Alain Bashung

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Alain Bashung

Alain Bashung (1 de dezembro de 1947 - 14 de março de 2009) foi um cantor, compositor e ator francês considerado um dos maiores artistas da história do rock francês. Seu sucesso comercial iniciou na década de 80, e seus álbuns são alguns dos mais respeitados pela crítica musical sendo que na Revista Rolling Stone Francesa teve 6 álbuns entre os 100 melhores da história francesa com Osez Joséphine na 1° colocação e Fantaisie Militaire em 9°.[1] Bashung foi o artista que mais vezes ganhou o prêmio Victoires de la Musique vencendo este 12 vezes.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Depois do relativo sucesso inesperado de Roulette Russe (1979) e Pizza (1981) Bashung preferiu trabalhar num projeto mais experimental com o lendário cantor francês Serge Gainsbourg que co-escreveu todas as canções do álbum.[3] A princípio o álbum não foi bem recebido pela crítica mas logo tornou-se um clássico cult e hoje é um álbum muito aclamando no cenário crítico francês. Em 1986 faz sucesso com o álbum ao vivo Live Tour 85[4] que foi considerado mesmo sendo um álbum ao vivo de canções já lançadas anteriormente o 16° melhor álbum francês da história.[1]

Em 1991 já como um consagrado cantor francês torna-se verdadeiramente famoso ao lançar Osez Joséphine considerado o melhor álbum francês da história.[1] Em 1994 e 1998 (Chatterton e Fantaisie Militairie respectivamente) lança dois álbuns que o elevaram a título de figura histórica da música francesa (vencendo vários prêmios Victoires de la musique)[2] Na década de 2000 descobre ter câncer. Em 2002 lança L'Imprudence com relativo sucesso comercial e atenção critica moderada, apesar de alguns jornalistas parisienses chamarem o álbum de "histórico" "um marco" e "sublime".[5] Em 2008 lançaria seu último álbum com canções inéditas: Bleu Pétrole.

Bleu Pétrole, Victoires de La Musique 2009 e Morte[editar | editar código-fonte]

Em 2008 Bashung lança seu último álbum ainda em vida, Bleu Pétrole pela Barclay Records. Apesar de alguns trabalhos mais "dark" e de difícil acesso do início da década de 2000 Bashung decide voltar a fazer um álbum mais orientado ao rock como seus antigos álbuns. O álbum ficou em 1° lugar na França, Bélgica e Suíça.[6] A crítica foi massivamente favorável nomeando este apesar de ser tão recente o 46° melhor álbum da história da França.[7]

A premiação Victoires de la Musique que nomeia os melhores artistas do ano e é apresentado pelo governo francês deu 3 prêmios para Bashung[8] : Melhor artista, melhor álbum e Melhor Tour por Bleu Pétrole Tournée. Foi sua última aparição pública e apresentação musical onde cantou ao vivo "Residents de la Republique" mesmo debilitado pelo câncer foi muito aplaudido pelo seu esforço de apresentar-se ao vivo mesmo nos últimos momentos de vida pois viria a morrer depois de 16 dias.[9] [10] [11]

BashungPaleo08.JPG

Bashung faleceu dia 14 de março de 2009 em decorrência de câncer de pulmão aos 61 anos no hospital Saint-Joseph em Paris. Foi enterrado no cemitério Père-Lachaise dia 20 de março de 2009. O então presidente francês Nicolas Sarkozy decreta luto e diz que "a nação perde um príncipe da cultura de nosso pais[...]"[12]

Em 1 de Janeiro de 2009, Bashung foi feito Chevalier (Cavaleiro) da Légion d'honneur alta honra concedida pelo governo da França.[13]

Influência e Lançamentos Póstumos[editar | editar código-fonte]

Bashung já havia trabalhado com Serge Gainsbourg em 1984 quando escreveram juntos o álbum Play Blessures, e em 2008 antes de sua morte gravou o cover do álbum de Serge Gainsbourg de 1976, L'Homme à la tête de chou porém foi adiado por causa de sua morte, sendo lançado apenas no ano de 2011. A ideia original era reativar o espetáculo teatral dirigido desde a década de 70 por Jean-Claude Gallotta com a trilha regravada de Bashung mas o projeto foi realizado apenas em 2011.[14]

Um artista multi-platina, Bashung recebeu três prêmios durante a cerimônia no Zenith de Paris, incluindo melhor artista masculino, melhor álbum por "Bleu Pétrole" (Barclay / Universal) e melhor show ao vivo. Ele passou sua carreira cantando um repertório pop-chanson. Com 12 troféus conquistados desde 1993, ele foi o artista mais premiado na história do Victoires de la Musique. Bashung, que tinha câncer, teve que adiar várias datas de sua última turnê. Ao receber o prêmio, ele disse que espera que as gravadoras iriam "permanecer em uma dimensão humana, fazendo as pessoas felizes com os lançamentos." Em fevereiro de 2010, a edição francesa da revista Rolling Stone colocou seis de seus álbuns em sua lista de "100 disques Essentiels du rock français" (100 essenciais Rocha álbuns franceses) com dois álbuns no top 10, Osez Joséphine no número um, e Fantaisie militaire, no número nove.

Discografia:[editar | editar código-fonte]

  • Bashung lançou 13 álbuns de material inédito durante sua carreira conseguindo um incrível sucesso crítico. De seus 13 álbuns 12 ganharam o prêmio francês Victoires de la Musique[2] e 6 aparecem na lista da Rolling Stone francesa entre os melhores da história francesa, incluindo a primeira colocação: Osez Joséphine.[1] Apesar disso contando compilações, parcerias, álbuns ao vivo, regravações, produções conjuntas com outros artistas Bashung lançou mais de 25 álbuns.

1977 - Roman Photos

1979 - Roulette Russe

1981 - Pizza

1982 - Play Blessures

Alain bashung.jpg

1983 - Figure Imposée

1986 - Passé le Rio Grande

1989 - Novice

1991 - Osez Joséphine

1994 - Chatterton

1998 - Fantaisie Militairie

2002 - L'Imprudence

2008 - Bleu Pétrole

2011 - L'Homme à tête de chou

Referências


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