Afonso-Jordão de Toulouse

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Afonso-Jordão
Nascimento 1103
Trípoli
Morte abril de 1148 (45 anos)
Cesareia
Progenitores Mãe: Elvira Afonso
Pai: Raimundo IV de Toulouse
Título Conde de Toulouse , recebido em 1109/1120
Conde de Rouergue, recebido em 1109/1120

Afonso-Jordão (em inglês: Alfonso Jordan; em francês: Alphonse Jourdain) (Trípoli, 1103 – Cesareia, abril de 1148) foi o conde de Trípoli de 1105 até 1109 e depois, conde de Toulouse (como Afonso I), de Rouergue, d'Albi, de l'Agenais e du Quercy, marquês de Gothie, de Provença e duque de Narbona de 1108 até sua morte. Era filho de Raimundo IV de Saint-Gilles, conde de Toulouse, depois conde de Trípoli e de sua terceira esposa, Elvira Afonso.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Afonso nasceu no castelo de Mont-Pelerin, Trípoli, no atual Líbano. Nasceu enquanto seu pai participava de uma cruzada, tentando criar o Condado de Trípoli na costa palestina. Recebeu o nome de batismo de Jordão por ter sido batizado no rio Jordão.

Seu pai morreu quando ele tinha dois anos de idade e Afonso ficou sob a guarda de seu primo, Guilherme-Jordão, conde de Cerdagne (morto em 1109), até completar cinco anos. Após essa idade, Afonso foi levado para a Europa, e seu meio-irmão Bertrando deu-lhe o condado de Rouergue. Em seu décimo ano, após a morte de Bertrando (1112), sucedeu ao condado de Toulouse e ao marquesado de Provença, mas Toulouse foi tirado dele por Guilherme IX, conde de Poitiers, em 1114, que alegou ser-lhe de direito por parte de sua mulher Filipa de Toulouse, filha de Guilherme IV de Toulouse. Ele recuperou uma parte em 1119, mas continuou a lutar por suas posses até aproximadamente 1123. Quando finalmente conseguiu, foi excomungado pelo Papa Calisto II, por ter expulsado os monges de Saint-Gilles, que colaboraram com seus inimigos.

Em seguida, lutou pela soberania da Provença contra Raimundo Berengário III, e a guerra só terminou em setembro de 1125 por meio de um acordo amigável. Por meio dele Afonso se tornou senhor absoluto das regiões situadas entre os Pireneus e os Alpes, Auvérnia e o mar. Sua administração trouxe grande prosperidade para as artes e as indústrias da região por um período de quatorze anos. Por volta de 1134, Afonso tomou o Viscondado de Narbona, só para restaurá-lo à viscondessa Ermengarda (morta em 1197) em 1143. A reivindicação de posse da já falecida Filipa de Toulouse foi novamente retomada quando Luís VII sitiou Toulouse em 1141, alegando ser um direito de sua esposa Leonor da Aquitânia, neta de Filipa, mas sem resultado.

No ano seguinte, Afonso novamente incorreu na desaprovação da Igreja por ter-se aliado aos rebeldes de Montpellier contra o seu senhor. Foi então excomungado pela segunda vez; porém em 1146, levou a cruz no encontro de Vézelay, convocado por Luís VII, e em agosto de 1147, embarcou para o Oriente como integrante da Segunda Cruzada. Esteve na Itália e, provavelmente, em Constantinopla. Afonso deve ter se encontrado com o Imperador Romano do Oriente Manuel I Comneno durante sua visita à cidade.

Mas em 1148 Afonso finalmente chegou ao Acre. Entre seus companheiros de cruzada havia inimigos pessoais e em Cesareia ele foi envenenado, ou por Leonor da Aquitânia, esposa de Luís, ou por Melisende, mãe de Balduíno III, rei de Jerusalém, sugerindo um plano prévio para assassiná-lo.

Afonso se casou em 1125 com Faydiva d'Uzès e teve os seguintes filhos:

  1. Raimundo V de Toulouse
  2. Faydiva (morta em 1154), esposa de Humberto III de Saboia
  3. Agnes (morta em 1187)
  4. Afonso

Teve também a filha ilegítima:

  1. Laurentia, esposa de Bernardo III de Comminges)

Referências

Precedido por
Raimundo
Conde de Trípoli
1105–1109
(regente Guilherme-Jordão)
Sucedido por
Bertrando
Precedido por
Bertrando
Conde de Toulouse
1112–1148
Sucedido por
Raimundo V