Al-Aziz

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Al-Aziz
Califa fatímida
Governo
Reinado 975996
Antecessor Al-Muizz
Sucessor Al-Hakim
Dinastia Fatímida
Vida
Nome completo Abu Mansur Nizar al-Aziz Billah
أبومنصور نزار العزيز بالله
Nascimento 955
Morte 13 de outubro de 996 (41 anos)
Filhos Muhammad
Al-Hakim
Pai Al-Muizz

Abu Mansur Nizar al-Aziz Billah (em árabe: أبومنصور نزار العزيز بالله), dito al-Aziz, foi o quinto califa fatímida (xiitas) e reinou entre 975 e 996.

História[editar | editar código-fonte]

Como Abdallah, o herdeiro ao trono, morrera antes de al-Muizz, seu irmão, al-Aziz, acedeu ao trono califal com a ajuda do general Jawhar as-Siqilli ("o Siciliano"). Sob al-Aziz, o Califado Fatímida se estendeu até a Palestina e a Síria (entre 977 e 978). Meca e Medina também reconheceram a soberania dos fatímidas.

O reinado de al-Aziz foi importante principalmente por reforçar o poder fatímida no Egito e na Síria, conquistados havia pouco tempo (969). Em 975. al-Aziz tomou o controle de Cesareia de Filipe numa tentativa de subjugar as tensões anti-fatímidas do sunita Mahammad b. Ahmad al-Nablusi e seus seguidores[1] . Os beduínos da tribo dos Tayyi foram derrotados na Palestina em 982 e finalmente subjugados em Damasco no ano seguinte. No final do reinado, al-Aziz tentou expandir seu reinado para o norte da Síria, focando a sua atenção nos hamdanidas de Alepo, que eram vassalos do Império Bizantino, o que resultou numa grande guerra que só seria resolvida no reinado de al-Hakim (r. 996-1021).

Outro notável acontecimento durante o reinado de al-Aziz foi a introdução dos escravos estrangeiros no exército. Quando tropas berberes do Magrebe começaram a ter sucesso nas guerras contra os carmatas na Síria, al-Aziz começou a criar unidades compostas exclusivamente de soldados escravos turcos, os mamelucos.

Com a expansão da burocracia (na qual judeus e cristãos coptas adquiriram importantes postos), a fundação estava pronta para o imenso poder que teriam os próximos califas. A designação de um governador judeu para a Síria/Palestina, porém, causou descontentamento entre os súditos muçulmanos, que alegaram estar sendo empurrados para fora de cargos importantes. Como resultado, al-Aziz ordenou que oficiais cristãos e judeus empregassem mais muçulmanos em suas estruturas.

A economia do Egito também foi reformulada, o que causou um aumento na receita fiscal, principalmente com a expansão de ruas e canais e o estabelecimento de uma moeda estável. O bem-estar econômico também aparece na forma de um elaborado programa de obras. Em 988, o vizir Yaqub ibn Killis (r. 979-991) fundou a Universidade de al-Azhar (988), no Cairo, que cresceu e se tornou um dos mais importantes centros educacionais muçulmanos. Uma biblioteca com 200 000 volumes também foi construída na nova capital.

De acordo com Samy S. Swayd, religiosos cumpriram a dawa (equivalente aos missionários cristãos) na China durante o reinado de al-Aziz[2] .

Al-Aziz morreu em 13 de outubro de 996 e foi sucedido por seu filho al-Hakim.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Al-Aziz
Nascimento: 955 Morte: 996
Precedido por:
Al-Muizz
Califas fatímidas
975–996
Sucedido por:
Al-Hakim

Referências

  1. Wilson, John Francis. (2004) ibid p 122
  2. Samy S. Swayd. Historical dictionary of the Druzes. illustrated ed. [S.l.]: Scarecrow Press, 2006. p. xli. vol. Volume 3 of Historical dictionaries of people and cultures. ISBN 0810853329 Página visitada em April 4 2012.