Al-Mamun
| al-Mamun Mamun, al-Ma'mun, al-Mamun, Almamon, al-Maymun;, el-Mâmoûn |
|
|---|---|
| 7º Califa Abássida | |
A embaixada do patriarca de Constantinopla João VII Gramático diante do imperador bizantino Teófilo e de al-Mamun. Obra Skylitzes de Madrid, da Sinopse de Histórias, de João Skylitzes. |
|
| Governo | |
| Reinado | 813 — 833 |
| Antecessor | al-Amin |
| Herdeiro | al-Mu'tasim |
| Sucessor | al-Mutasim |
| Dinastia | Abássida |
| Vida | |
| Nome completo | Abū Jaʿfar Abdullāh al-Māʾmūn ibn Harūn ou Abû al-`Abbâs al-Ma'mûn `Abd Allah ben Hârûn ar-Rachîd ou Abu-l-Abbàs Abd-Al·lah al-Mamun; Abû al-`Abbâs al-Ma'mûn `Abd Allah ben Hârûn ar-Rachîd |
| Nascimento | 13 de setembro de 786 |
| Bagdade | |
| Morte | 10 de agosto de 833 (46 anos) |
| Tarso | |
| Sepultamento | Tarso (?) |
| Filhos | al-Abbas ibn al-Ma'mun |
| Pai | Harun al-Rashid |
| Mãe | Marajil |
Abû al-`Abbâs al-Ma'mûn `Abd Allah ben Hârûn ar-Rachîd (em árabe: أبو العباس عبد الله المأمون بن هارون الرشيد; transl.: Abū l-ʿAbbās ʿAbd Allāh al-Maʾmūn b. Hārūn ar-Rašīd), cognominado al-Mamun, al-Ma'mun, el-Mâmoûn, al-Maymun ou Almanon (ابوجعفر عبدالله المأمون; "aquele em que se tem confiança; leal"), nascido a 13 de setembro de 786 em Bagdade e e morto a 9 de agosto de 833 em Tarso, foi um califa abássida que reinou entre 813 e 833.
Juventude [editar]
Al-Mamun nasceu no dia da entronização do seu pai Harun al-Rashid e foi-lhe dado o nome de `Abd Allah. A sua mãe era uma escrava persa de nome Marajil. Algum tempo mais tarde, Harun al-Rashid teve outro filho, al-Amin, da sua esposa Zubaida, neta do califa al-Mansur. Harun começou por querer reconhecer `Abd Allah como seu herdeiro presuntibo, dando-lhe o nome de al-Mamun. Zubayda e os seus partidários opôs-se a essa intenção, considerando al-Amin era mais legítimo. Harun acabou por ceder e reconheceu como herdeiro o seu filho com Zubayda, quando ele tinha apenas cinco anos (802). Durante uma peregrinação a Meca, Harun al-Rashid decreta um arranjo entre os seus dois filhos: al-Amin era o herdeiro presuntivo e governaria o oeste do império (Iraque e Síria), enquanto al-Mamun seria o segundo na linha sucessória e governaria a parte oriental do império (Coração, Irão) a partir de Merv.
Tomada do poder [editar]
Depois da morte de Harun al-Rashid em 809, a relação entre os dois irmãos deterioraram-se. Em resposta aos atos independentistas de al-Mamun, al-Amin designou o seu filho Musa como sucessor presuntivo. Cada um dos irmãos acusava o outro de ter rompido o pacto de Meca e estalou uma guerra civil. O primeiro recontro militar, a batalha de Rayy, deu-se a 1 de maio de 811, perto de Ray (atualmente um subúrbio de Teerão), envolvendo as tropas de al-Amin vindas do Iraque e da Síria e as de al-Mamun vindas de Coração, comandadas por Tahir ibn Husayn. A batalha começou com um combate singular entre os dois generais, mas uma carga do exército de Coração pôs o exército de Bagdade em debandada. al-Mamun foi então aclamado califa no Coração e no Tabaristão. al-Amin retirou-se para Bagdade, onde teve que fazer face a motins no exército.1
Bagdade foi cercada pelo exército de al-Mamun em agosto de 812. Em 813, uma nova série de derrotas em Baçorá e às portas de Bagdade dos exércitos fiéis a al-Amin, outros motins dos militares, e uma revolta da população de Bagadade obrigaram al-Amin a refugiar-se no palácio. A 1 de setembro de 813, o palácio foi tomado de assalto pelas tropas de al-Mamun. Al-Amin foi decapitado e a sua cabeça, juntamente com o anel do califado, o cetro e o manto de Maomé, foram enviados a al-Mamun. A título póstumo, al-Amin foi cognominado al-Makhlu ("O decaído"). Dois dos filhos de al-Mamun e a sua mãe que estavam prisioneiros de de al-Amin foram ter com o pai. Os filhos de al-Amin foram presos e enviados para al-Mamun. Al-Mamun foi reconhecido como califa em todo o império dos abássidas.2
Al-Mamun dava mostras de mudar de política em relação aos xiitas. Ele pensava que os persas eram favoráveis aos hachemitas e pediu apoio ao Ali ar-Rida (ou Imã Reza, um dos Doze Imãs), convidando-o a juntar-se a ele em Merv. Em 818, Ali ar-Rida foi ter com al-Mamun, deixando apenas o seu filho Muhammad al-Jawad e a sua esposa. As marcas de honra dadas pelo califa a ar-Rida provocaram a hostilidade dos notáveis árabes.3 al-Mamun designou Ali ar-Rida como seu sucessor, na esperança de se reconciliar com os xiitas. Esta sucessão só deveria ter lugar se Ali ar-Rida sobrevivesse a al-Mamun. Este mudou a cor da sua bandeira, retirando o negro, a cor dos abássidas, e substituindo-o pelo verde, a cor dos alidas. Houve tumultos em todo o Iraque contra al-Mamun e à sua política de aliança com os xiitas. Ali ar-Rida advertiu al-Mamun sobre a escolha do governador do Iraque que estava na origem dos tumultos. Os xiitas consideraram que a oferta da sucessão não tinha qualquer valor, pois Ali ar-Rida estava velho e não tinha qualquer hipótese de sobreviver a al-Mamun e chegaram a suspeitar que al-Mamun tinha envenenado o seu imã.4
Um início de reinado agitado [editar]
Em 816, Babak Khorramdin assumiu a liderança do movimento religioso dos khurramitas. Este movimento antiárabe e antimuçulmano conduziu a uma guerra de independência nos territórios azeris do (atualmente Azerbaijão e Azerbaijão iraniano). Babak viria a ser executado a 4 de janeiro de 838 em Samarra, durante o reinado de al-Mu'tasim.[carece de fontes]
Em 817, em Bagdade, Ibrahim ibn al-Mahdi, filho do califa al-Mahdi e irmão mais velho de Harun al-Rashid, revoltou-se contra o acordo com Ali ar-Rida pois viu nisso a suposta intenção de al-Mamun de desapossar a família abássida. Na sexta-feira de 24 de julho de 817, Ibrahim subiu ao púlpito em Bagdade e proclamou a queda de al-Mamun e declarou-se califa. Sob as suas ordens, um exército partiu de Bagdade e apoderou-se de Kufa. Outro exército apoderou-se de Madayn, a 30 km de Bagdade. Ao mesmo tempo, um grupo de kharijitas provoca uma revolta no Sawad (zona irrigada do sul da Mesopotâmia). Ibrahim queria atacar esses novos adversários, mas os seus generais simpatizava, como eles e as tropas reclamavam os seus salários. Depois de ter pago aos soldados com os tesouros de Bagdade, Ibrahim dirige-se a Wasit, que conquista, e consegue acabar com a revolta kharijita.[carece de fontes]
Al-Mamun foi alertado para a situação no Iraque. Finalmente, saiu de Merv a 22 de fevereiro de 818nt 1 rumo a Tus, onde o seu pai estava enterrado. Fez uma paragem em Sarakhs, onde mandou assassinar o seu vizir Fadhl.5 Saiu de Tus no fim do Ramadão de 202 A.H. (c. abril de 818). Ali ar-Rida morreu depois desta estadia em Tus, a 23 de agosto segundo algumas fontes ou a 5 de setembro.6 Prosseguiu o seu caminho para o Iraque passando por Ray. Por onde passava, diminuia os impostos para obter o apoio da população. Quando os generais de Bagdade se apercebem da chegada iminente de al-Mamun, juntam-se a ele, traindo Ibrahim, que se põe em fuga. A cidade de Bagdade recebe al-Mamun a 12 de agosto de 819, que se apresenta de novo com as vestes negras dos abássidas.[carece de fontes]
Dissidência de Tahir [editar]
Em 821, al-Mamun recompensa os seus serviços de Tahir ibn Husayn nomeando-o governador de Coração. No entanto, al-Mamun desconfia do seu general, sobretudo depois de ter ouvido o relato da sua mãe do assassinato de al-Amin às mãos de Tahir (durante o Cerco de Bagdá (812-813)), quando as ordens que ele tinha dado eram fazê-lo prisioneiro.7 Em 822 omitiu o califa na oração de sexta-feira, declarando assim a sua independência. Al-Mamun tinha introduzido um escravo no pessoal de Tahir com a missão de envenenar Tahir se este declarasse a independência. Nesse mesmo dia, o escravo cumpre a sua missão e Tahir morre ao fim da tarde.8
Mamun deixou que o filho de Tahir sucedesse ao pai. Esta decisão iria sancionar o desmembramento do império. Os tahiridas podem considerar-se os fundadores do primeiro estado independente no Irão depois da conquista árabe de 642.
Al-Mamun e os sábios: o "Observatório de Bagdade" e a "Casa da Sabedoria" [editar]
O reinado de al-Mamun teve grande sucesso do ponto de vista cultural. O califa interessava-se pessoalmente pelo trabalho dos sábios, sobretudo daqueles que conheciam a língua grega. Ele reuniu em Bagdade estudiosos de todas as religiões, os quais tratava magnificamente e com a mais completa tolerância. Fez vir de Bizâncio manuscritos e uma das condições de paz com o Império Bizantino foi que lhe enviassem uma cópia do Almagesto, o tratado de astronomia do século II da autoria de Ptolemeu.[carece de fontes]
Al-Mamun era um apaixonado por astronomia e em 829 criou um observatório no local mais elevado de Bagdade, perto da porta Chammassiya, o qual foi o primeiro observatório permanente do mundo. O observatório de Bagdade permitia aos astrónomos do califa, os quais tinham traduzido o Tratado de Astronomia e o catálogo de estrelas do grego do II a.C. Hiparco, observarem metodicamente o movimentos dos astros. Ali foram levadas a cabo experiências destinadas a calcular a distância correspondente a um grau de latitude terrestre. Em reconhecimento desses trabalhos, uma das crateras lunares tem o seu nome: Almanon.9
Após a sua estadia na Ásia Central, ele levou consigo os três filhos de Musa ibn Shakir, um ex-ladrão que se tornou astrónomo e companheiro do futuro califa. Quando o Musa morreu, al-Mamun tornou-se tutor dos filhos Muhammad, Ahmad e Hasan e deu-lhes uma sólida formação em ciências aplicadas e concedeu-lhe uma quantia considerável de dinheiro para fundarem e dirigirem em Bagdade a "Casa da Sabedoria" (Bayt al-Hikma).[carece de fontes]
O grande matemático al-Khwarizmi passou grande parte da sua vida em Bagdade, sob o patrocínio de al-Mamun. Com a ajuda dos seus colegas, ele traduziu para árabe os manuscritos gregos de Bizãncio reunidos na biblioteca fundada pelo califa na Casa da Sabedoria, e estudou a partir deles geometria, álgebra e astronomia.[carece de fontes]
O sonho de al-Mamun [editar]
Nas palavras de al-Mamun, uma noite ele teve um sonho:
| “ | Vi em sonhos um homem sentado com a pose dos sábiosnt 2 e perguntei-lhe: «Quem és tu?»; ele respondeu-me: «Aristóteles, o Sábio». Coloquei-lhe então a questão: «Diz-me como definir a palavra justo?»; Aristóteles: «Aquele que é consistente com a razão». al-Mamun: «Mas ainda?»; Aristóteles: «Aquele que aprecia o o interlocutor». al-Mamun: «Mas ainda?»; Aristóteles: «Aquele que não teme as consequências». al-Mamun: «Mas ainda?»; Aristóteles: «Não há mais, o resto não serve senão para entreter os homens.»10 | ” |
Foi para aprender a distinguir a palavra justa de uma recreação dos homens que al-Mamun deu um impulso decisivo à Casa da Sabedoria, que na prática tinha sido fundada pelo seu pai Harun al-Rashid, mas como uma bilbioteca de uso exclusivo do príncipe. Sob al-Mamun, a essa biblioteca foi aberta à elite dos sábios e tornou-se a base de uma grande ambição intelectual à escala do império.11
Política religiosa [editar]
Em 830, quando al-Mamun atravessava a cidade de Harã durante a sua última campanha contra os bizantinos, ele reparou nas gentes de cabelos compridos e roupas apertadas na cintura, que não nada mais que sírios que se tinham mantido pagãos e que continuavam a praticar a religião dos seus antepassados sem terem sido perturbados pela chegada, primeiro do Cristianismo e depois do Islão. A esses pagãos não lhes dá mais do que duas opções: ou a conversão ao Islão ou a espada.[carece de fontes] Eles escaparam ao dilema argumentando que eram sabeístas, uma seita reconhecida pelo Alcorão,12 e foram autorizados a manter as suas práticas religiosas.13
Em 833, o mutazilismo torna-se a escola teológica oficial da corte do califado abássida, depois de ter sido adotada pelo califa al-Mamun. O mutazilismo era profundamente influenciado pelo racionalismo de Aristóteles e afirmava que a fé e a prática religiosa deviam ser dirigidas pela razão baseando-se no Alcorão. Isso ia contra a tradição que dizia que cada um deve encontrar todas as respostas na leitura literal do Alcorão e dos hadith (leis, lendas e histórias da vida de Maomé). Além disso, os mutazilitas afirmavam que o Alcorão tinha sido criado, o que ia contra a ideia generalizada que afirma que o Alcorão é incriado e por conseguinte eterno.[carece de fontes]
Al-Mahdi tinha declarado que o califa não era apenas um soberano, pois fazia parte dos seus deveres definir a ortodoxia religiosa afim de manter a coesão da umma (comunidade dos crentes). Em 828, al-Mamun criou um tribunal inquisitorial encarregado do controlo da ortodoxia religiosa, a mihna (محنة; prova, exame). As sanções impostas pela mihna tornaram-se cada vez mais impopulares entre os ulemás, que se uniram contra ela. Esta situação perdurou até 848, quando o califa al-Mutawakkil voltou à tradição anterior, o que resultou numa diminuição do poder religioso dos califas a favor dos ulemás. O período de reformas religiosas de al-Mamun é chamado de "período da Prova", "do Ordálio" ou ainda "da Inquisição".[carece de fontes]
É durante o reinado de al-Mamun que as grandes maddhabs (escolas jurídicas) se afirmaram verdadeiramente. Em particular, as diferenças entre o xiismo e o sunismo tornam-se mais precisas. O famoso teólogo e jurista muçulmano Ahmad ibn Hanbal tornou-se célebre pela sua oposição à mihna.[carece de fontes]
Salteador de túmulos no Egito? [editar]
Em 832 al-Mamun mandou efetuar escavações (não é claro se se tratavam de escavações arqueológicas se de simples pilhagens) no Egito, na Grande Pirâmide de Quéops, construída pelo faraó Quéops (Khufu; 2 590—2 565 a.C.), filho de Seneferu, considerado por muitos historiadores como um dos mais grandiosos faraós da história do Antigo Egito. Aparentemente os "visitantes" conseguiram ter acesso de forma relativamente fácil à câmara funerária do faraó e aos seus tesouros. Este ato de profanação ou pilhagem não é muito surpreendente, pois o roubo de mastabas e pirâmides era prática corrente desde há muito tempo. A forma de construção das pirâmides e a disposição dos seus elementos no interior eram muito semelhantes entre elas, pelo que quem conhecesse uma pirâmide por dentro facilmente encontraria os seus caminhos noutra. As câmaras funerárias situam-se no fim de uma sucessão de salas destinadas às oferendas, num alinhamento axial que frequentemente é o mesmo em todas as pirâmides.[carece de fontes]
Al-Mamun fez mais do que uma tentativa para chegar aos tesouros da pirâmide e já tinha observado antes a arquitetura interior de outras pirâmides, pelo que mandou perfurar a face direita da pirâmide de Quéops apenas no seu eixo, evitando assim o obstáculo do corredor ascendente para chegar com segurança e rapidamente à câmara funerária e aos seus tesouros.[carece de fontes]
Fim do reinado [editar]
Al-Mamun tentou divorciar-se da sua esposa porque ela não lhe ter deu herdeiro algum. A sua esposa consultou um juiz sírio antes que o marido tivesse designado ele próprio um juiz. O juiz recusou o divórcio. Esta recusa do juiz levou os califas seguintes a não se casarem, preferindo encontrar a mãe dos seus herdeiros no harém.[carece de fontes]
Durante o reinado de al-Mamun, o Império Abássida foi ligeiramente expandido. A revolta dos hindus no Sind (atual Paquistão) foi esmagada e a maior parte do que é atualmente o Afeganistão foi integrada no império após a rendição do rei de Cabul. As zonas montanhosas do Irão foram melhor controladas pelo poder central. No Magrebe e parte de Ifriqiya reinava Idris II (r. 791–828), a partir da sua capital em Fez (atual Marrocos). A Dinastia Idríssida, fundada por Idrís II, era formalmente vassala dos abássidas, mas era praticamente independente, um pouco à semelhança dos tahiridas em Coração, no Irão.[carece de fontes]
As batalhas contra o Império Bizantino continuaram e foi no decurso de uma campanha contra os bizantinos na Cilícia que o califa morreu a 10 de agosto de 833 perto de Tarso. Supostamente está sepultado numa mesquita dessa cidade. Pouco tempo antes da sua morte, al-Mamun nomeou como seu herdeiro presuntivo o seu irmão Abu Ishaq, que reinou com o nome al-Mu'tasim.14
Ver também [editar]
|
Al-Mamun
Nascimento: 786 Morte: 833 |
||
| Precedido por: Al-Amin |
Califas abássidas 813–833 |
Sucedido por: Al-Mu'tasim |
Notas [editar]
- Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em francês, cujo título é «Al-Ma’mun», especificamente desta versão.
- ↑ 22 de fevereiro de 818 corresponde a 10 de rajab de 202 A.H. al-Tabari menciona que al-Mamun partiu de Merv a 10 de rajab de 203 A.H. (11 de janeiro de 819), o que entra em contradição com as datas do assassinato do vizir Fadhl (fevereiro de 818) e da morte de Ali ar-Rida (agosto ou setembro de 818).5
- ↑ Sage em francês: "sábio" com o sentido de sensato, ajuizado.
Referências
- ↑ Tabari, p. 144-146
- ↑ Tabari, p. 154-156
- ↑ Tabari, p. 167-168
- ↑ Tabari, p. 172-173
- ↑ a b Tabari, p. 173
- ↑ Tabari, p. 175
- ↑ Tabari, p. 156
- ↑ Tabari, p. 177
- ↑ Craters (em inglês). Missão Lunar Prospector (lunar.arc.nasa.gov). NASA. Arquivado do original em 18 de julho de 2011. Página visitada em 6 de novembro de 2011.
- ↑ Hussein, Mahmoud; Calderon, Philippe. L'Âge d'or de l'Islam (Lorsque le monde parlait arabe) (em francês). [S.l.]: La Cinquième; Fit Production; Canal Sur Televisión, 1999. (Documentário de televisão) Página visitada em 6 de novembro de 2011.
- ↑ Touati & 2003 173-176
- ↑ Alcorão. A vaca, II;62
- ↑ Muir 1924. cap. LXVI.
- ↑ Tabari, p. 178
Bibliografia [editar]
- al-Tabari. Crónica: história dos profetas e dos reis, século IX. Tradução do persa: Zotenberg, Hermann. La Chronique Histoire des prophètes et des rois (em francês). Arles: Actes Sud-Sinbad,, 2001. 604 p. 2 vol. vol. II: L’âge d’or des Abbassides. ISBN 9782742733187 Página visitada em 4 de novembro de 2011.
- Al-Tabari. História, vol. 31: A Guerra Entre Irmãos. Tradução de Fishbein, Michael. (em inglês). Albany: Suny, 1992.
- Al-Tabari. História, vol. 32: A Reunificação do Califado Abássida. Tradução de Fishbein, Michael. (em inglês). Albany: Suny, 1987.
- Cooperson, Michael. Al-Ma’mun (em inglês). Oxford: Oneworld Publications, 2005.
- Glubb, John Bagot. The Empire of the Arabs (em inglês). Londres: Hodder and Stoughton, 1963.
- Gutas, Dimitri. Greek Thought, Arabic culture: the Graeco-Arabic translation movement in Baghdad and early Abbasid society (em inglês). Londres: Routledge, 1998.
- Kennedy, Hugh. The Early Abbasid Caliphate, a political History (em inglês). Londres: Croom Helm, 1981.
- La Vaissière, Étienne de. Samarcande et Samarra. Elites d'Asie centrale dans l'empire Abbasside (em francês). [S.l.]: Peeters, 2007. ISBN 978-2-910640-21-7 Página visitada em 4 de novembro de 2011.
- Muir, William. The Caliphate - Its rise, decline, and fall from original sources (em inglês). [S.l.: s.n.], 1924. Página visitada em 6 de novembro de 2011.
- Nawas, John. (1994). "A Reexamination of three current explanations for Al-Ma’mun’s introduction of the Mihna" (em inglês). International Journal of Middle Eastern Studies (26): 615–629.
- Nawas, John. (1996). "John The Mihna of 218 A.H./833 A.D. Revisited: An Empirical Study". Journal of the American Oriental Society (116.4): 698–708.
- Sourdel-Thomine, Janine; Sourdel, Janine; Sourdel, Dominique. Dictionnaire historique de l'islam (em francês). Paris: Presses universitaires de France, 2004. 1028 p. ISBN 9782130545361
- Tompkins, Peter. Secrets of the Great Pyramid (em inglês). [S.l.]: Harper and Row, 1971. Capítulo: 2,
- Touati, Houari. L'armoire à sagesse : Bibliothèques et collections en Islam (em francês). [S.l.]: Aubier Montaigne, 2003. 320 p. ISBN 978-2700723366 Página visitada em 6 de novembro de 2011.
Ligações externas [editar]
- Chowdhry, Sajjad (25 de dezembro de 2005). Al-Mamum: Building an Environment for Innovation (em inglês). www.DinarStandard.com. Arquivado do original em 20 de julho de 2011. Página visitada em 5 de novembro de 2011.
- Berggren, Len. Ma´mun: Abu al-`Abbas `Abdallah ibn Harun al-Rashid (em inglês). islamsci.mcgill.ca. Commission on the History of Science and Technology in Islamic Societies. Arquivado do original em 6 de julho de 2011. Página visitada em 5 de novembro de 2011.