Agripina Minor
Agripina Minor ou Agripina a jovem (Novembro de 16 — Abril de 59) foi um membro importante da família imperial romana dos Júlio-Claudianos. Filha de Germânico e Agripina Major, foi bisneta do Imperador César Augusto, irmã de Calígula e cunhada de Tibério. Mais tarde tornou-se imperatriz através do seu casamento com Cláudio, que também era seu tio.
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[editar] Nascimento
Agripina nasceu durante uma das campanhas militares do pai, que Agripina Major insistia em acompanhar mesmo grávida, no acampamento de Oppidum Ubiorum nas margens do Reno da Germânia Inferior. Mais tarde esta localidade seria rebaptizada em sua honra com o nome de Colonia Agrippinae e actualmente corresponde a Colónia, uma das cidades mais importantes da Alemanha.
[editar] Casamentos
O seu primeiro casamento foi com Gneu Domício Aenobarbo, pertencente a uma família tradicional da aristocracia republicana. Desta união nasceu um filho, Lúcio Domício Aenobarbo, que ficaria conhecido para a história como Nero. Na viuvez, Agripina seduziu o imperador Cláudio, seu tio, e casou-se com ele no dia 1 de Janeiro de 49, depois da queda em desgraça e execução da imperatriz Messalina.
[editar] Imperatriz
Rapidamente, Agripina tornou-se conselheira do tio e graças à sua influência sobre ele, convencendo-o inclusive a adoptar Nero como filho. Cláudio acede e nomeia o enteado e sobrinho-neto como sucessor, apesar de ter ele próprio um herdeiro, Britânico. Mais tarde na sua vida, Cláudio afirmou em público o seu arrependimento por estas decisões, num acesso de franqueza que lhe pode ter custado a vida. Sentindo o seu poder diminuir, Agripina decidiu tomar a iniciativa mostrando estar bem à altura dos seus parentes masculinos. Acredita-se que foi ela a responsável pela morte de Cláudio através de envenenamento e consequente subida ao trono de Nero.
[editar] Agripina e Nero
Durante algum tempo, Agripina gozou do favor do filho que controlava segundo as suas conveniências. Mas em breve Nero fartou-se da sua companhia e das críticas ásperas que lançava a suas veleidades artísticas. Agripina foi afastada da corte imperial e privada de todos os privilégios cerimoniais (que incluiam, notadamente, uma guarda de corpo de soldados germânicos). Não satisfeito, Nero tentou envenená-la por três vezes, mas, como membro sobrevivente da família imperial, Agripina estava bastante acostumada a tomar antídotos.
[editar] Assassinato
Suetónio e Tácito são nossas fontes para as tentativas seguintes, dignas de um filme de James Bond e da criatividade de Nero enquanto artista. O imperador teve a ideia de mandar construir nos aposentos da mãe um tecto especialmente preparado para desabar enquanto ela estivesse a dormir. O plano falhou. Depois, subindo no grau de elaboração, Nero mandou chamar a mãe, em Roma, para vir até a corte, então em vilegiatura em Baiae, sob pretexto de uma reconciliação, e como meio de transporte marítimo enviou uma galera cerimonial. Galera essa que fora apetrechada com um sistema de alavancas que permitia o colapso da cobertura. O plano parecia sem falha e Agripina destinada a morrer esmagada na viagem de retorno sob os destroços do naufrágio. Porém o sistema requeria a acção conjunta dos marinheiros do navio, que não encontraram todos coragem para arriscar a vida no naufrágio iminente. Gerou-se a confusão e o barco acabou por ir ao fundo, porém mais lentamente do que o esperado. Agripina percebeu o que se passava quando uma das suas escravas foi brutalmente assassinada pelas tropas de "resgate" depois de afirmar - pensando que assim se salvaria - ser a imperatriz. Saltando do navio, Agripina nadou para a margem e salvou-se outra vez. Desta feita, Nero viu os seus planos expostos e não lhe restou outra opção que não a de denunciar a mãe ao Senado como conspiradora e mandar um destacamento da guarda pretoriana para matá-la. Conta a lenda que Agripina pediu aos seus carrascos que a esfaqueassem na barriga, em que carregara tão monstruoso filho.
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