Aeroporto de Congonhas/São Paulo

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Aeroporto de Congonhas/São Paulo
Aeroporto de Congonhas - Aeronaves.jpg
IATA: CGH - ICAO: SBSP
Tipo Público
Administração Infraero
Serve São Paulo
Localização São Paulo, São Paulo SP Brasil
Inauguração 12 de abril de 1936 (79 anos)


Altitude 802 m (2 631 ft)
Movimento em 2014[1] Aumento18.134.071 de passageiros
Baixa59.540 t de carga
Baixa205.410 aeronaves
Capacidade anual 17,1 mi de passageiros
Website oficial Página oficial
Pistas
2
Cabeceiras Comprimento Superfície
17R/35L 1 940 m (6 365 ft) Asfalto
17L/35R 1 435 m (4 708 ft) Asfalto

O Aeroporto de Congonhas/São Paulo (IATA: CGHICAO: SBSP) é o segundo[2] aeroporto mais movimentado em número de passageiros e em número de aeronaves do Brasil e o primeiro da rede INFRAERO, após a privatização de Cumbica/SP e Galeão/RJ[3] . Está localizado na cidade de São Paulo, no bairro de Vila Congonhas, distrito do Campo Belo, distante aproximadamente 11 km do ponto central da cidade e a 37 km do Aeroporto Internacional de Guarulhos/São Paulo, em Cumbica.

Com uma área um pouco maior que 1,5 km², serve de acesso ao aeroporto a Avenida Washington Luís, que tem ligação com as avenidas Rubem Berta, 23 de Maio e Bandeirantes.

Foi inaugurado em 1936, e seu primeiro voo teve como destino a cidade do Rio de Janeiro em um aeroplano da VASP. Seu nome deve-se à região em que se situa, a antiga Vila Congonhas, de propriedade dos descendentes de Lucas Antônio Monteiro de Barros, Visconde de Congonhas do Campo, presidente da província de São Paulo durante período imperial e por um bom tempo, logo após a inauguração o local era conhecido, popularmente, de "campo da Vasp".[4]

É o 96º aeroporto mais movimentado do mundo, e já foi o aeroporto com maior tráfego de passageiros do Brasil, até a ocorrência do acidente com o Voo TAM 3054, em 17 de julho de 2007.

Em 2014, o aeroporto de Congonhas voltou a ultrapassar a marca de 18 milhões de passageiros (marca alcançada em 2006, e reduzida após o acidente da TAM em 2007), porém com um número menor de pousos e decolagens, uma vez que estão sendo utilizadas aeronaves com maior capacidade de passageiros.

História[editar | editar código-fonte]

Fotografia aérea do Aeroporto de Congonhas.

Congonhas foi construído com a intenção de prover São Paulo com um aeroporto que não estivesse sujeito às enchentes do rio Tietê, como ocorria no Campo de Marte. Na década de 1970, um salão do aeroporto com vista para a pista era usado para inúmeras festas de formatura, casamento e assemelhados.


Desde a década de 1980, quando foi planejado e construído o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, Congonhas — de pequena capacidade e localizado no meio da cidade — atende regularmente apenas aos voos domésticos. Por esse motivo, em 2008 a ANAC retirou a denominação de "Internacional" do aeródromo. No entanto, ele recebe voos internacionais de comitivas oficiais estrangeiras e nacionais, cabendo à Polícia Federal realizar a imigração das aeronaves.

Setor de check-in do Aeroporto de Congonhas.

Em que pese a redução no movimento do aeroporto, o mesmo permanece com tráfego elevado, sendo um dos aeroportos mais movimentados do mundo. Um projeto de reformulação e melhorias para adequar o aeroporto ao tráfego de 12 milhões de passageiros/ano foi posto em prática pela Infraero, e suas obras tiveram início em 2003. A primeira etapa da obra, com a reformulação da área de embarque e desembarque, com a instalação de fingers, ficou pronta em 15 de agosto de 2004. Em dezembro de 2005 foi entregue de um prédio de estacionamento com capacidade para mais de 3 mil vagas. Em 25 de janeiro de 2008 foi inaugurada a passagem subterrânea Paulo Autran que elimina uma semáforo no acesso ao aeroporto. O aeroporto também passou por reformas na pista principal e auxiliar entre fevereiro e junho de 2007.

Em 5 de fevereiro de 2007, a Justiça Federal de São Paulo determinou a proibição das operações dos aviões Fokker 100 e dos Boeing 737-300 e 737-700 no aeroporto de Congonhas. Na sentença, o juiz negou o pedido do Ministério Público Federal de fechar a pista principal do aeroporto por causa do risco de derrapagens em dias de chuva, mas determinou a suspensão da operação dessas aeronaves para evitar acidentes.

Consoante a decisão do juiz, o trânsito dos modelos Boeing 737-300, Boeing 737-700 e Fokker 100 em Congonhas é arriscado porque eles utilizam mais de 80% da pista principal para pousar e decolar. Da margem considerada de segurança, que corresponde a 388 metros (20% da pista), esses aviões deixam livres, respectivamente, apenas 356 m, 308 m e 378 m. Os outros modelos analisados que operam no terminal, o Boeing 737-800 e os Airbus A-319 e A-320, deixam em média 476 m, 603 m e 447 m sobrantes, respectivamente. O juiz solicitou ainda informações complementares sobre o funcionamento dos 737-400 e poderia também determinar o cancelamento de suas operações em Congonhas.

Na prática, nenhuma aeronave deixou de operar em Congonhas em razão de uma liminar concedida, em 7 de fevereiro de 2007, por um desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Para tanto, levou-se em consideração que bastaria fechar a pista principal do aeroporto em dias de chuva, para evitar derrapagens.

Após esse fato o aeroporto começou a decair no ranking de aeroportos mais movimentados do Brasil, inclusive por sua falta de espaço para crescer. Em janeiro de 2013 foi ultrapassado pelo Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão, e passou a ser o terceiro mais movimentado do país.

Congonhas após o acidente do voo TAM 3054[editar | editar código-fonte]

Filas no aeroporto de Congonhas, dias após o acidente do vôo 3054 da TAM.
Operários fazem o grooving (ranhuras para escoamento de água, que facilitam a frenagem) na pista principal depois do acidente do Voo TAM 3054.

Até 17 de julho de 2007, dia do acidente do Voo TAM 3054, o Aeroporto de Congonhas era o mais movimentado do país, recebendo no ano de 2006 18,8 milhões de passageiros, 50% acima de sua capacidade operacional.[5] [6]

O acidente fez com que o governo brasileiro limitasse o percurso dos voos que têm o aeroporto com destino ou origem a 1.000 km e proibisse que o aeroporto fosse usado para escalas e conexões, essa proibição vigorou até 6 de março de 2008.[7] Durante esse período, Congonhas deixou de ser um aeroporto de distribuição de voos (hub), e funcionou somente como terminal de operação direta.

A intenção do governo era que os vôos retirados de Congonhas fossem transferidos para os Aeroportos Internacional de São Paulo (Cumbica), em Guarulhos, Viracopos, em Campinas, Jundiaí (aviação executiva) e São José dos Campos.

Após o acidente Voo TAM 3054, foi decretado através da Infraero e do Ministério da Defesa, a criação de áreas de escape de concreto poroso em cada cabeceira. Enquanto as áreas não estão prontas, são chamadas distâncias declaradas para pousos e decolagens, assim sendo:

Pista 17R/35L: 150 metros

Pista 17L/35R: 120 metros

Congonhas na Copa do Mundo do Brasil/2014[editar | editar código-fonte]

Durante a Copa do Mundo do Brasil, o Aeroporto de Congonhas foi um dos que mais recebeu passageiros deslocando-se pelas várias cidades-sede da Copa. Ao final da Copa, o Aeroporto de Congonhas recebeu dois prêmios "Boa Viagem", oferecidos pela SAC - Secretaria de Aviação Civil e pela Embratur, nas categorias Melhor Check-in e Melhor Inspeção de Segurança [8] .

Início das operações diárias da Azul Linhas Aéreas[editar | editar código-fonte]

Em virtude de um realinhamento de slots no Aeroporto de Congonhas, a Azul Linhas Aéreas, a partir de 06/11/2014, passa a ter voos diários com destino aos aeroportos de Belo Horizonte (Confins), Curitiba (Afonso Pena) e Porto Alegre (Salgado Filho). Também se beneficia deste realinhamento a Avianca, aumentando sua oferta de voos. Com isto, o aeroporto terá um aumento em seu número de passageiros.

Aeroshopping[editar | editar código-fonte]

O Aeroshopping é um projeto estratégico para a Infraero e para empreendedores. O projeto nasceu com o objetivo de fortalecer o varejo aeroportuário apostando no desenvolvimento de identidade visual, investimento na capacitação de recursos humanos, aprimoramento do mix comercial e da comunicação mercadológica. São 14 aeroportos administrados pela Infraero que adotam o conceito Aeroshopping: Palmas, Porto Alegre, Belém, Londrina, Joinville, Navegantes, Porto Velho, Salvador, Manaus, Campina Grande, Maceió, Recife, Petrolina, Uberlândia, Santos Dumont e Congonhas.

Movimento[editar | editar código-fonte]

Aviões esperando em fila para decolar devido ao congestionamento no aeroporto de Congonhas.
Painel de informações.
Histórico - Movimento Operacional[9]
Ano Passageiros Média Passageiros Aeronaves Estimativa Passageiros[10]
2015[11] 6.348.569Aumento 1.587.142Aumento 70.023Aumento 19.045.707Aumento
2014 18.134.071Aumento 1.511.173Aumento 205.410Baixa *****
2013 17.025.603Aumento 1.418.800Aumento 209.555Baixa *****
2012 16.775.785Aumento 1.397.982Aumento 213.419Aumento *****
2011 16.753.567Aumento 1.396.131Aumento 209.280Aumento *****
2010 15.481.370Aumento 1.290.114Aumento 204.943Aumento *****
2009 13.699.657Aumento 1.141.638Aumento 193.308Aumento *****
2008 13.672.301Baixa 1.139.358Baixa 186.694Baixa *****
2007 15.265.433Baixa 1.272.119Baixa 205.564Baixa *****
2006 18.459.191Aumento 1.538.266Aumento 230.995Aumento *****
2005 17.147.628Aumento 1.428.969Aumento 228.110Aumento *****
2004 13.611.227Aumento 1.134.269Aumento 217.872Baixa *****
2003 12.069.575Aumento 1.005.798Aumento 220.887Aumento *****
Pista do aeroporto.

Incidentes e acidentes[editar | editar código-fonte]

A falha na aterrissagem na pista do aeroporto de Congonhas resultou no acidente do vôo TAM 3054.

O aeroporto de Congonhas já foi local de três grandes acidentes aéreos do Brasil:

Em 3 de maio de 1963 - o motor de um avião Convair da Cruzeiro do Sul pegou fogo pouco logo após a decolagem. A aeronave caiu perto do Aeroporto matando 34 pessoas. Uma casa ficou destruída.

Em 31 de outubro de 1996, a queda do Vôo TAM 402 deixou 99 mortos. O acidente foi causado por falhas mecânicas no avião. Na época, foi amplamente discutida a localização do aeroporto e a segurança das regiões vizinhas pois vários imóveis foram destruídos ou danificados com a queda da aeronave.

Em 22 de março de 2006, um Boeing 737 da companhia BRA derrapou na pista 35L, e por pouco, não caiu na Avenida Washington Luíz. A empresa culpou o aeroporto pelo acumulo de borracha de pneu na pista.

Em 17 de julho de 2007, ocorreu um novo acidente envolvendo o Vôo TAM 3054 por volta das 18:48 com 199 vítimas fatais, dentre elas 187 que estavam no avião e mais 12 pessoas que trabalhavam no edifício da TAM Express ou que transitavam na rua. O acidente permanece sob investigação e as causas exatas ainda não foram definidas. Ao aterrissar o avião não desacelerou e não arremeteu, por falhas nos sistemas hidráulicos de frenagem (spoilers e freios manuais) do Airbus A320 levando a aeronave a colidir com o edifício da TAM Express, situado na Avenida Washington Luis, ao lado do aeroporto. O prédio pertencia à mesma empresa proprietária do avião. Esse acidente, então o pior acidente aéreo da história da América Latina e um dos trinta piores na história da aviação mundial, levou o governo a replanejar todas as rotas aéreas que utilizavam o Aeroporto. A aeronave tocou e danificou o teto de um carro e um táxi que levava um casal ao aeroporto antes de se chocar com o prédio mais adiante. Em ambos veículos, os ocupantes tiveram apenas escoriações.

Em 3 de setembro de 2008, um bimotor com um passageiro, piloto e co-piloto tentou arremeter o pouso, mas derrapou na pista, quase caindo na avenida Washington Luís. Porém, o nariz do avião bateu no muro que separa o aeroporto da avenida. Ninguém se feriu, mas o aeroporto permaneceu algumas horas fechado para pousos e decolagens.

Em 10 de agosto de 2012, um policial militar recentemente afastado do cargo por problemas psicológicos, subiu em uma das torres de sinalização de aproximação de aeronaves. O aeroporto ficou fechado para pousos e decolagens durante horas. O incidente não só atrapalhou os aviões, como também o tráfego na capital paulista, causando um congestionamento de mais de 200 km. Pela noite, policiais convenceram o homem a descer da torre. Muitos voos foram desviados para o Aeroporto Internacional do Galeão (Antônio Carlos Jobim) no Rio de Janeiro, Viracopos em Campinas e no Internacional de Guarulhos (Gov. André Franco Montoro) em São Paulo.

Em 11 de novembro de 2012, um jato Cessna 525B de prefixo PR-MRG, que vinha de Florianópolis (SC) pousou na pista auxiliar e não conseguiu parar a tempo, ultrapassou a pista e caiu em um terreno entre o aeroporto e a Avenida dos Bandeirantes. Ninguém veio á óbito, os passageiros sofreram ferimentos leves e foram atendidos pelo Corpo de Bombeiros. O acidente trouxe de volta a dúvida sobre a segurança do Aeroporto de Congonhas

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Aeroporto de Congonhas/São Paulo

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]