Airco DH.10

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DH.10
Descrição
País de origem  Reino Unido
Fabricante Airco
Quantidade
produzida
258 unidade(s)
Primeiro voo 4 de março de 1918 (96 anos)
Entrada em serviço novembro de 1918
Missão Bombardeiro
Tripulação 3
Dimensões
Comprimento 12,08 m
Envergadura 19,97 m
Altura 4,42 m
Área (asas) 77,8 m²
Peso
Tara 2614 kg
Peso total 8500 kg
Peso bruto máximo 9060 kg
Propulsão
Motores 2x Liberty 12A V-12 á pistão
400 hp (298 kW)
Performance
Velocidade máxima 211 km/h
Autonomia 6 hs
Tecto máximo 5800 m
Armamento
Metralhadoras 1 ou 2 Lewis 7,7 mm (0,303 in) no anel Scarff
Mísseis/Bombas Até 417 kg (919 lb) de bombas em compartimento interno

O Airco DH.10 (também conhecido como DH.10 Amiens), foi um bombardeiro bimotor médio britânico projetado e usado logo antes do fim da Primeira Guerra Mundial. Ele foi usado durante um curto período pela RAF.

Projeto e desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Ele era um biplano bimotor projetado por Geoffrey de Havilland para atender os requisitos da especificação Air Board Specification A.2.b de um bombardeiro diurno.[1] Esse modelo foi uma evolução do Airco DH.3, que voou em 1916, mas foi rejeitado pelo Departamento de Guerra devido à crença de que os bombardeios estratégicos seriam ineficazes e os bimotores impraticáveis.[2]

O primeiro protótipo voou em 4 de Março de 1918, impulsionado por dois motores Siddeley Puma de 230 HP cada, montados como "pushers".[3] Quando foi avaliado pela RAF, a performance desse protótipo ficou muito abaixo do esperado, atingido apenas 145 km/h a 4.572 m com a carga útil de bombas prevista,[1] comparado como os esperados 180 km/h.[4] Devido a esta baixa performance, o DH.10 foi reprojetado com motores mais potentes e na configuração mais convencional de motores de "tração".

O segundo protótipo, conhecido como Amiens Mark II era impulsionado por dois motores Rolls-Royce Eagle VIII de 360 hp cada, e voou pela primeira vez em Abril de 1918, superando o DH.9A mesmo carregando o dobro do carregamento de bombas.[3] A baixa produção do motor Eagle impediu que o Amiens Mark II fosse colocado em produção, mas ele serviu como banco de provas para o modelo definitivo, o Amiens Mark III, que era impulsionado por dois motores Liberty L-12 de 395 hp cada, que estavam disponíveis em grande quantidade.[1] Depois da avaliação bem sucedida, grandes encomendas foram feitas, num total de 1.291 unidades.[5]

Histórico operacional[editar | editar código-fonte]

A primeira entrega de modelos DH.10 foi para o Esquadrão 104 da RAF em Novembro de 1918, tendo voado uma única missão de bombardeio em 10 de Novembro de 1918 antes do armistício que encerrou a Primeira Guerra Mundial.[5]

Depois da Guerra, o Esquadrão 120 equipado com modelos DH.10, fez uso deles para um serviço de correio para o Exército de Ocupação Britânico no Reno.[6]

O DH.10 também foi usado pelo Esquadrão 97 (mais tarde renumerado para Esquadrão 60) que foi deslocado para a Índia, dando suporte e garantia à Fronteira Noroeste da Índia britânica, sendo utilizados em operações de bombardeio na Terceira Guerra Anglo-Afegã.[5]

O DH.10 também foi usado pelo Esquadrão 216 no Egito, num serviço de correio entre a cidade do Cairo e Bagdá, a partir de 23 de Junho de 1921.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Mason 1994, p.106.
  2. Mason 1994, p.48.
  3. a b c Thetford 1957, p.146.
  4. Jarrett Aeroplane Monthly September 1992, p. 15.
  5. a b c Mason 1994, p.107.
  6. Jackson 1987, pp.142-143.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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