Airas Nunes

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Airas Nunes (c. 1230 - 1289) foi um clérigo e trovador espanhol do século XIII, provavelmente nascido na Galiza.

Entre 1284 e 1289, foi poeta na corte de Sancho IV de Castela.

As suas músicas, são escritas em Galaico-português. Às vezes citações de outros autores, como Dinis de Portugal, o rei Afonso X de Castela, João Zorro e Nuno Fernandes Torneol, são encontradas no seu trabalho.

Obras[editar | editar código-fonte]

Aires Nunes é autor de diversas textos, sendo sete cantigas de amor, três cantigas de amigo e quatro cantigas de escárnio, além de duas bailias e um pastorela. O texto mais conhecido seu talvez seja a Bailia das avelaneiras:

Bailemos nós já todas três, ai amigas,
sô aquestas avelaneiras frolidas;
e quen for velida, como nós, velidas,
se amigo amar,
sô aquestas avelaneiras frolidas
verrá bailar.
Bailemos nós já todas três, ai irmanas,
sô aqueste ramo destas avelanas;
e quen for louçana, como nós, louçanas
se amigo amar,
sô aqueste ramo destas avelanas
verrá bailar.
Por Deus, ai amigas, mentr’al non fazemos,
sô aqueste ramo frolido bailemos;
e quen ben parecer, como nós parecemos,
se amigo amar,
sô aqueste ramo sô-l’ que nós bailemos
verrá bailar.

Walter Mettmann, autor duma edição crítica dos textos das Cantigas de Santa Maria[1] , crê que muitas dessas cantigas poderiam ter sido escritas por Airas Nunes.[2]

Diversos[editar | editar código-fonte]

O cantor Zeca Afonso utilizou uma das bailias de Airas Nunes, numa das suas músicas.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. METTMANN, Walter (1986)
  2. Cfr. pág 25 de MONTOYA MARTÍNEZ (1988).

Ver também[editar | editar código-fonte]

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