Afraates

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde Julho de 2013).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.

Afraates ou Afrates (em grego: Aφραάτης; transl.: Aphraates; em persa: فرهاد; transl.:  Aphrahat; Aphrahas; Arhadh; Pharhad e em siríaco: ܐܦܪܗܛ; c. 270-345)foi um cristão, anacoreta e autor siríaco que ficou conhecido pelos seus escritos e se tornou santo da Igreja Católica.

História[editar | editar código-fonte]

Poucos dados biográficos desse que ficou conhecido como hakkimis artaya, "o Sábio Persa", chegaram até nós. Sabe-se que nasceu de pais pagãos, muito provavelmente na fronteira do Império Sassânida, na segunda metade do século III. Após sua conversão ao Cristianismo ele abraçou a vida religiosa e asceta sendo posteriormente elevado ao episcopado quando assumiu o nome cristão de Jacó.

A adoção desse nome veio criar uma confusão de identidade e, por séculos, os escritos de Afraates foram atribuídos ao famoso Jacó, Bispo de Nisibis (* ???, + 333 d.C.). Não foi antes do século X que o "Sábio Persa" foi corretamente identificado como sendo Afraates e, de acordo com manuscritos do Museu britânico, ele era "Bispo do monastério de Mar Mattai" na costa oriental de Tigris na Mesopotâmia, próximo à moderna Mossul. As ruínas desse monastério ainda existem, sendo conhecidas atualmente por "Sheikh Matta", e tudo indica que foi lá onde passou a maior parte de sua vida.

Pensamento[editar | editar código-fonte]

Segundo Bento XVI, para Afraates "a vida cristã se centra na imitação de Cristo" e considera que "a humildade é uma das virtudes mais acordes para seus discípulos" porque (…) a natureza do ser humano é humilde e é Deus quem o exalta na sua glória. (…) Permanecendo humilde também na realidade temporal, o cristão pode entrar na relação com o Senhor".

Ainda, de acordo com Bento XVI, a sua visão do ser humano e de sua realidade corporal "é muito positiva: o corpo humano (…) está chamado à beleza, a alegria, à luz" e "a fé faz possível uma caridade sincera que se expressa no amor a Deus e ao próximo".

A chave no pensamento de Afraates, afirma o papa, é o conceito de jejum, que "entende em um sentido muito amplo: (…) jejum de alimentos como prática necessária para ser caritativo, (…) das palavras vãs ou detestáveis, (…) da cólera, da propriedade de bens".[1]

Obra[editar | editar código-fonte]

Os escritos de Afraates consistem em vinte e três "Demonstrações" ou homilias. As primeiras vinte e duas são alfabéticas, cada uma começando com uma das letras do alfabeto siríaco, e podem ser divididas em dois grupos de acordo com a época em que foram escritas:

- As primeiras 10, escritas em 337[2] :

  • I "Fé",
  • II "Caridade",
  • III "Abstinência",
  • IV "Oração",
  • V "Guerras",
  • VI "Monges",
  • VII "Penitentes",
  • VIII "Resurreição",
  • IX "Humildade",
  • X "Pastores".

- O segundo grupo, escrito em 344:

  • XI "Circuncisão",
  • XII "A Páscoa dos Judeus",
  • XIII "O Sabbath",
  • XIV "Exortação",
  • XV "Busca Material",
  • XVI "O Chamado dos Gentis",
  • XVII "Jesus, o Messias",
  • XVIII "Virgindade",
  • XIX "O êxodo de Israel",
  • XX "Assistência aos Mendigos",
  • XXI "Perseguição",
  • XXII "Morte e os Últimos Dias".

À esta coleção foi acrescentada a vigésima-terceira "Demonstração", composta em 345 e intitulada "A respeito da videira", em referência a Isaías, lxv, 8.

Essas homilias seriam melhor descritas se fossem chamadas Epístolas por se apresentarem em forma de respostas a questionamentos de um amigo e constituem o mais antigo documento remanescente da Igreja Síria. A despeito de sua importância lingüística, tem alto valor para o defensor da Fé católica pois as homilias de Afraates formam, na opinião do Professor Burkitt, "uma completa e ordenada exposição da Fé cristã".

Celebração[editar | editar código-fonte]

Lembrado nos dias atuais e celebrado pela Igreja Católica no dia 7 de Abril.

Referências

  1. Bento XVI, Audiência geral, em 21 de novembro de 2007 [em linha]
  2. [http:www.ccel.org/ccel/schaff/npnf213.iii.ix.i.html Título não preenchido, favor adicionar] NPNF-213. Gregory the Great (II), Ephraim Syrus, Aphrahat. Desconhecido (c. 340). Página visitada em 23 de março de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]