Agêneres

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Um agênere (do grego a, privado, e - géiné, géinomai, gerar: que não foi gerado), segundo o Espiritismo, seria um espírito momentaneamente materializado, assumindo as formas de uma pessoa encarnada, ao ponto de produzir uma ilusão completa. O assunto é abordado por Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns.[1] [2] [3]

Na Revista Espírita de 1859, o codificador do Espiritismo Kardec cita em seu artigo "Os Agêneres" as técnicas e aspectos teóricos relativos a esse tema. Ao relatá-los, numa junção de diversos fatos, dentre eles o pedido ao Espírito de São Luís em esclarecer-lhes diferentes pontos sobre o assunto respondendo a algumas perguntas, em sessão na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, foi obtido o seguinte:

[...]3. Que ocorreria se fosse apresentado a uma pessoa desconhecida? - R. Seria tomado por uma criança comum. Mas vos direi uma coisa, é que existe, algumas vezes, na Terra, Espíritos que revestem essa aparência, e que são tomados por homens.
4. Esses seres pertencem aos Espíritos inferiores ou (Espíritos) superiores? - R. Podem pertencer aos

dois; esses são fatos raros. Deles tendes exemplos na Bíblia.

[...]6. Têm eles paixões? - R. Sim, como Espíritos, têm as paixões de Espíritos segundo a sua inferioridade. Se tomam um corpo aparente, algumas vezes, é para gozarem as paixões humanas; se são elevados, é para um fim útil.
[...]8. Se um semelhante ser a nós se apresentasse, haveria um meio para reconhecê-lo? - R.

Não, apenas pela sua desaparição, que se faz de modo inesperado. É o mesmo fato do transporte de móveis de um térreo ao sótão, fato que já lestes.

9. Qual é a finalidade que pode levar certos Espíritos a tomarem esse estado corporal; é antes para o mal que para o bem? - R. Frequentemente para o mal; os bons Espíritos dispõem da inspiração; agem sobre a alma e pelo coração. Vós o sabeis, as manifestações físicas são produzidas por Espíritos inferiores, e estas são desse número. Entretanto, como já

disse, os bons Espíritos também podem tomar essa aparência corpórea com um fim útil; falei de modo geral.

10. Nesse estado, podem tomar-se visíveis ou invisíveis à vontade? - R. Sim, uma vez que poderão desaparecer quando o quiserem.
[...]14. Tendo-se um semelhante ser em casa, seria um bem ou um mal? - R. Seria antes um mal; de resto, não se podem adquirir muitos conhecimentos com esses seres. Não podemos dizer-vos muito, esses fatos são excessivamente raros e não têm, jamais, um caráter de permanência. Suas desaparições corpóreas instantâneas, como as de Bayonne, o são muito menos.

[2]

Mais recentemente no Livro "A marca da Besta" de Robson Pinheiro, há o relato de uma subtração do duplo etérico por forças do mal no planeta terra, com o objetivo de criar um "irmão gêmeo" com todas as lembranças e conhecimentos, com um corpo semi-materializado, palpável e perceptível aos seres humanos vivos, com objetivo de assumir a vida, as funções e as sensações de um ser humano encarnado. Estas materializações só são sustentáveis se o corpo humano original for mantido vivo, em condições vegetativas.

Para os kardecistas, Jesus foi agênere após a sua morte, bem como o anjo Rafael.[3]

Referências

  1. Vocabulário Espírita, capítulo XXXII.
  2. a b Revista Espírita, de fevereiro de 1859, sob o título Os Agêneres, pág?
  3. a b José Reis Chaves. Ainda no espiritismo os agêneres com as suas variantes congêneres. Visitado em 06 de janeiro de 2015.
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