Al-Ashraf Khalil

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Al-Ashraf Khalil
18º Sultão do Egito
Governo
Reinado 1290-14 de dezembro de 1293
Antecessor Qalawun
Sucessor al-Nasir Muhammad
Dinastia Mamelucos Bahri
Vida
Nome completo Al-Malik al-Ashraf Salāh al-Dīn Khalil ibn Qalawūn
الملك الأشرف صلاح الدين خليل بن قلاوون‎
Nascimento ca. 1262
Cairo
Morte 14 de dezembro de 1293 (31 anos)
Koim Toruga
Esposas Khatun Ordkin al-Ashrafiyah
Pai Qalawun

Al-Ashraf Khalil foi sultão do Egipto desde 1290 até 1293.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Khalil era filho de Kalawun e, antes de se tornar sultão, poderia ser considerado um homem muito inteligente, autoritário e, acima de tudo, um génio em questões bélicas. Por isso, não terá sido surpresa nenhuma referir que este foi ainda muito jovem nomeado como general e conselheiro principal do sultão, sendo essa decisão unanimemente apoiada por todos os outros generais.

O facto de Khalil ter recebido uma educação inteiramente militar e de ter entrado em diversas campanhãs de guerra, terá ajudado ainda mais o jovem a seguir este caminho, ao ponto de se poder comprovar que seria totalmente fascinado nestas questões.

Porém ainda antes de se tornar sultão, terá visto o seu pai e irmão morrerem, ambos em campanhas de guerra, o que terá persuadido Khalil, a moldar a sua personalidade com base no ódio e na brutalidade, ganhando mesmo um temperamento violento. A guerra que foi a sua admiração desde jovem, terá sido a razão da sua morte.

Sucedeu kalawun em 1290 e foi assassinado em 1293, mas sem antes ter deixado marcas visíveis na história do Médio Oriente.

Voltas do destino[editar | editar código-fonte]

Quando Khalil nasceu sabia de antemão que não seria sultão, pois isso estava pré-destinado ao seu irmão mais velho, As-Salih Ali, que em termos de personalidade, teria sido totalmente diferente.

Enquanto que o filho mais velho de Kalawun era um pacifista, que achava que só a paz poderia beneficiar todos os povos no Médio Oriente, o fliho mais novo achava exactamente o contrário, pois via os Cristãos como uma praga a ser exterminada e os Mongois, como um povo desprezível que só mereceria o exterminio.

Ali era um Homem sensato tal como o pai, mas Khalil, não conseguia compreender o que os seus familiares viam de tão positivo, numa paz que achava ser de fachada e que estava condenada ao fracasso. De facto, O irmão mais velho seria talvez em questões políticas, mais visionista do que o próprio irmão mais novo, que cada vez mais se afirmava em questões bélicas. Ambos represtavam a visão de um povo dividido, sendo Khalil a voz da maioria enquanto que Ali seria a voz da razão.

Apesar desta heterogeneidade de opiniões, os dois irmãos se dariam muito bem, entrando os ambos de livre vontade para o exercito, participando juntos nas campanhas contra o Império Mongól. Mas o destino foi cruel para Ali que acabou por morrer depois de uma batalha. Não morreu nela, mas segundo parece ficou gravemente ferido, ganhando com isso uma infecção que o arrastou lentamente à morte, provocando febres altissimas.

Como é obvio, o natural sucessor do sultão passaria a ser Khalil, que embora fosse muito dotado, na realidade segundo se pode perceber, não terá sido aceite com muita alegria pelo pai, que via nele um homem fundamentalista, completamente empenhado na destruição e não na diplomacia necessária, para garantir desenvolvimento do seu povo.

Um final dramático[editar | editar código-fonte]

Numa das muitas campanhas de guerra contra os Mongóis, Kalawun e Khalil partiram juntos para comanderem o exercito, naquela que seria uma batalha para expulsar o inimigo da Síria, mas, depois da batalha e da vitória ter sorrido aos mamelucos, sabe-se que o pai terá ficado doente durante a viagem e que terá morrido, possivelmente de um enfarte.

Infelizmente não existem provas sobre este assunto, mas pode ter sido verdade de que o velho sultão ainda antes de morrer terá feito um último esforço, para tentar convencer o filho de que não deveria atacar os Cristãos, pois com a presença deles só se lucracava. Só que o filho não terá dado ouvidos a isso, pois ele cresceu a odiar os Cruzados e por isso nunca mudaria a sua posição.

Mas tal como foi dito anteriormente, isto não regista provas conclusvas, mas tem como base um estudo profundo sobre este sultão.

O inferno na terra[editar | editar código-fonte]

Depois do pai morrer e sendo completamente consumado pelo sua personalidade mais violenta, Khalil, ao ver que muito dificilmente Império Mongól voltaria a atacar os seus territórios, pois precisaria de muito tempo de se reorganizar, depois das sucessivas derrotas; terá demorado quase um ano a estudar as muralhas da última cidade cristã no Médio Oriente, mandou construir propositamente maquinas aterradoras para fazer um cerco demolidor e terá juntado um número impressionante de efectivos para combater em Acre.

Uma das maquinas construídas, era aquela que se seria considerada na história como a maior catapulta de sempre, de seu nome "A furiosa", que serviria para abrir brechas enormes nas resistentes muralhas. Esta maquina de cerco teria uma grandeza tão impressionante que foi preciso quase metade do seu exercito, para empurrá-la até às redondezas da cidade.

Quando chegou ao seu destino, Khalil orientou uma estrategia, em que primeiro serviu-se das máquinas para arrasar com toda a estrutura de resistencia dos Cristãos, destruindo primeiro as torres de defesa e posteriormente a muralha que cercava a cidade, aberto nela frechas enormes.

Os arqueiros serviram para varrer todos os soldados inimigos, que tentassem fazer uma ofensiva fora das muralhas, com o intuíto de destruir os instrumentos de guerra e protegiam a entrada dos cavaleiros de artilharia pesada e dos batedores, formando uma barreira humana indestrutível que foi matando todos os soldados Cristãos que tentavam desesperadamente conter o avanço dos soldados muçulmanos.

Uma vez lá dentro, os guerreiros mamelucos cometeram uma das maiores barbaridades da história, violando e estripando todas as mulheres que encontrassem, mataram todas as crianças e algumas também eram violados e os homens eram torturados e executados. Depois de terem espalhado cadaveres por toda a cidade, queimaram todas as terras e destruiram todas as infra-estruturas.

No meio de tanta violencia alguns conseguiram fugir, apanhando os poucos barcos que havia na cidade, pois, essa terá sido a única falha de Khalil, que ao se concentrar nas actividades terrestres, acabara por se esquecer de enviar barcos para cercarem o porto de Acre, o que ainda permitiu salvar alguns refugiados, mas não mais do que isso, pois os barcos não chegaram para tanta gente e muitos foram ao fundo derivado, ao peso e ao descontrolo da situação.

Depois disto resta dizer que a cidade foi totalmente reduzida a cinzas, sendo os tesouros saqueados e os símbolos religiosos do inimigo profanados.

Esta ofensiva militar acabou com a expansão do cristianismo no Médio Oriente e também com possíveis futuras cruzadas.

A traição[editar | editar código-fonte]

Khalil estava-se a tornar num homem completamente obcecado pela guerra e por isso, depois de ter arrasado com toda a ocupação ocidental nos seus territórios, aproveitou o moral dos seus soldados, para se virar contra o Império Mongol, fazendo enumeras campanhas com o objectivo de não só expulsar o império oriental das suas terras, como tencionava expandir os territórios mamelucos para leste, o que na realidade acabou por ser-lhe faltal.

Os seus soldados acabaram por ficar completamente arrasados pelas sucessivas batalhas, sem nunca terem direito a descansar e a voltar a casa para verem as suas famílias.

Foi neste quadro que nasceu no seio do exército um grupo de conspiradores muito próximos do sultão que decidiram planear o assassinato deste. Sobre este assunto sabe-se pouco, podendo-se avançar com certeza de que Khalil terá sido assassinado por um dos seus generais, numa a noite na sua própria tenda real, enquanto planeva destruir o Império Mongol.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Al-Ashraf Khalil
Nascimento: 1262 Morte: 1293
Precedido por:
Qalawun
Sultões do Egito
1290-1293
Sucedido por:
Al-Nasir Muhammad