da Força Aérea Brasileira, campo de pouso para aviões internacionais. Naquela época o acesso ao aeroporto fazia-se através de lancha, desde a estação de hidros até a ponte de desembarque do Galeão, de onde os passageiros seguiam até a aeronave em ônibus, pois não existia uma estação de passageiros.
A recepção continuou precária até 1950, quando o local para embarque e desembarque transferiu-se para o ouro lado da base, onde hoje funcionam escritórios de companhias cargueiras. Esse terminal, com diversas ampliações ao longo dos anos, foi substituído pelo atual Terminal de Passageiros Número 1, que agregou o que de mais atual havia na época de sua inauguração, em 20 de janeiro de 1977.
Como reflexo do impetuoso crescimento da aviação comercial do Brasil em 1992, com vistas a grande afluência prevista na ECO-92, foram reformadas todas as instalações do Terminal 1. Essa ampliação, que aumentou a capacidade desse terminal para sete milhões de passageiros ao ano, coincidiu com o início das obras do Terminal 2. Esse novo terminal, um dos mais modernos da América Latina, com capacidade de atender oito milhões de passageiros ao ano, foi inaugurado em 20 de julho de 1999, mais que duplicando a capacidade do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.
Após ter amargado durante anos uma estagnação com a perda de vôos domésticos para o Aeroporto Santos Dumont (SDU) e internacionais para São Paulo (GRU), desde o fim de 2004 o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro vem recuperando gradualmente sua importância no cenário nacional com a volta dos vôos domésticos e de alguns vôos internacionais como o Rio-Atlanta (Delta), Rio-Porto (TAP), Rio-Santiago (Lan) e o incremento nas operações com o início de vôos para o Panamá (Copa). Além disso, atraiu uma nova companhia aérea, a WebJet, que vem crescendo pouco a pouco no mercado doméstico, mantendo como principal base o Galeão (GIG).
Em 2007, o aeroporto ganhou mais vôos internacionais para Madri (Air Europa) e mais operações para Paris, com mais dois vôos diários por parte da TAM e da Air France. Por conta de um acidente ocorrido no Aeroporto de Congonhas com um jato Airbus A320 da empresa TAM, houve por parte do governo a aplicação de severas restrições naquele aeroporto, ocasionando entre outros o fim das conexões. Com isso, parte do movimento do Aeroporto Santos Dumont, que dependia de conexões em Congonhas, passou a ser atendido pelas companhias aéreas com mais vôos diretos partindo do Galeão. Houve forte incremento no número de vôos para cidades como Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Campinas, Salvador e Recife, e a criação de vôos para destinos até então não atendidos sem escala, como Manaus. Com isso, a movimentação mensal passou de 770 mil para 1 milhão de passageiros uma vez que o Galeão passou a ser uma melhor opção também para passageiros em conexão.
Ao fim de 2007, o Galeão bateu seu recorde de movimentação de passageiros, com 10.352.616 embarques/desembarques. Conseqüentemente, cresceu o interesse de operadores internacionais e domésticos pelo aeroporto, agora com fluxo 100% superior ao registrado em 2003.
Em 2008 foram inaugurados vôos sem escalas da British Airways para Londres (LHR), da Taca para Lima (LIM), da TAM para as cidades de Nova Iorque (JFK) e Miami (MIA), e da Pluna rumo a Montevidéu (MVD).
Entre os rumores ainda não confirmados ou sem data de início, estão o início de vôos da Emirates para Dubai, o interesse oficial da Alitalia por vôos Roma (FCO)-Rio de Janeiro, a KLM buscando operar a partir de Amsterdam, Mexicana e AeroMexico com potencial Mexico (MEX)-Rio de Janeiro e o retorno da Colombiana Avianca.
[editar] Curiosidades
O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro possui a maior pista de aterrissagem do Brasil (4.240 m)[2], tendo recebido pousos e decolagens do mítico Concorde na linha área Paris-Rio, incluindo o vôo inaugural desta aeronave em 1976. Eram duas frequências semanais com uma escala em Dakar, perfazendo o trajeto em 7 horas e meia. A despedida do Concorde do GIG foi em 1982, quando a Air France cancelou este e outros vôos deficitários.
Empresas regulares de passageiros que não operam mais no GIG:
South African Airways (707 e 747SP), escala cancelada
Lufthansa (707, DC-10, 747 e A340-300), escala cancelada
LAB (727-200), faliu
Canadian Airlines (DC-10), incorporada pela Air Canada que posteriormente cancelou a escala
Ladeco (737-200 e 727-100), incorporada pela LAN
Avianca (707, 757-200, 767-200), cancelou a escala
Lacsa (A320), cancelou a escala
Cubana (IL-62), cancelou a escala
Air Madrid (A330-200), cancelou a escala e posteriormente faliu
Air Europa (A330-200, 767-300), cancelou a escala
Spanair (767-300), cancelou a escala
Braniff (DC-8 e 747), faliu e substituída pela Eastern
Eastern (DC-10), faliu e substituída pela American
Pan Am (747, 747SP, 707 e L-1011), faliu e substituída pela United
KLM (DC-8, DC-10, 747-400), cancelou a escala
Iraqi Airways (707-320 e 747-200), operações suspensas
Alitalia (DC-8, DC-10, 747-200, MD-11), cancelou a escala
Japan Airlines (DC-8, 747-200), cancelou a escala
Royal Air Maroc (707 e 747SP), cancelou a escala
Bellview Airlines (A300), cancelou a escala
LAP - Líneas Aéreas Paraguayas (707 e DC-8), incorporada pela TAM
APSA (CV-990), faliu
Aeroperú (DC-8, L-1011 e 757), faliu
British United (VC-10), incorporada pela British Caledonian
British Caledonian (707 e DC-10), incorporada pela British Airways
Aeroflot (IL-62,IL-86,IL-96 e TU-154), cancelou a escala
Scandinavian Airlines System (DC-8, DC-10 e 767-200), cancelou a escala
Swissair (DC-8, DC-10, MD-11), faliu e substituída pela Swiss International Air Lines
Swiss International Air Lines (MD-11), cancelou a escala
Viasa (DC-8 e DC-10), faliu
[editar] Terminais e destinos
[editar] Terminal 1 (TPS1)
[editar] Terminal 2 (TPS2)
| Companhias | Destinos |
|---|---|
| Montevidéu (Carrasco Int'l) | |
| Aracaju - Belo Horizonte (Confins) - Belém - Brasília - Buenos Aires (Ezeiza) - Campinas - Caracas - Curitiba - Florianópolis - Fortaleza - Foz do Iguaçu - João Pessoa - Manaus - Miami - Natal - Nova Iorque - Paris Porto Alegre - Recife - Salvador - Lençóis - Londres - São Paulo (Congonhas) - São Paulo (Guarulhos) - Vitória | |
| Assunção (Pres. Pettirossi) - Buenos Aires (Ezeiza) | |
| Lisboa - Porto | |
| Washington - (Dulles) | |
| Charlotte (A partir de 03/12/09) | |
| Belo Horizonte - Brasília - Curitiba - Fortaleza - Ilhéus - Natal - Porto Alegre - Recife |
[editar] Serviços
[editar] Órgãos públicos
- Polícia federal (DEAIN)
- Polícia Civil
- Receita Federal
- Vigilância Sanitária(ANVISA)
- Ministério da Agricultura
- SAC/DAC
- Senado
- BPTUR (Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas)
- Guarda Municipal
- RIOTUR
- Correios
- Juizado de Menores
[editar] Agências bancárias
[editar] Terminal 1
[editar] Caixas eletrônicos
[editar] Terminal 1
- Banco do Brasil
- Caixa Econômica
- Unibanco
- HSBC
- Banco Itaú
- Banco Real
- Banco 24 horas
[editar] Terminal 2
- Banco do Brasil
- HSBC
- Banco Itaú
- Banco Santander
[editar] Incidentes e Acidentes
- Década de 2000
- Em 31 de maio de 2009 o voo Air France 447 com destino ao aeroporto de Paris (Charles de Gaulle), cumprido por um Airbus A330-200, prefixo F-GZCP, desapareceu após deixar uma mensagem instantânea de pane elétrica e despressurização. O acidente ainda é um mistério a ser desvendado pelas autoridades aeronáuticas brasileira e francesa. Acredita-se que o avião tenha caído entre o arquipélago de Fernando de Noronha e o arquipélago de São Pedro e São Paulo, após enfrentar uma forte tempestade na travessia do oceano, na zona de convergência intertropical. Estavam no avião 228 pessoas; não houve sobreviventes.[5]
- Em 11 de julho de 2007 um Boeing 747 da British Airways efetuou um pouso de emergência decorrente de um falso alarme de incêndio proveniente do porão de cargas. A INFRAERO informou que não foi encontrado quaisquer focos de incêndio.
- Em 5 de maio de 2007, um Lockheed L1011-3(500) da EuroAtlantic Airways, matrícula CS-TEB, com destino a Montevideu, chocou-se com pássaros na decolagem. A tripulação declarou emergência e retornou para o pouso.
- Década de 1990
- Em 12 de novembro de 1990, um de Havilland Canada DHC-5 Buffalo da Força Aérea Brasileira, matrícula FAB2350, acidentou-se na decolagem.
- Década de 1980
- Em 2 de dezembro de 1985, um Boeing 747-228B da Air France, matrícula F-GCBC, procedente de Paris com 273 pessoas à bordo, saiu da pista ao pousar. Aparentemente o cabo da manete de aceleração do motor número 1 rompeu-se, tornando impossível o controle de potência desse por parte da tripulação. O motor acelerou a um nível incomum, fazendo com que a aeronave saísse da pista, atravessasse uma vala e chocasse contra uma ladeira de concreto. Ninguém se feriu.
- Década de 1970
- Em 26 de julho de 1979 às 18h21min, um Boeing 707-330C cargueiro da Lufthansa, matrícula D-ABUY, com destino a Dakar, cumprindo o vôo LH527, chocou-se contra a Serra dos Órgãos, região serrana do estado do Rio de Janeiro. A aeronave decolou do Galeão 5 minutos antes, e foi instruída pelo controlador em solo a seguir rumo ao VOR Caxias e manter uma altitude de dois mil pés após a decolagem. Ao decolar, o Controle de aproximação solicitou que a tripulação aumentasse a velocidade. A velocidade aumentou progressivamente até atingir 304 nós (563 km/h), excedendo o limite de 250 nós (463 km/h) que é determinado dentro da área de controle do Rio abaixo de 10,000 pés. Enquanto o vôo 527 voava em direção às montanhas, o controlador de tráfego aéreo estava atarefado organizando a excessiva quantidade de tráfego que se aproximava pelo setor sul. Seu assistente falhou ao monitorar o Lufthansa. Ao voltar sua atenção ao Lufthansa 527, o controlador viu-se surpreso com a posição da aeronave e ordenou que imediatamente executasse uma curva pela direita e que aumentasse seu ângulo de subida. Tarde demais, a aeronave chocou-se contra as árvores na encosta da montanha, em uma altura de aproximadamente 800 metros. Todos os 3 ocupantes faleceram.
- Em 9 de junho de 1973, um Boeing 707-327C cargueiro da Varig, matrícula PP-VLJ, fazia uma aproximação por instrumentos para a cabeceira 14 (atual 15) com a manete dos speed brakes em 45° e os spoilers da seção interna da asa desativados, quando foi notado que a capa protetora dos spoilers estava aberta. O comandante ou o primeiro-oficial a fecharam e conseqüentemente ativaram os spoilers internos, fazendo com que a aeronave inclinasse para baixo. O Boeing desceu rapidamente de uma altura de 70m e chocou-se contra as luzes de aproximação e atolou. Dos 4 tripulantes, 2 morreram.
- Em 11 de julho de 1973, um Boeing 707-345C, matrícula PP-VJZ, fazendo o vôo Varig 820, partiu do Rio de Janeiro (GIG) às 03h03min para um vôo com destino a Paris-Orly (ORY). Às 13h57min o avião descia a FL080 já sob controle de Orly APP, que solicitou a tripulação de manter a altitude (FL080) e rumo para o VOR OLS e preparar para a aterrissagem na pista 26. Às 13h58min20s a tripulação fez contato com Orly APP e relatou um "incêndio a bordo". Uma descida de emergência foi solicitada. Às 13h59min foi dada a ordem para descer para 3000 pés e preparar para pouso na pista 07, fazendo uma aproximação o mais reta possível. Embora a situação fosse ficando pior a bordo (fumaça entrando na cabine e os passageiros ficando asfixiados), foi permitida uma descida para 2000 pés às 14h01min10s. Os tripulantes usaram as máscaras de oxigênio o que tornou impossível a leitura dos instrumentos. Às 14h03min o piloto decidiu fazer um pouso de emergência 5 km antes da pista com o trem de pouso baixado e os flaps em 80deg. O Boeing pousou com “nariz alto” e uma pequena inclinação à esquerda. A aeronave bateu em algumas pequenas árvores e fez um pouso duro em um campo. Os dois trens de pouso principais e os motores foram arrancadas ao longo da derrapagem. A fuselagem, no entanto, permaneceu intacta. Dez ocupantes (todos os tripulantes) evacuaram o avião. Até o momento em que os bombeiros chegaram (6-7 minutos mais tarde), o fogo já tinha queimado até o teto e não havia qualquer sinal de vida. Dos quatro passageiros inconscientes evacuados pelos bombeiros, apenas um sobreviveu. Dos 134 ocupantes, 123 morreram.
- Década de 1960
- Em 3 de março de 1965, um Vickers 701C Viscount da VASP, matrícula PP-SRQ, varou a pista após uma perda de motor simulada durante a decolagem. O aluno não conseguiu manter o controle direcional da aeronave.
- Em 21 de março de 1964, um Curtiss C-46D-15-CU da VASP, matrícula PP-LDL, teve um incêndio em seu motor número 2 que não pode ser extingüído. A tripulação tentou alcançar o aeroporto, mas a asa direita acabou se desintegrando antes. A aeronave perdeu o controle e caiu na baía de Guanabara.
- Em 8 de abril de 1963, um Douglas DC-7C da Panair do Brasil, matrícula PP-PDM, perdeu o trem de pouso dianteiro durante a decolagem. O DC-7 deslizou sobre a pista até parar. Os motores 2 e 3 foram danificados, afetando os tanques de combustível e causando um incêndio. O acidente foi causado pelo recolhimento antecipado do trem de pouso. Ninguém morreu.
- Em 27 de novembro de 1962, um Boeing 707-441, da Varig, matrícula PP-VJB, fazendo o vôo 810 partiu do Galeão - Rio de Janeiro as 0353 GMT com destino à Lima - Callao. A aeronave fez contato com os seguintes pontos: Pirassununga (0430), Campo Grande (0524), Corumbá (0548), Santa Cruz (0630), Cochabamba (0652), Charana (0715) e Pisco (0813). As 0809 relatou para o controle de tráfego aéreo, Lima, a altitude 36 mil pés (FL360), estimando em 0813 Pisco e Aeroporto de Callao em 0836 e pediu permissão para descer. O Controle (ATC) Lima foi avisado de um DC-6, que tinha saído em 0735 de Lima e foi também a Pisco, estimativa 0813, quando cruzaria em 13.500 pés (FL135). Depois de passar em 0813 Pisco e deixando 36 mil pés (FL360) em 0814, o vôo 810 reportou, em 0819, que tinha chegado 26 mil pés. Recebeu autorização para continuar a descer para aproximação na pista 33. As 0824 em comunicou ao Controle de Aproximação (APP) dez minutos da estação, a 15 mil pés, ainda descendo, quando as 0830 horas ele tinha atingido 12 mil pés sobre Las Palmas. Como era muito alto para uma aproximação à pista 33 o Controle de Aproximação (APP) sugeriu que ele fizesse uma volta de 360° e reportasse novamente quando estivesse sobre Las Palmas. A aeronave prosseguiu a descida. Quando chegar a 330°, passando a leste de do Aeroporto de Lima, vire à esquerda passando sobre o Aeroporto Lima-Callao e continue girando, até rumar ao sul, passando a oeste de Las Palmas, a fim de iniciar o procedimento de ILS BACK COURSE e, em seguida, fez uma curva de 180° e virou para interceptar o ILS BACK COURSE (327°). No entanto, foi mantido o curso normal durante quase três minutos antes de iniciar a sua curva para o norte. Seu rumo era de 333° quando atingiu o pico La Cruz, cerca de 8 milhas a leste do rumo de aproximação do ILS BACK COURSE Morro Solar. Todos os 97 ocupantes morreram.
- Em 20 de agosto de 1962, um Douglas DC-8-33 da Panair do Brasil, matrícula PP-PDT, com destino Lisboa, ultrapassou os limites da pista, vindo a parar nas águas da baía de Guanabara. O acidente foi causado pelo fato do estabilizador vertical da aeronave ter sido alterado da sua configuração original para decolagem, e foi somado ao fato da tripulação ter tomado a decisão tardia de abortar a decolagem. Por causa disso, não houve pista nem tempo o suficiente para que a aeronave parasse com segurança. A tripulação aplicou fortemente os freios e o sistema de reversão para tentar parar a aeronave, fazendo com que o lado direito da aeronave inclinasse, arrastando os motores 3 e 4 no chão. O trem de pouso principal esquerdo afundou na areia, e acabou arrastando também os motores 1 e 2. Todos os quatro motores perderam seus ejetores e cones de reversão, fazendo a aeronave acelerar e continuar se movendo em alta velocidade. O avião acabou atingindo o muro do aeroporto, atravessou a avenida e avançou 50 metros mar adentro. O sistema de luzes de emergência não funcionaram, desorientando os passageiros em pânico. As saídas de emergência foram abertas, possibilitando a fuga da maioria dos passageiros. 15 dos 105 ocupantes morreram.
- Em 3 de março de 1962, um Lockheed L-049 Constellation da Panair do Brasil, matrícula PP-PCR, pousou sem o trem de pouso dianteiro.
- Em 25 de fevereiro de 1960, às 13h07, um Douglas R6D-1 da Marinha dos Estados Unidos procedente de Buenos Aires chocou-se em pleno vôo com um Douglas DC-3 da Real Transportes Aéreos, matrícula PP-AXD, procedente de Campos, a uma altura de aproximadamente 3000 pés (1600m), próximo ao Aeroporto Santos Dumont. O choque foi ocasionado por um erro por parte da tripulação da aeronave americana, que não cumpriu as instruções de altitude fornecidas pelo controle de tráfego aéreo, e também pela má interpretação dos instrumentos de vôo que sofreram uma possível falsa marcação devido a existência do bondinho do Pão de Açúcar (comum à época), resultando numa má execução do procedimento de aproximação e pouso.
- Década de 1950
- Em 11 de janeiro de 1959, um Lockheed L-1049G Super Constellation da Lufthansa, matrícula D-ALAK, procedente de Hamburgo com 39 pessoas à bordo, caiu próximo à pista durante o pouso. Durante uma aproximação chovosa, a aeronave desceu abaixo da altitude prevista e o trem de pouso dianteiro chocou-se com a água. Os pilotos tentaram prosseguir a aproximação mas a aeronave acabou caindo próximo à Praia das Flecheiras, muito perto da pista. 36 dos 39 ocupantes morreram.
- Em 27 de julho de 1952, às 11h46, um Boeing 377 Stratocruiser da Pan American World Airways, matrícula N1030V, com destino a Buenos Aires, teve problemas no fechamento da porta, e conseqüentemente, na pressurização da cabine de passageiros. A falha no reconhecimento do problema por parte da tripulação levou a uma descompressão explosiva, que arrancou parte da fuselagem e sugou uma mulher para fora do avião. A aeronave retornou ao Galeão e pousou às 12h13.
[editar] Referências
[editar] Notas
- ↑ 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 [1]
- ↑ 2,0 2,1 2,2 Infraero – Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro
- ↑ Lei nº 9.778, de 5 de janeiro de 1999. Presidência da República. Planalto.gov.br.
- ↑ INFRAERO. Transferência dos vôos do Santos-Dumont para o Galeão. INFRAERO.
- ↑ "Air France Says 'No Hope' For Missing Jetliner", National Public Radio, 2008-06-01. Página visitada em 2008-06-01.
[editar] Ver também
- Acidente aéreo
- Lista de acidentes aéreos
- Lista de aeroportos do Brasil
- Crise no setor aéreo brasileiro
[editar] Ligações externas
- Ilha Carioca | Aeroporto do Galeão
- Mapa dos arredores do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro no OpenStreetMap
[editar] Bibliografia
- Centro de Referência Histórica da Ilha do Governador. História - Curiosidades - Fatos. (Site A ilha do Governador)

