Aisha bint Abu Bakr

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Versão do século 16 de uma pintura do século 14 mostrando Aixa (de vestido vermelho) ao lado de Maomé (de túnica cinza, à direita)
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Aisha bint Abu Bakr (em árabe, عائشة بنت أبي بكر [`ā'iša bint abī bakr]; Meca, 614 - Medina, Julho de 678), também conhecida simplesmente como Aixa,[1] foi a terceira esposa do profeta Maomé (Muhammad).

Era filha de Abu Bakr, um dos primeiros apoiantes da mensagem religiosa de Muhammad. Embora o seu casamento com Maomé tenha tido como principal objectivo cimentar laços políticos entre o seu pai e o profeta do islão, Aisha tornou-se a esposa preferida de Maomé.

Existe alguma controvérsia em torno da idade (cerca de 6 anos) que Aisha teria quando casou com Muhammad, enquanto que o casamento foi consumado aos nove anos para a maioria dos historiadores.

Em 627, Aisha acompanhou Maomé numa expedição militar, mas perdeu-se do grupo quando este retornava a Medina. O motivo que a separou do grupo relaciona-se com um colar por si perdido que Aisha tentou procurar; quando o exército partiu ninguém reparou que Aisha não se achava na sua liteira por esta estar coberta com véus. Tendo notado que ficou para trás, Aisha esperou no deserto até que alguém a procurasse. No dia seguinte, Aisha foi encontrada por um homem que passava perto (sem qualquer ligação com o grupo a que ela pertencia) e que a levou junto do exército. Este episódio deu azo a relatos maliciosos que acusavam Aisha de adultério e que pediam a Maomé para que se divorciasse dela.

Quando Maomé morreu em 632, Aisha teria cerca de dezoito anos, tendo ainda vivido durante mais de quarenta anos. Aisha permaneceu pouco envolvida politicamente nos anos que se seguiram à morte do esposo, até a época do terceiro califa Otman. Durante esta altura, Aisha foi uma das principais figuras que incentivaram a revolta contra este califa, tido como corrupto e favorecedor do nepotismo por alguns muçulmanos. Aisha abandonou a cidade de Medina antes do assassinato de Otman em 656.

A partir de então, Aisha dedicou-se a combater Ali, tendo liderado um exército contra este. Foi derrotada na Batalha do Dromedário (assim denominada pelo facto de Aisha cavalgar um dromedário) e feita prisioneira. Acabou por ser libertada, tendo vivido em paz em Medina onde veio a falecer.

A figura de Aisha serve de inspiração às feministas islâmicas, que consideram-na como um exemplo de que a mulher pode desempenhar um papel activo na vida religiosa islâmica. A maioria dos muçulmanos xiitas consideram-na uma conspiradora, tendo em vista o facto de ela ter enfrentado Ali, que os xiitas consideram ser o sucessor legítimo de Maomé na liderança da comunidade islâmica (a umma).

Referências

  1. STEWART, D. Antigo Islã. Tradução de Iracema Castello Branco. Rio de Janeiro. Livraria José Olympio Editora. 1979. p. 20.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

RODED, Ruth - Women in Islamic Biographical Collections: From Ibn Sa'd to Who's Who. L. Rienner Publishers, 1994. ISBN 1-55587-442-8.