Agricultura antiga

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Horta em pequena propriedade rural em Avaré, São Paulo, Brasil.

A agricultura antiga ou arcaica é aquela caracterizada pela utilização intensiva da força humana e animal nas plantações, é geralmente de subsistência e não usa métodos científicos de organização. Deve ser notado que esta é uma classificação grosseira, pois mesmo antes da Revolução Industrial já existiam vários graus de produtividade agrícola e vários métodos diferentes, uns mais e outros menos produtivos.

Os povos da América pré-colombiana, como os Astecas e os Maias, eram os praticantes da agricultura mais primitiva que se tem conhecimento. Não usavam arados, nem enxadas e muitos menos foices, apenas as mãos e um arado de mão primitivo. Por causa disto, a sua produtividade era bem baixa e, consequentemente, eram quase todos agricultores de subsistência.

Já na Inglaterra e na Holanda do século XVIII e no Império Romano dos séculos I e II, o quadro era significativamente diferente. Eram civilizações que estavam na fronteira entre a agricultura arcaica e a moderna, e utilizavam técnicas agrícolas consideradas hoje em dia modernas, como as técnicas mostradas nos manuais agrícolas de Marco Terêncio Varrão, Marco Pórcio Catão, o Censor e outros. Utilizavam pesticidas, rotação de culturas (na Inglaterra do século XVIII já praticavam rotação de culturas quádrupla), fertilizantes químicos e biológicos, além de colheitadeiras movidas a burro (no caso dos romanos).

Mas todas essas civilizações se utilizavam de algumas técnicas agrícolas consideradas rudimentares em relação às técnicas mais modernas, tais como o uso da enxada, da queimada e o do arado de tração animal, característicos desse tipo de agricultura. Embora ela geralmente não seja capaz de produzir regularmente grandes safras, ela é ainda muito difundida em diversas partes do mundo, especialmente entre os países subdesenvolvidos tropicais. Isso porque as tecnologias empregadas são simples e de baixo custo.

Alguns exemplos desse tipo de agricultura são hoje em dia: a roça de origem indígena (Brasil), a milpa (América Central) e a chitemenê (África).

Ver também[editar | editar código-fonte]