Ainus

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Construção Ainu, muito similar as malocas indígenas.
Foto dos ainus tirada no ano de 1904

Ainus ou ainos1 (アイヌ) são um grupo indígena étnico de Hokaido, ilhas Curilas e Sacalina. Hoje em dia, há cerca de 150.000 Ainus, entretanto, a quantidade exata não é bem conhecida, visto que muitos descendentes de Ainus escondem suas origens devido a questões raciais. Em muitos casos, a descendência dos Ainus não é motivo de preocupação para os ancestrais, já que os pais e avós mantêm sua procedência de forma privada, protegendo suas crianças de problemas sociais.

O termo ainu significa pessoa (particularmente em oposição a palavra kamui, que se refere a seres divinos) no dialeto da língua ainu, em Hokaido. Emishi, Ezo ou Yezo são termos japoneses, os quais se acredita que derivam da forma primitiva - da moderna palavra dos Ainu de Sacalina - enju, que também significa "pessoa". O termo utari (ウタリ), significa "companheiro" na língua ainu, e agora preferido por alguns membros dessa minoria.

Origem[editar | editar código-fonte]

Homem ainu em 1880

Existem divergências teóricas sobre a origem do povo Ainu. As teorias incluem teorias caucasoides, teorias mongólicas, teorias de raças oceânicas, teorias de raças antigas e extintas da Ásia e teorias de raças isoladas. As origens do povo Ainu ainda não foram totalmente esclarecidas, sendo muitas vezes, incorretamente considerados como Jomon-jin. Supõe que os ainus viveram no Japão há mais de cem mil anos.[carece de fontes?]

Alguns pesquisadores têm especulado que os ainus podem ser descendentes de grupos de seres humanos pré-históricos, que também produziram alguma parte residual da linhagem dos povos aborígenes australianos via resíduos autossômicos por recombinação posterior tardia.

A cultura Ainu data do século XII e recentes pesquisas sugerem que se originou com a fusão das culturas Okhotsk e Satsumon.[carece de fontes?] Os testes genéticos do povo Ainu indicam que pertencem, principalmente, ao grupo genético do haplogrupo Y-D. Os únicos lugares no mundo em que esse grupo são comuns hoje em dia são no Tibete e nas Ilhas Andamão, no Oceano Índico. Segundo Tanaka et al. (2004), as linhagens genéticas do DNA mitocondrial dos Ainus consistem, principalmente, de haplogupo Y (21,6%) e haplogroup M7a (15,7%). O DNA mitocondrial do haplogroup Y é encontrado principalmente entre o povos Nivkhs, ao norte de Sacalina, com muito menor frequência entre os coreanos, mongóis, Tungúsicos, Japoneses, Chukchis, Koryaks, Itelmens e Austronésios. O DNA mitocondrial do haplogrupo M7a, por outro lado, é encontrado quase exclusivamente entre os japoneses, ryukyuanos e coreanos. As recentes reavaliações dos traços craniais sugerem que os Ainus assemelham-se mais a Okhotsk do que a Jomon. Isto confirma a teoria que a cultura ainu surgiu com a fusão entre a cultura Okhotsk e Satsumon.[carece de fontes?]

Geografia e Demografia[editar | editar código-fonte]

Os Ainus foram distribuídos nas ilhas ao norte do Japão, Sacalina, Ilhas Curilas e as ilhas ao Norte de Hokkaido e Honshu. A ilha de Hokkaido era conhecida como Ainu Moshir, e foi formalmente anexada pelo Japão em 1868, em parte para impedir a invasão russa e por razões imperialistas. Devido a assimilação pela sociedade japonesa já não existem ainus verdadeiramente puros hoje em dia.

História[editar | editar código-fonte]

Centro de promoção cultural e museu Ainu em Sapporo.

Aproximadamente há 300 A.C Honchu com os conhecimentos adquiridos entre o período Yayoi e o período Muromachi, o povo Ainu em Hokkaido possui uma vasta experiência no período da cultura da cerâmica. Semelhante ao período Zoku-Jomon, ao período Satsumon e a cultura Okhotsk. A cultura Ainu expandiu-se durante o período de 1400 ao período de 1700. De acordo com as teorias, a cultura Satsumon desenvolveu-se dentro da cultura Ainu com uma influência direta da cultura Okhotsk (porém estudiosos não provaram esta teoria no período Honchu, no período Yayoi, no período Muromachi, no período Zoku-Jomon e no período Satsumon até o momento presente). Por volta de 1400 o Japão intensifica sua influência ao sul de Hokkaido, primeiramente em Esashi e Matsue, logo após os Japoneses iniciaram colonização do território do povo Ainu. Os Ainu resistem à opressão japonesa entre 1400 e 1789 (não há uma data exata), e abandonam a batalha de Kosyamain em 1457, a batalha de Syaksyain em 1669 e a batalha de Kunasiri-menasi em 1789. Os Ainu foram derrotados neste período, entre 1400 e 1789. Ao perder a batalha de Kunasiri-menasi, os Ainu ficaram sobre o controle dos colonizadores japoneses.

O povo Ainu foi pressionado a adotar nomes japoneses e foi explorado como mão de obra pelos japoneses até o período Meiji no período de transformação política e governamental. O povo Ainu foi proibido de praticar publicamente seus costumes e cultura e foram forçados a adotar os costumes e cultura japonesa. Em 1899, os aborígines de Hokkaido formaram as ações de defesa, a primeira ação dos aborígenes de Hokkaido foi uma reestruturação do povo Ainu e ajudá-los com a palavra de agricultores japoneses. Com essa ação os agricultores conquistaram o status de aborígenes ao povo Ainu e foram criados classificação de distinção entre os Japoneses e o povo Ainu.

Ao fim do período Meiji com um número crescente de japoneses colonizando Hokkaido por Honshu, a opressão sobre o povo Ainu foi repleta de discriminação cultural. O povo Ainu e sua cultura indígena continuam enfrentando discriminações ao longo dos anos. Entretanto, a discriminação tem diminuído muito desde 1900 e alguns ainus alcançaram posição de destaque nas artes e política japonesa, e a maioria dos ainus integraram-se definitivamente à sociedade japonesa.

Religião[editar | editar código-fonte]

Pintura japonesa retratando Ainus em 1870

O povo Ainu respeita as coisas úteis e aproveitáveis para eles. As coisas que estão para alem de sua compreensão, estão sob o controle de “Kamuy” (Deus). Em sua biografia, o povo Ainu ora e realiza várias cerimônias para Deus. Seus Deuses incluem: Deus natureza; fogo, água, vento e trovão. Deus animal; ursos, raposas, corujas e baleias. Deus planta; cogumelos e artemísia. Deus objeto; canoas e panelas. Deuses que protegem suas casas, Deuses das montanhas e Deuses dos lagos. A palavra Ainu representa o ser humano em uma única palavra com varias qualidades negativas e positivas, que é diferente de Kamuy que significa todos os deuses Ainu, em tradução linguística para o português: Deus. Todas as formas de vida e natureza são muito respeitada pelo povo Ainu

Instituições Ainus[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Paulo Correia; Direção-Geral da Tradução — Comissão Europeia. (Outono de 2012). "Etnónimos, uma categoria gramatical à parte?" (PDF). a folha — Boletim da língua portuguesa nas instituições europeias (N.º 40) p. 28. Sítio Web da Direção-Geral de Tradução da Comissão Europeia no portal da União Europeia. ISSN 1830-7809. Página visitada em 13 de janeiro de 2013.
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