Al-Nasir Muhammad

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Al-Nasir Muhammad
19º Sultão do Egito
1328 Mediterranean Sea.PNG
Região do Mediterrâneo em 1328
Governo
Reinado dezembro de 1293-dezembro de 1294
1299-1309
1309-1341
Antecessor Al-Ashraf Khalil
Lajin
Baibars II
Sucessor Kitbugha
Baibars II
Saif ad-Din Abu-Bakr
Dinastia Mamelucos Bahri
Títulos Abu al-Ma'ali
أبو المعالى
Vida
Nome completo al-Malik al-Nasir Nasir al-Din Muhammad ben Qalawun
الملك الناصر ناصر الدين محمد بن قلاوون
Nascimento ca. 1222
Cairo
Morte 1341 (56 anos)
Cairo
Esposas Khatun Ordkin al-Ashrafiyah
Filhos al-Mansur Abu Bakr
Kujuk

Al-Malik al-Nasir Nasir al-Din Muhammad ben Qalawun, dito Al-Nasir Muhammad (em árabe: الناصر محمد), foi um sultão mameluco da dinastia Bahri que reinou no Egito por três vezes: entre dezembro de 1293 e dezembro de 1294, entre 1299 e 1309 e de 1309 até à sua morte em 1341.

Contexto[editar | editar código-fonte]

Al-Nasir Muhammad era o filho caçula do sultão Qalawun e irmão de seu antecessor, al-Ashraf Khalil. Ele nasceu no Cairo em Qal'at al-Jabal ("cidadela da Montanha")[1] [2] , de ascendência mongol. Seu longo reinado foi interrompido por duas vezes, nas quais ele foi temporariamente deposto.

Primeiro reinado: 1293 - 1294[editar | editar código-fonte]

Conversão de Ghazan.

Após o assassinato de Al-Ashraf Khalil em dezembro de 1293, al-Nasir foi instalado como sultão tendo Zayn-ad-Din Kitbugha como regente e vice-sultão e o emir Sanjar al-Shuja'i como vizir. Ele tinha apenas nove anos de idade e reinava apenas nominalmente. Kitbugha e al-Shuja'i eram os governantes de facto do Egito.

Contudo, os dois, Kitbugha, que tinha origem mongol, e al-Shuja'i, eram rivais e a relação entre os dois não era boa. Al-Shuja'i, com o apoio dos mamelucos burjidas, planejou prender Kitbugha e assassinar seus emires, mas o rival cercou a cidadela e terminou o conflito assassinando al-Shuja'i e expulsando os burjidas da cidadela.

Quando o emir Hossam ad-Din Lajin, que fugira quando Khalil foi morto, apareceu no Cairo, os burjidas - que se denominavam al-Mamalik al-Ashrafiyah Khalil ("mamelucos de al-Ashraf Khalil") e que foram expulsos por Kitbugha - se revoltaram provocando distúrbios no Cairo principalmente por que Lajin, que participara da morte de Khalil, não foi preso e nem punido. Os ashrafiyah foram derrotados, contudo o próprio al-Nassir iria eventualmente vingar o assassinato do irmão, no qual Kitbugha também estava envolvido. Porém, Kitbugha se proveitou da confusão e depôs al-Nassir, instalando-se como sultão e colocando Lajin como vice-sultão. O jovem sultão deposto, agora com dez anos, foi preso com a mãe numa parte isolada do palácio até que pudessem ser enviados para Al-Karak.

Em 1296, Kitbugha foi deposto por seu vice-sultão, Lajin, e fugiu para a Síria, onde morreu no ano seguinte como governador de Hama (vide abaixo). Lajin governou como sultão até ser assassinado juntamente com seu vice-sultão Mangu-Temur em 1299 (Batalha de Wadi al-Khazandar).

Segundo reinado: 1299 - 1309[editar | editar código-fonte]

No Egito, os soldados derrotados de Al-Nasir continuaram chegando de forma desordenada. Kitbugha, que estava na Síria, também fugiu para o Egito e o Cairo rapidamente ficou super-lotada por conta do enorme influxo de refugiados[3] . Al-Nasir e seus emires começaram a se preparar então para marchar novamente para o Levante. Dinheiro, cavalos e armas foram coletadas por todo o Egito. Uma tentativa de se utilizar de uma antiga fatwa emitida durante o reinado do sultão Qutuz e que obrigava cada egípcio a contribuir com um dinar para apoiar o exército não teve êxito e, por isso, decidiu-se que o povo deveria pagar a quantia por livre e espontânea vontade e não por conta de uma lei[4] . Porém, inesperadamente chegaram notícias ao Cairo dando conta que Ghazan abandonou o Levante após ter instalado dois de seus comandantes como seu representantes ali. O sultão al-Nasir enviou cartas para estes representantes pedindo-lhes que se submetesse a ele, ao que eles concordaram. Kitbugha recebeu o posto de governador de Hama enquanto Salar e Baibars al-Jashnakir marcharam com um exército para a região para liquidar as forças remanescentes de Ghazan. Os drusos, que saquearam e roubaram os soldados de al-Nasir durante a retirada, foram atacados em suas fortalezas e foram forçados a devolver as armas e bens roubados[5] . Os representantes submissos chegaram ao Egito e foram recebidos pelo sultão, que novamente era o soberano do Levante.

Além da ameaça mongol no Levante, o segundo reinado de al-Nasir Muhammad também foi marcado por distúrbios domésticos. Revoltas reliosas irromperam no Cairo e rebeliões no Alto Egito foram duramente reprimidas[6] . Em 1301, partes da Armênia Cilícia foram saqueadas e Sis foi atacada pelas forças do sultão lideradas pelos emires como represália ao apoio dado a Ghazan pelos armênios[7] . No ano seguinte, a ilha cruzada de Arwad foi tomada de assalto e saqueada por servir de base para ataques de piratas contra navios muçulmanos[8] .

Batalha de Marj al-Saffar (1303)[editar | editar código-fonte]

Madrassa de al-Nasir, na rua Al-Muizz do Cairo.

Em 1303, o exército de Ghazan cruzou o Eufrates e marchou novamente para a Síria. A população fugiu de Alepo e Hama para Damasco. Uma força egípcia, liderada por Baibars Al-Jashnakir, chegou à cidade. Os damascenos queriam fugir também, mas foram avisados que seriam mortos e roubados se tentassem fazê-lo[9] . Uma força de Ghazan atacou as vilas turcomanas, levando mulheres e crianças como prisioneiros, mas as forças do sultão lideradas por seus emires deram combate aos mongóis e conseguiram libertar 6 000 prisioneiros.

Em 20 de abril, al-Nasir Muhammad e o califa[10] chegaram à Síria vindos do Egito e, enquanto eram recebidos pelos emires, notícias chegaram de que um exército mongol de 50 000 soldados, liderados por Qutlugh-Shah, o representante de Ghazan, se aproximava. Al-Nasir e os emires decidiram então enfrentá-los em Marj al-Saffar.

O califa, que ficou ao lado do sultão no miolo do exército, exclamava para os soldados: Guerreiros, não temam pelo seu sultão, temam por suas mulheres e pela religião de seu Profeta"[11] . Uma força de aproximadamente 10 000 soldados liderados por Qutlugh-Shah atacou o flanco direito do exército de al-Nasir, mas as unidades de Baibars e Salar vieram em socorro e repeliram os atacantes. Uma confusão se iniciou quando muitos soldados pensaram que o exército de al-Nasir tinha sido derrotado ao verem os mongóis passando pelo flanco direito. Qutlugh-Shah recuou para as montanhas também acreditando ter vencido a batalha. De lá, ele viu o exército de al-Nasir firme no flanco esquerdo e soldados preenchendo os espaços no campo de batalha. Confuso, ele perguntou a um emir egípcio prisioneiro o que estaria acontecendo. O emir respondeu-lhe que aquele era o exército do sultão do Egito. Qutlugh-Shah ficou chocado, pois ele não sabia que al-Nasir havia chegado do Egito com seu exército. Ao pôr-do-sol, Quando ele viu seu exército sendo derrotado e em fuga, ele também fugiu[12] . Na manhã seguinte, Qutlugh-Shah retornou ao campo de batalha, mas foi novamente derrotado. Sua terceira ofensiva ocorreu na manhã do terceiro dia, resultando na completa aniquilação de seu exército, com um número reduzido de soldados mongóis conseguindo escapar. Quando Ghazan soube da derrota, ele ficou tão nervoso que teve uma séria hemorragia nassal e morreu um ano depois (11 de maio de 1304).

Al-Nasir retornou ao Egito em meio a efusivos festejos e o Cairo, repleta de gente vinda de todas as partes do Egito para celebrar, estava decorado desde Bab al-Nasr ("Portão da Vitória") até Qal'at al-Jabal ("Cidadela da Montanha" - a sede do sultanato)[13] . O famoso historiador mameluco Baibars al-Dewadar [14] estava presente na batalha.

Conquistas e recuo[editar | editar código-fonte]

Mihrab na Madrassa de Al-Nasir, no Cairo.

Em 1304, Sis foi atacada novamente pelos emires de al-Nasir e um grupo de mongóis, liderados pelo famoso comandante Badr ad-Din Albaba, foi bem recebido pelo sultão no Cairo. A madrassa Al-Nasiryah, que se utilizou do portal da catedral de Acre - trazido como espólio por al-Ashraf Khalil para o Egito em 1291 - foi terminada. No mesmo ano, nasceu o filho de al-Nasir, Ali[15] .

Em 1309, al-Nasir Muhammad entendeu que não mais deveria ser dominado pelos seus generais Salar e Baibars al-Jashnakir. Ele os informou que iria até Meca em sua peregrinação mas, ao invés disso, ele foi até al-Karak. Sua intenção inicial não era renunciar, mas ele sabia que não conseguiria governar enquanto os dois generais estivessem na capital e também que os dois, mais cedo ou mais tarde, acabariam tendo que depô-lo (ou mesmo matá-lo) para tomar o poder. Al-Nasir tentou prendê-los[16] , mas fracassou por imaginar que, estando em al-Karak, longe do alcance dos generais, ele seria capaz de fazer novas alianças com os representantes do sultanato no Levante e que eles o apoiariam[17] [18] . Quando al-Nasir se recusou a voltar para o Egito, Baibars al-Jashnakir se auto-proclamou sultão (Baibars II) tendo Salar como seu vice[19] .

Terceiro reinado:1309 - 1341[editar | editar código-fonte]

Baibars II reinou no Egito por dez meses e 24 dias. Seu reinado foi marcado por distúrbios e ameaças vindas dos mongóis e dos cruzados. A população do Egito, que o odiava, exigiu o retorno do adorado sultão al-Nasir Muhammad. O usurpador foi forçado a renunciar e fugir de uma multidão furiosa. Al-Nasir retornou ao Egito e, aos vinte e quatro anos, depois de ter sido dominado por Kitbugha e al-Shuja'i no primeiro reinado e por Baibars e Salar no segundo, estava determinado a não deixar mais isso acontecer. Logo de início, ele mandou executar Baibars al-Jashnakir [20] e aceitou a renúncia de Salar como vice-sultão, substituindo-o por Baktmar al-Jukondar, que também acabou preso um ano depois, morrendo logo em seguida[21] . Os mamelucos e as propriedades de Baibars e de Salar foram confiscados.

Em 1310, o vice sultão Baktmar e o emir Bikhtas conspiraram para derrubar novamente al-Nasir e substituí-lo pelo emir Musa, filho de as-Salih e neto de Qalawun. Musa concordava com o plano, mas notícias da conspiração acabar chegando ao sultão através de um emir e tanto Bikhtas quanto Musa acabaram sendo presos. O vice-sultão Baktmar al-Jukondar também foi preso. Baibars al-Dewadar se tornou o novo vice-sultão[22] . Por causa de suas más experiências com emires e seus estrategemas, al-Nasir Muhammad se tornou um sultão desconfiado e sensível, atento a todos os detalhes. Ele chegou até o ponto de exilar o califa em Qûs em 1338[23] .

Luta contra a corrupção[editar | editar código-fonte]

De forma lenta, mas sistemática, al-Nasir de fato tomou o poder do sultanato e se vingou dos emires que, de alguma forma, foram injustos com ele no passado e com os emires que tramaram contra ele após seu retorno para o Egito. Ele aboliu algumas posições oficiais, confiscou a riqueza dos filhos corruptos, dispensou os mongóis que estavam em posições oficiais e anulou os impostos e sobretaxas excepcionais (mikoos)[24] que foram impostas à população comum pelas autoridades e servidores públicos e que tornavam os emires muito poderosos. Ele empregou o emir Ibn al-Waziri, um homem conhecido por ser duro contra os corruptos, como chefe da Dar al-Adl ("Corte de Justiça")[25] e ele mesmo costumava ouvir, toda segunda-feira, as reclamações da população contra servidores públicos e emires. Ele proibiu que seus governadores executassem ou decretassem punições físicas sem sua permissão e acabou com uma infame masmorra que existia perto da cidadela. Em 1314, ele aboliu também o posto de vice-sultão. E, no ano seguinte, ele realizou uma pesquisa sobre as propriedades rurais para poder reiniciar a cobrança de impostos sobre os proprietários[26] .

Política interna e externa[editar | editar código-fonte]

Mesquita de Al-Nasir, no Cairo.

Durante o terceiro reinado de Al-Nasir Muhammad, o Egito não enfrentou ameaças externas nem dos cruzados e nem dos mongóis, que estavam muito enfraquecidos por suas frequentes derrotas e por conflitos internos. Porém, o governante mongol Oljeitu chegou a cercar fortalezas mamelucas, mas teve que recuar por conta do calor em 1312-13. No ano seguinte, a cidade de Malatya foi tomada por Tunkuz, o representante do sultão no Levante[27] . Sis e outras localidades sofreram raides pelas forças de al-Nasir, mas nenhum grande problema ocorreu. No Egito, ocorreram alguns poucos distúrbios no Alto Egito por conta das atividades ilegais de algumas tribos árabes, rapidamente subjugadas. Porém, em fevereiro de 1321, um grande distúrbio entre as comunidades egípcias muçulmanas e cristãs depois que diversas igrejas cristãs foram subitamente destruídas, simultaneamente, em várias partes do Egito, ao que se seguiu uma série de incêndios em várias mesquitas e outros edifícios no Cairo. Uns poucos cristãos foram presos tentando atear fogo em mesquitas e outros edifícios[28] .

Embora a economia do Egito tenha florescido durante o terceiro reino de al-Nasir, seu reinado foi acometido algumas vezes por problemas financeiros e por aumentos dos preços provocados pela circulação ilegal de moedas com o peso abaixo do esperado ou moedas feitas de ligas metálicas impuras. Al-Nasir cunhou milhares de moedas para tentar combater essas moedas ilegais[29] .

Sob al-Nasir, a posição do Egito como uma potência local se fortaleceu. Delegações estrangeiras e enviados portanto presentes para o sultão visitavam o Cairo com frequência, sempre em busca de ajuda e amizade do sultão. As visitas mais importantes foram de enviados do papa João XXII e do rei Filipe VI da França. Os enviados papais chegaram no Cairo em junho de 1327 com presentes e uma carta do papa, que apelava a al-Nasir que tratasse bem os cristãos, que protegesse os seus lugares santos e que não mais atacasse Sis. Estes foram os primeiros enviados do papa ao Egito desde a época do sultão aiúbida as-Salih Ayyub[30] . Em fevereiro de 1330, o rei Felipe VI enviou uma delegação de 120 pessoas que apelaram ao sultão que concedesse a Felipe a cidade de Jerusalém e as áreas da costa do Levante. Al-Nasir respondeu ofendendo os enviados francos e seu rei, ordenando-lhes que deixassem o Egito[31] .

Obras públicas[editar | editar código-fonte]

O longo reinado de Al-Nasir Muhammad marcou o apogeu do poder mameluco e ponto alto da cultura no Egito desde a Alexandria ptolemaica. Diversas obras extraordinárias foram iniciadas. Ele re-escavou, novamente, o canal que ligava Alexandria com o Nilo: ele foi reinaugurado em 1311 e se utilizou de mão-de-obra em escala farônica. Entre algumas de suas obras no Cairo estão a grande praça que era chamada de al-Midan al-Nasiri, Qasr al-Ablaq ("Palácio al-Ablaq") e a reestruturação do iwan que fora construído por seu pai, Qalawun[32] . Além disso, ele construiu madrassas, banhos públicos e reformou mais de trinta mesquitas[33] , algumas das quais estão entre os mais esplêndidos exemplos da arquitetura islâmica. Sua própria mesquita na cidadela, que existe até hoje, foi decorada com pedras trazidas da arruinada catedral de Acre. Ele também acrescentou às estruturas de seu pai o primeiro sabeel (uma fonte).

Relato de Al-Malik Al-Nasir no livro de Ibn Battuta[editar | editar código-fonte]

Ibn Battuta foi um viajante famoso e que passou pelo Cairo quando al-Nasir era o sultão. Seu relato foi:

O sultão do Egito na época de minha chegada era al-Malik al-Nasir Abu'l Fath Muahmmad, filho de al-Malik al-Mansur Saif al-Din Qala-un al-Salihi. Qala'un era conhecido como al-Alfi ['o homem mil'] por que al-Malik al-Salih o comprou por mil dinares de ouro. Ele veio de Qifjaq [kipchak]. Al-Malik al-Nasir ("Misericórdia de Deus sobre ele") foi um homem de caráter generoso e de grandes virtudes, e provas suficientes de sua nobreza são evidentes por sua devoção ao serviço dos dois santuários sagrados [Meca e Medina] e às obras de beneficência que ele realiza todos os anos para auxiliar os peregrinos, fornecendo-lhes camelos carregados de provisões e água para os que não tem outros meios, os indefesos, e por carregar os que não conseguem acompanhar a caravana ou que estão muito fracos para andar, tanto na rota peregrina egípcia quanto na que parte de Damasco. Ele também construiu um grande convento em Siryaqus, redondezas do Cairo.

Legado[editar | editar código-fonte]

O famoso historiador mameluco Ibn Iyas escreveu o seguinte sobe Al-Nasir Muhammad: "Seu nome foi mencionado por toda parte de maneira distinta de todos os outros nomes reais. Todos os reis escreveram para ele, enviaram-lhe presentes e o temeram. Todo o Egito estava em suas mãos".

Tanto o pai quanto o irmão de al-Nasir foram sultões e oito de seus filhos e quatro de seus netos foram também sultões:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Al-Nasir Muhammad
Nascimento: 1285 Morte: 1341
Precedido por:
Al-Ashraf Khalil
Sultões do Egito
1293-1295
Sucedido por:
Kitbugha
Precedido por:
Lajin
Sultões do Egito
1299-1309
Sucedido por:
Baibars II
Precedido por:
Baibars II
Sultões do Egito
1309-1341
Sucedido por:
Saif ad-Din Abu-Bakr


Referências

  1. Al-Maqrizi, p.189/vol.2
  2. Qal'at al-Jabal ("cidadela da montanha"), moradia e corte do sultão no Cairo. Ela ficava nos montes Muqatam onde atualmente está a Mesquita de Muhammad Ali atualmente.
  3. Al-Maqrizi, p.326 and p.327 /vol.2
  4. A objeção em se usar a fatwa do reinado de Qutuz se baseou no fato de que os emires de Qutuz terem doado parte de suas propriedades e riqueza antes de emitirem a fatwa que obrigava o povo a fazer o mesmo (Al-Maqrizi,p.327/vol.2 )
  5. Al-Maqrizi, p.331/vol.2
  6. Al-Maqrizi, pp.335-347/vol.2
  7. Al-Maqrizi,p.348/vol.2
  8. Al-Maqrizi,p.348 e p.354/vol.2
  9. Al-Maqrizi, p. 355/vol.2
  10. O califa abássida do Cairo al-Mustakfi sucedeu ao pai, al-Hakim, em 1302 e permaneceu na função por 39 anos. (Al-Maqrizi,p.346/vol.2). Após o saque de Bagdá (1258) e o assassinato do califa de Bagdá al-Musta'sim pelos mongóis, o sultão Baibars instalou um califado abássida no Cairo, com poderes puramente religiosos
  11. Como era tradicional na época, diversas esposas e filhos seguiam os exércitos. -(Al-Maqrizi, p. 357/vol.2)
  12. al-Maqrizi, pp. 356-357/vol.2
  13. Al-Maqrizi,pp.359-360/vol.2
  14. Rukn ad-Din Baibars al-khati'i al-Dewadar foi um emir mameluco egípcio e um historiador, nascido e morto no Egito aos 80 anos. Ele era um mameluco de Qalawun, que o fez seu representante em al-Karak e, depois, vice-sultão. Embora al-Nasir Muhammad o respeitasse, o aprisionou. Ele estava presente quando o exército de al-Ahsraf Khalil conquistou Acre em 1291 e durante a batalha de Marj al-Saffar ele estava no flanco direito do exército de al-Nasir. Ele é conhecido por seus importantes livros "Zobdat al-Fikrah Fi Tarikh al-Hijrah (11 volumes) e "al-Tuhfah al-Mamlukiyah fi al-Dawlah al-Turkiyah" (sobre os sultões mamelucos de 647 até 721 AH) - (Al-Maqrizi,p.356/vol.2).
  15. A mãe de Ali (al-Malik al-Mansur) chamava-se Khatun Ordkin al-Ashrafiyah. Ela era a esposa de seu falecido irmão, o sultão Al-Ashraf Khalil. Ali morreu em 1310 durante o terceiro reinado de Al-Nasir e ele se divorciou dela em 1317. - (Al-Maqrizi, p.171, p.177, p.458 and p.527 /vol.2)
  16. Ibn Taghri, p. 170/vol.8
  17. Shayyal,p.183/vol.2
  18. Durante sua permanência em al-Karak, al-Nasir se correspondeu com os representantes no Levante e com os emires egípcios explicando-lhes por que ele havia deixado o Egito e pedindo-lhes seu apoio (Al-Maqrizi, p,432/vol.2)
  19. Al-Maqrizi, pp. 421-423/vol.2
  20. Quando Baibars foi levado, acorrentado, perante o sultão após ter sido preso, al-Nasir foi cruel com ele e relembrou os atos de crueldade que Baibars havia cometido contra ele, proibindo-o certa vez de comer amêndoas doces e, noutra, de comer um ganso grelhado. - (Al-Maqrizi, p.449/vol.2)
  21. Al-Maqrizi,p.464/vol.2
  22. Al-Maqrizi,p.469/vol.2
  23. M. W. Daly & Carl F. Petry. The Cambridge History of Egypt: Islamic Egypt, 640-1517. [S.l.]: Cambridge University Press, 1998. 672 p. p. 256. vol. 1. ISBN 978-0-521-47137-4
  24. Mikoos eram impostos excepcionais impostos pelas autoridades à população. Alguns deles, que al-Nasir aboliu, eram impostos sobre as colheitas, prisões, criação de aves, prostitutas, coleta de lixo, navegação e casamentos. - (Al-Maqrizi,pp.507-509)-(Shayyal,185/vol.2)
  25. Os mamelucos também tinham a Mahkamat al-Mazalim ("Corte de Petições"), que era uma corte que ouvia reclamações da população contra os servidores públicos e os emires. Esta corte era liderada pelo próprio sultão.
  26. Al-Maqrizi, p.488 and p.504 /vol.2
  27. Ibn Iyas,p.446/vol.1
  28. Al-Maqrizi, pp.38-42/vol.3
  29. Al-Maqrizi, p.205-206 and p.253/vol.2
  30. Al-Maqrizi, p.100/vol.3
  31. Al-Maqrizi,p.129/vol.3
  32. O iwan estava localizado onde atualmente está a Mesquita de Muhammad Ali
  33. Al-Maqrizi, p.317/vol.3

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Abu al-Fida, The Concise History of Humanity
  • Al-Maqrizi, Al Selouk Leme'refatt Dewall al-Melouk, Dar al-kotob, 1997.
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  • Idem in French: Bouriant, Urbain, Description topographique et historique de l'Egypte,Paris 1895
  • Ibn Iyas, Badai Alzuhur Fi Wakayi Alduhur, Almisriya Lilkitab, Cairo 2007
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