Agrestina
| Município de Agrestina | |||||
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Prefeitura |
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| Hino | |||||
| Aniversário | 11 de setembro | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 1884 | ||||
| Gentílico | agrestinense | ||||
| Prefeito(a) | Thiago Nunes (PDT) (2013–2016) |
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| Localização | |||||
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Localização de Agrestina em Pernambuco
Localização de Agrestina no Brasil |
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Agreste Pernambucano IBGE/20081 | ||||
| Microrregião | Brejo Pernambucano IBGE/20081 | ||||
| Municípios limítrofes | Caruaru (norte), Bezerros e São Joaquim do Monte (leste), Altinho (oeste) e Cupira (sul). | ||||
| Distância até a capital | 154 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 201,437 km² 2 | ||||
| População | 22 882 hab. IBGE/20113 | ||||
| Densidade | 113,59 hab./km² | ||||
| Altitude | 427 m | ||||
| Clima | Tropical As' | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,612 médio PNUD/20004 | ||||
| PIB | R$ 95 034,851 mil IBGE/20085 | ||||
| PIB per capita | R$ 4 248,13 IBGE/20085 | ||||
| Página oficial | |||||
Agrestina é um município brasileiro do estado de Pernambuco.
Índice |
História[editar]
Surgiu às margens de um poço cavado por sertanejos retirantes da seca às margens do Rio Mentirosos ou Rio dos Torrões; o mesmo era ponto de parada para sertanejos foragidos da seca em direção à Zona Suleira onde trabalhavam em plantações de açúcar até que a chuva caísse no sertão. Daí que passaram a chamá -la de Bebedouro pois era ponto de parada para bebida dos homens e animais que trafegavam pela região.
Então foi encontrada às margens do poço do Bebedouro uma imagem de Santo Antônio talhada em porcelana portuguesa e com detalhes em ouro, provavelmente esquecida por algum retirante que por ali passara. Isto foi visto como um milagre e a diocese instituiu este santo como padroeiro de bebedouro, instalando ali uma capela em sua homenagem (Hoje Matriz de Santo Antônio).
O Padroeiro é Santo Antônio (comemorado em 13 de junho).
O município foi emancipado através da lei estadual nº 1.931, de 11 de setembro de 1928 (data em que se comemora seu aniversário) com o nome de Agrestina, desmembrando-se do município de Altinho. O topônimo foi escolhido por localizar-se no coração do Agreste Pernambucano. Administrativamente, é composto pelos distritos sede, Barra do Chata e Barra do Jardim, além dos povoados de Pé de Serra dos Mendes, Santa Tereza, Água Branca,Cruz e Cachoeira.
A cidade ainda possui comunidades quilombolas (formadas por descendentes de ex-escravos foragidos) como as de Pé de Serra dos Mendes e a de Brejinho de Cajarana berço da Mazurca, uma Dança cultural mista de escravos e índios quase desaparecida no Brasil.
Bandeira[editar]
Por ocasião do Cinquentenário da Emancipação Política de Agrestina, em 11 de setembro de 1980, a Prefeitura Municipal, no governo do prefeito Sinval Ribeiro, promoveu um concurso com os alunos das escolas da cidade, para a escolha da bandeira do município. O vencedor foi Nicodemos José Torres (Tata da compesa), aluno da 7ª série da Escola Estadual Profº José Constantino. A Bandeira desenhada por Nicodemos foi escolhida por sua originalidade. A faixa branca representa a firmeza e a integridade do povo agrestinense. O poço é o símbolo da nossa origem e as estrelas os nossos distritos. O branco significa a paz, a firmeza e a integridade. O azul a formosura e a lealdade.
Geografia[editar]
Localiza-se a uma latitude 08º27'29" sul e a uma longitude 35º56'41" oeste, estando a uma altitude de 427 metros. Sua população estimada em 2009 era de 22.591 habitantes. O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005.6 Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.
Relevo[editar]
O município localiza-se na unidade geoambiental do Planalto da Borborema, apresentando um relevo pouco acidentado com escarpas e vales com formação rochosa.
Vegetação[editar]
A vegetação predominante consiste nos brejos de altitude, caatinga hipoxerófila, capineira e capoeira.
Hidrografia[editar]
O município de Agrestina localiza-se nos domínios da bacia hidrográfica do rio Una e tem como principais tributários os Rios Mentiroso e da Chata, e os riachos do Peixe, do Maracajá e do Gado, todos de regime intermitente. Conta ainda com a Lagoa da Volta.
Economia[editar]
De acordo com dados do IPEA do ano de 1996, o PIB era estimado em R$ 23,67 milhões, sendo que 54,0% correspondia às atividades baseadas na agricultura e na pecuária, 2,9% à indústria e 43,1% ao setor de serviços. O PIB per capita era de R$ 1.296,25.
Em 2005, conforme estimativas do IBGE, o PIB havia evoluído para R$ 67.275.000,00 e o PIB per capita para R$ 3.156,00.
Turismo[editar]
Como Atrações Turísticas a cidade tem Praças,açudes, matas e trilhas, além de ser pólo da Cavalgada do Chocalho, que acontece sempre no primeiro fim de semana de novembro, e da tradicional festa de Nossa Senhora do Desterro que acontece dia 1 e 2 de Fevereiro a 85 anos na mesma data; além de vaquejadas, festas juninas e quermesses em vilas que mantém a tradição cultural da região.
Produção agrícola[editar]
| Lavoura | Quantidade produzida (ton.) | Valor da produção (R$ mil) | Área plantada (ha.) | Área colhida (ha.) | Rendimento médio (kg/ha.) |
|---|---|---|---|---|---|
| Abacate | 3 | 1 | 4 | 4 | 7.500 |
| Banana | 135 | 7 | 50 | 30 | 4.500 |
| Batata-doce | 27 | 11 | 12 | 12 | 2.250 |
| Café | 1 | 1 | 2 | 2 | 500 |
| Castanha-de-caju | 6 | 4 | 12 | 12 | 500 |
| Coco-da-baía | 8 (mil frutos) | 2 | 2 | 2 | 4.000 (frutos/ha.) |
| Feijão (em grão) | 102 | 87 | 1.420 | 800 | 127 |
| Laranja (em grão) | 3 | 1 | 4 | 4 | 750 |
| Mandioca | 1.440 | 115 | 280 | 180 | 8.000 |
| Manga | 6 | 1 | 6 | 6 | 1.000 |
| Milho (em grão) | 72 | 23 | 1.200 | 600 | 120 |
| Tangerina | 1 | 0 | 2 | 2 | 500 |
Pecuária[editar]
| Rebanho | Efetivo (cabeças) |
|---|---|
| Bovino | 11.300 |
| Suíno | 910 |
| Eqüinos | 850 |
| Asininos (jumentos) | 200 |
| Muares (mulas) | 530 |
| Ovinos | 920 |
| Galinhas | 133.902 |
| Galos, frangas, frangos e pintos | 100.204 |
| Caprinos | 1.680 |
| Vacas ordenhadas | 1.350 |
| Gênero | Produção |
|---|---|
| Leite de vaca | 1.053 (mil litros) |
| Ovos de galinha | 2.397 (mil dúzias) |
Dados estatísticos[editar]
Educação[editar]
| Ensino | Alunos matriculados | Professores |
|---|---|---|
| Fundamental | 5.181 | 210 |
| Médio | 512 | 16 |
- Analfabetos com mais de quinze anos: 42,96%[1] (IBGE, Censo 2000).
Índice de Desenvolvimento Humano[editar]
| IDH | 1991 | 2000 |
|---|---|---|
| Renda | 0,503 | 0,554 |
| Longevidade | 0,547 | 0,657 |
| Educação | 0,466 | 0,498 |
| Total | 0,505 | 0,612[2] |
Saneamento urbano[editar]
| Serviço | Domicílios (%) |
|---|---|
| Água | 93,1% |
| Esgoto sanitário | 80,1% |
| Coleta de lixo | 90,0% |
Saúde[editar]
- 54 leitos hospitalares, todos disponíveis para pacientes do sistema único de saúde (2003, IBGE).
- Mortalidade infantil: 98,5 p/mil[3] (Ministério da Saúde/1998)
- Esperança de vida ao nascer: 64,4 anos[4] (IBGE, Censo 2000).
Ver também[editar]
Notas[editar]
- ↑ Índice de analfabetismo comparável ao de Papua-Nova Guiné (28º mais alto).
- ↑ IDH de nível médio, comparável ao da Namíbia (125º do mundo).
- ↑ Mortalidade infantil comparável à da Tanzânia (14ª mais elevada).
- ↑ Esperança de vida comparável à da Índia (131º).
Referências
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
- ↑ Estimativa Populacional 2011. Censo Populacional 2011. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (julho de 2011). Página visitada em 20 de janeiro de 2012.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
- ↑ Ministério da Integração Nacional, 2005. Nova delimitação do semiárido brasileiro.