Albânia

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Republika e Shqipërisë
República da Albânia
Bandeira da Albânia
Brasão da Albânia
Bandeira Brasão de armas
Lema: Ti Shqipëri më jep nder, më jep emrin shqipëtar! (Tu, Albânia, me deste honra, me deste o nome Albanês).
Hino nacional: Hymni i Flamurit
("Hino à Bandeira")
Gentílico: Albanês
Albano[1]

Localização da Albânia

Capital Tirana
41° 20' 00" N 19° 48' 00" E
Cidade mais populosa Tirana
Língua oficial Albanês¹
Governo República parlamentarista
 - Presidente Bujar Nishani
 - Primeiro-ministro Edi Rama
Formação  
 - Principado de Arbër 1190 
 - Liga de Lezhë 2 de março de 1444 
 - Independência do Império Otomano 28 de novembro de 1912 
 - Reconhecida pelas Grandes Potências 2 de dezembro de 1912 
 - Actual Constituição 28 de novembro de 1998 
Área  
 - Total 28 748 km² (143.º)
 - Água (%) 4,7
 Fronteira Montenegro, Cosovo (de facto)/Sérvia (de jure), Macedónia e Grécia
População  
 - Estimativa de 2014[2] 3 020 209 hab. 
 - Censo 2010 2 986 952 hab. 
 - Densidade 111.1 hab./km² (63.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2009
 - Total US$ 24 mil milhões 
 - Per capita US$ 8000 
IDH (2013) 0,716 (95.º) – elevado[3]
Moeda Lek (ALL)
Fuso horário CET (UTC+1)
Cód. ISO AL
Cód. Internet .al
Cód. telef. +355

Mapa da Albânia

¹ Grego, Macedónio e outras línguas regionais são reconhecidas pelo Governo como línguas minoritárias.

A Albânia (em albanês: Shqipëri/Shqipëria), oficialmente República da Albânia (em albanês: Republika e Shqipërisë), é um pequeno país montanhoso da península Balcânica, no sudeste da Europa.[4] Tem uma área total de 28 748 km² e uma população de cerca de 3 milhões de pessoas.[5] Sua capital é Tirana, também a maior e mais importante cidade do país.

Situada na borda ocidental da península Balcânica, limita-se ao norte com o Montenegro, a nordeste com o Kosovo, a leste com Macedônia e Grécia e ao sul e oeste com o Mar Adriático, do outro lado do qual se encontra a Itália.[6] A língua oficial é o albanês.[6] Na atualidade, a Albânia está entre os países menos desenvolvidos da Europa[7] , embora possua indicadores sociais superiores ao da média brasileira (em 2013). Segundo dados de 2011, cerca de 53% da população da Albânia vive em zonas urbanas (dos quais cerca de 25% vivem na capital Tirana), e 47% em zonas rurais. Em 2012, existiam na Albânia aproximante 120 mil automóveis.[8]

A Albânia foi uma nação comunista da Segunda Guerra Mundial até 1992.[9] Todavia, rompeu relações com a ex-União Soviética em 1961, e aliou-se à China.[10] O rompimento com a União Soviética separou a Albânia dos contatos com a maioria dos outros países.[10] Poucos visitantes estrangeiros têm permissão de entrar na Albânia.[10] A partir de 1978, as relações com a China ficaram estremecidas.[10]

A Albânia fez parte do Império Otomano por mais de 400 anos.[11] Conquistou sua independência em 1912. Seu nome em albanês é Shqipëria, que significa A Terra da Águia.[12] O nome oficial da Albânia é Republika e Shqipërisë (República da Albânia).[13] Tirana, com cerca de 343 078 habitantes é a capital e cidade mais populosa.[14]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome Albânia, do grego Albanía e do latim Albania, aparece pela primeira vez com Ptolomeu (c. 90 - Canopo c. 168) referindo-se ao país considerado. Já como região da Ásia Menor, à margem do Cáspio, aparece com Plínio (23-79), ademais do fato de que os gentílicos latinos albanenses, albaniaci, albanienses e albani signifiquem, em diferentes situações textuais dos clássicos latinos, os habitantes das duas Albãnias acima referidas e ainda da região de Alba Longa, perto do Lácio, na Itália, e duma Albânia na Tarraconense. A Albânia de que se trata neste artigo parece ter o nome formado da raiz céltica alp, "altura", de que o vocábulo Alpes é cognato. Os albaneses a si mesmos se chamam skipetars, "moradores de terras altas".[12]

História[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

Entre o fim da Idade do Bronze e o começo da Idade do Ferro (c. 1000 a.C.), os indo-europeus chegaram à Ilíria, região de litoral recortado e ásperas montanhas, cuja ocupação datava do Paleolítico. A partir do século VII a.C., mantiveram frequentes contatos com os gregos e macedônios, seus vizinhos do sul, sem perder, no entanto, a identidade. Organizaram-se, com o tempo, em uma variedade de principados autônomos, que Filipe II (e. 359-336 a.C.) e Alexandre (336-323 a.C.) da Macedônia anexaram, um a um. Depois da morte de Alexandre e da fragmentação do seu império, todos esses pequenos Estados recuperaram a independência.[15]

Épiro[editar | editar código-fonte]

O reino de Epiro, com capital em Janina, distinguira-se dos demais e conheceu, sob Pirro (C. 295-272 a.Ci), da dinastia dos molossos. uma era de esplendor. Pirro fez guerra aos romanos e bateu-os, sofrendo perdas consideráveis, em Heracleia (c. 280 a.C.) e Áusculo (e. 279 a.C). Daí a expressão "vitória de Pirro": Ocupou. depois, por algum tempo, a Sicília. Derrotado em Benavento (e. 275 a.C.) por Cúrio Dentato. abandonou suas pretensões na península Itálica, pela conquista do Peloponeso, e morreu em Argos.[15]

A Ilíría romana[editar | editar código-fonte]

No século II a.C., os ilírios caíram sob o domínio de Roma, que fora sempre a vítima principal da sua pirataria no mar. Em 228 a.C. , o cônsul Gneu Flávio pôs uma esquadra de duzentos barcos no Adriático, com o que a rainha ilíria, Teuta, se rendeu. Mas o último rei ilírio do interior não depôs as armas até 168 a.C., e só em 27 a.C., desbaratada a resistência popular, pôde ser o país reduzido à condição de província romana. Vinho e azeite, queijos de cabra e peixe fresco da Ilíria passaram a figurar nos cardápios romanos.[15]

Em continuação à via Ápia, uma grande estrada - a via Egnácia - foi construída através do território. ligando Dirráquio (Durazzo) a Tessalônica e a Bizâncio. Vínculo importante com a Ásia, por ela chegavam do Oriente joias, brocados, perfumes e especiarias.[15]

Esse grande movimento comercial enriqueceu a província. Apolônia da Ilíria, que fora colônia coríntia já em 588 a.C., tornou-se centro cultural de nomeada. Júlio César mandou que seu sobrinho Otávio completasse ali a sua educação. Em 43, quando da partilha do mundo pelos segundos triúnviros, o rio ilírio Drin foi escolhido como limite entre os domínios de Marco Antônio (Oriente) e Otávio (Ocidente).[15]

Não se extinguiram, porém, com o prestígio e o progresso, os sentimentos nacionalistas do povo ou a sua paixão de liberdade.

Otávio foi obrigado a submeter em pessoa os dálmatas do nordeste (c. 35-33 a.C.) - o que lhe aumentou a popularidade em Roma - e Tibério teve de sufocar uma segunda revolta, ainda pior (c. 6-9 d.C.).[15]

O século I d.C. viu a conversão do país ao cristianismo por dois apóstolos, São Asto, de Durres (Durazzo), e São Donato, de Vlorë. A província, que lutara bravamente pela preservação da sua personalidade nacional, já se tinha romanizado a essa época e começava a influir nos destinos do império. Acabou por dar. no século III, vários césares a Roma: Aureliano, natural de Sirmio, Diocleciano, de Saiona, e Constantino, de Naísso.[15]

Com a reorganização do império no ano 379 d.C.; dividiu-se em duas províncias irmãs, a Ilíria ocidental e a oriental, que incluía, além da Dácia. a Macedônia e a Grécia (Acaia). Em 395 d.C., na grande cisão, passaram amba s a integrar o império romano do Oriente.[15]

Invasões[editar | editar código-fonte]

Dos séculos III ao V, a região foi assolada por sucessivas invasões bárbaras, sobretudo de visigodos e hunos. Nos séculos VI e VII. chegaram os eslavos, que, em cem anos, conseguiram transformar completamente a etnia do país. As populações primitivas refugiaram-se nas montanhas mais inacessíveis e os albaneses de hoje são descendentes diretos desses poucos remanescentes, que guardaram a pureza da língua ilíria, de tronco indo-europeu.[16]

O país permaneceu, todavia, sob domínio bizantino até o século IX. Foi conquistado, então (c. 870 d.C.), pelos búlgaros. Em 1018, foi reconquistado pelos bizantinos (Basílio II Bulgaróctone). Nos séculos XI e XII, amiudaram-se as invasões normandas, encabeçadas por Roberto Guiscardo e por seu filho Bohemond. Roberto tomou Durrés (Durazzo) em 1082, vencendo a resistência do imperador Aleixo I Comneno. O nome Albânia reaparece então no relato que fez sua filha, Ana Comnena, sobre o episódio.[16]

Despotato do Epiro[editar | editar código-fonte]

O cisma religioso do ano 1054 colocou certas áreas do norte sob a influência da Igreja romana. Os senhores feudais da região ganharam, assim, mais um elemento de diversidade em que basear suas reivindicações de autonomia. A queda de Constantinopla na IV cruzada e a desaparição dos comnenos, cujo império foi tragado pelo latino do Oriente, levaram à criação na Albânia de principados independentes.[16]

O mais importante foi o do Epiro, fundado (1204) por Miguel Anjo Comneno, que compreendia não só o território do antigo Epiro de Pirro, mas quase toda a atual Albânia e algumas áreas circunvizinhas. Seu sucessor. Tomás Anjo Comneno. destronou o imperador latino, legitimamente eleito, Pedro de Courtenay: capturou-o quando se ia a caminho de Constantinopla para a sua sagração; e-fez-se coroar em Salonica. Mas foi derrotado logo em seguida, também no caminho de Constantinopla, por João Asen II da Bulgária. O perdido despotato foi reconstituído depois da morte de João por Miguel II Anjo, mas teve vida efêmera. Em 1264, Miguel VIII Paleólogo reincorporou-o ao Império Bizantino.[16]

Desde 1261, toda a região era reclamada por Carlos I d'Anjou, irmão de São Luís e rei de Nápoles. Em 1269, instalou-se em Vlorë. Em 1272, proclamou-se rei da Albânia. Foi o primeiro a assumir tal título. No século XIV. o país caiu sob o domínio dos sérvios e se integrou no império de Estêvão IX Uros Dusan. À sua morte (1355), a Albânia fragmentou-se mais uma vez. Dos pequenos reinos então formados, os mais importantes parecem ter sido os de Thopia, Blasha e Shpta. Suas lutas internas e rivalidades com Veneza levaram à intervenção dos turcos, inimigos dos venezianos.[16]

Os turcos[editar | editar código-fonte]

Os excessos da ocupação otomana provocaram revoltas esporádicas e locais. A aparição de um chefe carismático - George Kastrioti Skanderbeg - canalizou a insatisfação popular numa verdadeira guerra santa contra o Crescente. O papa Pio II, Piccolornini, fez apelos em favor dos albaneses junto aos reis da cristandade e precgou uma nova cruzada. Mas a falta geral de entusiasmo pela ideia, evidente no congresso de Mântua (1450), abortou o projeto.[17]

A oportunidade para a sublevação nacional foi a guerra turco-húngara de 1443. Murad II, de quem Skanderbeg fora ironicamente o favorito, enviou contra ele o seu melhor general. Batidos na fronteira, os turcos acabaram por firmar uma trégua (1461). Teve curta duração. Em 1466 e 1467, os turcos voltaram e por duas vezes puseram sítio a Croia (Kruja), Da primeira, o próprio sultão, já a essa altura Maomé II, comandou o ataque, com 200 mil homens. A praça resistiu.[17]

Skanderbeg (tratado de Gaeta, 1451) tinha assinado uma aliança de assalagem com Afonso I de Nápoles, V de Aragão. Não estava completamente só. E, enquanto foi vivo, a Porta não conquistou a Albânia. Morto em 1468, invicto mas velho e doente, o domínio otomano se estendeu rapidamente sobre todo o pais.[17]

Foi uma dominação cruel. Os séculos XVI e XVII viram a conversão das populações terrorizadas ao islã, o recrutamento forçado para os exércitos do sultão, a emigração em massa para a Sicília e a Calábria. Os antigos principados autônomos foram submetidos a paxás e esses muitas vezes usaram em seu proveito a revolta larvada da população local. Vários deles tentaram fazer-se independentes.[17]

A morte de Skanderbeg tivera outra conseqüência: a expansão das possessões venezianas. Veneza, que já era senhora, desde o século XV, de Durres e Scutari, anexou, então, a maior parte do principado de Croia (Kruja). Agora, com a chegada dos turcos, foi obrigada a ceder-lhes tudo: primeiro, Scutari e Kruja, depois Durrés (1502).[17]

Sob ocupação turca, a Albãnia conheceu um longo peno do de estagnação. A administração apoiou-se de início numa rede de feudos militares, não hereditários. mas aos poucos deixou-se envolver pelos grandes proprietários fundiários. de que passou a depender e cuja riqueza passava de pai para filho, O que eternizava o sistema. Só no século XVIII o país começou a sair da imobilidade. Houve um surto de atividade econômica, embora fraco, e alguns principados conheceram certo florescimento. O mais notável foi o de Janina, nas montanhas do sul, onde Ali paxá de Tebelen, que se fizera senhor do Epiro, construiu estradas e promoveu a indústria. O sultão marchou contra ele em 1813. O cerco de Janina durou dois anos (1820-1822) e poderia ter durado mais, se Ali não fosse assassinado a traição durante uma conferência com Kurshid paxá, comandante das forças da Porta.[18]

Em 1830 houve o massacre de Monastir; em 1831, a tomada de Shkodér, que fora sede, até 1796, do paxá Karamahmut; em 1839, as reformas chamadas de Tanzimat, que instalaram um novo modelo de administração; em 1847, a revolta geral dos albaneses contra os turcos.[18]

O movimento de independência[editar | editar código-fonte]

O Congresso de Berlim (1877-1878), que mudou a face da Europa. deu terras da Albânia ao vizinho Montenegro. Com o assentimento dos turcos, os albaneses formaram urna liga (de Prizren) contra a espoliação, as potências puseram navios no Adriático em apoio do Montenegro. Reconhecendo, tardiamente, que a luta era, no fundo, pela independência, os turcos apoiaram a esquadra, e os albaneses perderam os portos de Antivardi e Dulcigno.[19]

O movimento nativista procurou, então, outros caminhos. Fundaram-se escolas para a difusão da língua, editaram-se livros, e veio a lume o primeiro jornal, Drita. Mas a liga de Prizren teve de ser dissolvida. A revolução dos jovens Turco (1908) deu novo ânimo aos patriotas, que passaram a reclamar uma Albânia autônoma no seio do império.[19]

As guerras balcânicas de 1912 punham em perigo o território nacional que a Porta já não tinha condições de defender e que era cobiçado por montenegrinos. sérvios e gregos. O velho diplomata Ismail Kemal Vlórë, depois de assegurar apoio das capitais europeias, proclamou a independência (28 de novembro de 1912) em Vlorë foi escolhido para encabeçar o governo provisório.[19]

A Conferência de Londres de 1913 reconheceu o fato e pôs a Albânia neutra sob a proteção das grandes potências. Kossovo ficou, todavia, com a Sérvia, embora tivesse uma população de 800 mil albaneses. A fronteira com a Grécia foi determinada por um protocolo posterior, de Florença (1913).[20]

As potências indicaram Guilherme de Wied, príncipe renano, como rei da Albânia. Não conseguiu governar. Os gregos tomaram Gjirokaster os montenegrinos Scutári e uma revolta de inspiração turca rebentou em Tirana. O soberano, que assumira em março de 1914, retirou-se em 3 de setembro.[20] Em agosto tinha começado a Primeira Guerra Mundial. Assediada por todos os lados, apesar de neutra, a Albânia foi ocupada pelos beligerantes até 1918.[21]

Na Conferência de Paris, o presidente Wilson impediu a partilha do seu território entre os vizinhos, mas só na Conferência dos Embaixadores (1921) foram reconhecidas como válidas as suas fronteiras de 1913. Desde 1920, tinha formado governo próprio, sob Suleiman Delvina, escolhera Tirana para capital e entrara para a Sociedade das Nações. As forças de ocupação deixaram, então, o país: primeiro os aliados, franceses e italianos, por fim os iugoslavos.[22]

Não foram fáceis os primeiros anos do após-guerra. A única figura notável é a de Ahmed Zogu, jovem senhor feudal do Mati, chefe do clã dos Zogoli, que se fez ministro do Interior de 1920 a 1922 e primeiro-ministro de 1922 a 1924. Uma revolução liberal derrubou-o em junho, mas em dezembro voltava ao país, com recursos e homens reunidos na Iugoslávia.[23] Aliou a Albânia à Itália por dois tratados (1926- 1927)[24] e, um ano mais tarde, passava de presidente da república a rei, como Zog I.[25]

Sua carreira se confunde, até 1939, com a história da Albânia. Ditador, restabeleceu a ordem, mas governou apoiado na gendarmaria e nos latifundiários. A Itália, que investira grandes capitais no país, fundara e financiara o banco nacional da Albânia (1925); financiou também a ditadura com empréstimos sucessivos, por motivos políticos. Ao fim, Mussolini resolveu intervir. Depois de apresentar uma lista de exigências extremas, como a união aduaneira e o estacionamento de forças armadas, invadiu o país na sexta-feira da Paixâo de 1939. Zog fugiu e uma assembleia fantoche deu a coroa da Albânia a Vítor Emanuel III.[26]

A ocupação italiana durou de 1939 a 1944. O país foi colonizado e adaptado ao modelo fascista. Em 1940, serviu de base à conquista italiana da Grécia. Em 1941, ao ataque alemão. Deu-se nesse ano o atentado de Vasil Laci contra o rei da Itália, em visita oficial.[26]

Presidente e Rei Zog da Albânia.

É que a resistência não esmorecera, apenas se tinha recolhido à clandestinidade. Aí formou-se, em 1941, uma Frente Nacional Libertadora, sob chefia comunista (Enver Hoxha). Outro grupo, igualmente antifascista e antizoguista. mas não comunista, arregimentou-se, sob a chefia de Midhat Frashcri (Frente Nacional). Em 1943, graças aos esforços aliados, os dois movimentos se uniram, num Comitê de Salvação Pública (acordo de Mukaj), que Hoxha abandonou, mais tarde, por influência de Tito. Abas Kupi, até então aliado de Hoxha, separou-se dele e formou um terceiro grupo, antifascista mas zoguista: os legaliteti.[27]

À rendição italiana (1943) seguiu-se a proclamação pela Alemanha da independência da Grande Albânia étnica e a luta pela hegemonia entre os diversos movimentos da resistência.[26]

Hoxha venceu. Em 1944 era fundado um comitê antifascista da revolução nacional. Hoxha tornou-se comandante-chefe do exército clandestino de libertação nacional, que expulsou os remanescentes alemães enquanto o comitê se transformava em governo provisório (1944) e obtinha reconhecimento internacional.[28] Em 1945, as eleições gerais para a assembleia constituinte deram maioria maciça a Hoxha, e o partido comunista assumiu o poder. A Albânia voltara às fronteiras de 1913.[29]

A reconstrução foi penosa e a repressão interna sem quartel. A constituição de 1946 criou a República Popular da Albãnia.[29] Dez anos depois, o país era admitido na Organização das Nações Unidas.[30] Sua política moldou-se de início à da ex-União Soviética, a ponto de romper com a Iugoslávia em 1948.[31] Mas já em 1961, ao tempo de Khrushchev, rompia com a ex-União Soviética. A partir daí, a Albânia seguiu a linha chinesa. Em 1968 o país retirou -se do Pacto de Varsóvia,[32] ao qual aderira em 1955.[33] A hostilidade contra a Iugoslávia permaneceu aguda. Em dezembro de 1976 entrou em vigor uma nova constituição que declarava a AIbânia uma República Socialista Popular e reafirmava a política de auto-suficiência.[34]

Palácio da Cultura de Tirana, Albânia, cuja primeira pedra foi simbolicamente lançada por Nikita Khrushchev.

Em 1978 a Albânia rompeu relações com a China, pondo fim a um longo processo de cooperação que se iniciara em 1963 com uma visita a Tirana do primeiro-ministro Chu En-Lai. O rompimento com a China acentuou o isolamento internacional da Albânia, que só voltaria a normalizar suas relações internacionais no final dos anos 80.[34]

A década de 1980[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 1981 Mehmet Shehu, chefe do Conselho de Ministros (primeiro-ministro) desde 1954, foi morto num atentado. Adil Carcani, vice de Shehu, assumiu o governo. Em setembro de 1982 as autoridades frustraram uma tentativa de invasão do país por um grupo de exilados albaneses. Em novembro Ramiz Alia substituiu Haxhi Lleshi na liderança do Presidium da Assembleia do Povo. No ano seguinte diversos ex-ministros foram executados.

Enver Hoxha morreu em abril de 1985 e Alia sucedeu-lhe como primeiro-secretário do Partido Albanês do Trabalho (PAT). Em março de 1986 Nexhamije Hoxha, viúva de Hoxha, foi eleita líder do Conselho Geral da Frente Democrática da Albânia. Alia foi reeleito primeiro-secretário do PAT em novembro de 1986 e presidente do Presidium da Assembleia do Povo em fevereiro de 1987. Nessa mesma data Carcani foi renomeado chefe do Conselho de Ministros.

A queda do regime comunista[editar | editar código-fonte]

Em 1989 a onda de mudanças que varria a União Soviética e a Europa oriental chegou à Albánia, com as primeiras manifestações antigovernamentais e tentativas de fuga em massa do país.

A insatisfação política era alimentada pelo agravamento da crise econômica, na qual os velhos problemas da baixa produtividade, da ineficiência e da obsolescência tecnológica viram-se agravados nessa época por uma prolongada seca que, além de fazer cair o produto agrícola, reduziu drasticamente a geração de energia elétrica.

A democratização da Albânia começou em 1990 e avançou em ritmo célere ao longo de 1991. O colapso do comunismo - que ameaçava provocar a desintegração política, social e econômica do país - refletiu -se num episódio de fevereiro de 1991, quando uma multidão derrubou, na praça principal de Tirana, a estátua de Enver Hoxha.

A partir de 1990 o governo começou a reorientar país rumo à economia de mercado e a reintegrá-lo à economia mundial. Após conceder maior autonomia financeira às empresas, com salários baseados na produtividade, e anunciar a intenção de acabar com os subsídios estatais aos alimentos, o governo divulgou a realização de negociações com vistas à entrada do país no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Banco Mundial.

Também foi aprovada uma lei de proteção aos investimentos estrangeiros e anunciada a criação do Banco Ilíria, uma joint-venture com capitais suíços. Em 1991 foi estabelecido o Comitê para a Reorganização da Economia, destinado a promover a privatização das empresas estatais.

Na arena política, o governo do PTA: tentou, a princípio, dosar o ritmo das reformas para não perder o controle da situação. Em 1989 promoveu uma anistia limitada de presos políticos; permitiu a apresentação de até três candidatos nas eleições para a Assembleia do Povo; promoveu a reforma judiciária, com a recriação do Ministério da Justiça, extinto em 1966; liberou as viagens de férias ao exterior; regulamentou o direito de manifestação; e marcou eleições para o início de 1991. Tais paliativos, contudo, não impediram que a hegemonia dos comunistas fosse em breve atropelada pelos fatos.

Premido por uma sucessão de greves e manifestações em todo o país, além da fuga de 15 mil pessoas (até meados do ano 46 mil outras deixariam o país), o governo autorizou, em dezembro de 1990, a criação de partidos de oposição (dias depois nasceu a primeira agremiação oposicionista, o Partido Democrático da Albânia - PDA) e ampliou os expurgos dos seguidores da linha-dura nas fileiras do partido oficial.

Em fevereiro de 1991 Alia substituiu o primeiro-ministro Adil Carcari pelo reformista Fatos Nano e anistiou todos os presos políticos. As eleições pluripartidárias realizadas no final de março - as primeiras em mais de 50 anos - geraram um impasse político: embora os eleitores das cidades votassem em peso na oposição, os comunistas do PTA, conseguiram vencer o pleito com o voto das regiões rurais, onde se concentrava 63% da população. Tal resultado gerou uma série de protestos (os mais graves na cidade de Shkoder) e greves que, juntos com o boicote da oposição liderada pelo PDA, acabaram por causar em junho a substituição do gabinete de Nano por um "governo de salvação nacional" liderado por Ylli Bufi. O PTA mudou seu nome para Partido Socialista e, sob a liderança de Nano, que substituiu Alia na presidência do partido, passou a defender e economia de mercado. O país, por sua vez, também mudara de nome em março, quando passou a chamar-se República da Albânia, com a eliminação dos adjetivos Socialista e Popular.

Em 1992 os eleitores rurais finalmente abandonaram os candidatos comunistas e contribuíram para a vitória do PDA. nas eleições nacionais de março. O país passava, então, por grandes dificuldades econômicas e sociais, com o fechamento de numerosas fábricas, hiperinflação e uma taxa de desemprego da ordem de 70%. Quase todos os alimentos disponíveis provinham da ajuda externa, os hospitais não tinham remédios e a criminalidade alcançava proporções epidêmicas.

Em 1997, a falência de um esquema financeiro fraudulento respaldado pelo Estado, que prometia lucros anuais de até 300%, causa prejuízos à população. O Partido Socialista da Albânia (PSSh), ex-comunista, lidera protestos em Tirana. Há confrontos, nos quais morrem pelo menos 3,5 mil pessoas. Mais de 15 mil se refugiam na Itália. Para pôr fim à crise, as eleições parlamentares são antecipadas. O PSSh vence e Sali Berisha renuncia O Parlamento elege para a Presidência o líder do PSSh, Rexhep Mejdani. Fatos Nano, também do PSSh, é o novo primeiro-ministro.

Conflito em Kosovo[editar | editar código-fonte]

Em 1998, o assassinato do deputado Azem Hajdari, líder do PDSh, provoca distúrbios na capital. Acusado de envolvimento no crime, Nano renuncia e é substituído como premiê por Pandeli Majko (PSSh). No mesmo ano, a escalada. de violência na província iugoslava do Kosovo leva milhares de kosovares de etnia albanesa a se refugiar na Albânía, A eclosão desses conflitos traz à tona o projeto de uma "Grande Albânia", país que encerraria em suas fronteiras os albaneses da região. Os bombardeios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Iugoslávia (atual Sérvia). em março de 1999, aumentam o fluxo de albaneses kosovares para o país.

Século XXI[editar | editar código-fonte]

Em 2002, Alfred Moisiu é eleito presidente e indica Fatos Nano (PSSh) para primeiro-ministro. O PDSh vence as eleições parlamentares de 2005 e nomeia o ex-presidente Sali Berisha (PDSh) como primeiro-ministro. Em 2002, a União Europeia (UE) sela acordo de estabilização e associação com a Albânia, o que representa o primeiro passo para a eventual entrada do país na comunidade. Em junho de 2007, a visita do presidente dos Estados Unidos, George Walker Bush, causa comoção nacional. Albaneses do Kosovo atravessam a fronteira para ouvir Bush defender a independência do Kosovo, que formalmente ainda é um território pertencente à Sérvía.

O Parlamento elegeu em julho Bamir Topi (PDSh) novo presidente da Albânia. Em seu primeiro discurso como presidente, Topi também defende a independência do Kosovo. Em dezembro, o governo anuncia que pagará, a partir de 2008, um total de 417 milhões de euros às famílias de 2 mil pessoas mortas e 15 mil presas pelo regime de Enver Hoxha.

Em 17 de fevereiro de 2008, a Albânia saúda a independência do Kosovo, declarada unilateralmente nesse dia. Em abril de 2009, o país é admitido oficiamente, com a Croácia, na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), No mesmo mês, Berisha formaliza pedido de adesão à União Europeia, que condiciona o ingresso do país a progressos na administração estatal e no combate à corrupção.

Nas eleições parlamentares de junho, o PDSh, de Berisha, e seus aliados vencem por estreita margem, conquistando 70 cadeiras das 140 em disputa, contra 66 do PSSh. Observadores internacionais criticam irregularidades no pleito, o que prejudica as aspirações do país de ingressar na UE.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ilhas na comuna de Ksamil, no sul do país

A Albânia possui uma área total de 28 748 quilômetros quadrados. Localizada entre as latitudes 39º e 43º N e, na maior parte, entre as longitudes 19º e 21º E (uma pequena área está a leste de 21º E). A costa da Albânia se estende por 476 quilômetros[35] e se estende pelos mares Adriático e Jônico. Cerca de setenta por cento do país é montanhoso ou de colinas e normalmente inacessível do exterior. A maior montanha é o Monte Korab, situado no distrito de Dibër, atingindo 2 753 metros. O clima na costa é tipicamente mediterrânico, com invernos úmidos e verões quentes, ensolarados e secos. As condições dependem muito da altitude. As áreas acima de 1 500 metros são frias, com ocorrência de neve no inverno, podendo esta permanecer até a primavera.

Além da capital, Tirana, que tem 800 000 habitantes, as cidades principais são Durrës, Korçë, Elbasan, Shkodër, Gjirokastër, Vlorë e Kukës. Na gramática albanesa, uma palavra pode ter formas definidas e indefinidas e isso também se aplica aos nomes das cidades: tanto Tiranë e Tirana, Shkodër e Shkodra são usados.

Os três maiores e mais profundos lagos tectônicos da Península Balcânica estão parcialmente localizados na Albânia. O Lago Escútare no nordeste do país tem uma superfície que varia entre 370 e 530 quilômetros quadrados, dos quais um terço pertence a Albânia e o resto a Montenegro. O Lago Ohrid, situado no sudeste do país, é compartilhado entre a Albânia e a República da Macedônia. Possui uma profundidade máxima de 289 metros e uma variedade única de flora e fauna, incluindo "fósseis vivos" e outras espécies endêmicas. Por causa do seu valor natural e histórica, o Lago Ohrid está sob proteção da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Há também o Lago Butrinti, que é um pequeno lago tectônico localizado no Parque Nacional de Butrint.

Geomorfologia e hidrografia[editar | editar código-fonte]

Mountains in central Albania.

A Albânia faz parte do sistema de Montanhas Dináricas, formado durante o Terciário e que se estende de noroeste para sudoeste, influenciando fortemente a orografia. De um modo geral, o relevo do país assemelha-se a um anfiteatro de elevadas montanhas e de platôs recortados, bordejando as terras baixas do litoral. Na região setentrional encontram-se os Alpes Albaneses do Norte, série de elevadas montanhas e platôs que tem como ponto culminante o Maje Jezerce (2 695 m), A sudoeste da região alpina localizam-se os Planaltos de Cukali, cujas altitudes variam entre 900 e 1 500 m. A Zona da Serpentina estende-se desde o sudoeste dos Alpes até próximo à fronteira com a Grécia. Paralelos a essa zona erguem-se os Planaltos Centrais, que têm como limites naturais as Planícies Costeiras e os Planaltos do Sudoeste. Há ainda a região dos Planaltos Orientais e dos Lagos Macedônios, onde, ao lado das depressões lacustres, observam-se as altas montanhas do Mal' i Thate, Morava e Gramos.

Os principais rios albaneses, como o Drin, o Shkumbin e o Vijose, atravessam o país e desembocam na planície litorânea. Alguns lagos parcialmente albaneses, como o Scutari, a noroeste, e os lagos macedônios Ohrid e Prespa, entre outros, complementam o quadro hidrográfico.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima da planície albanesa é tipicamente mediterrâneo, com invernos brandos (média de 5 até 10°C) e verões quentes (média 26° ou mais, com máximos de 40°) e secos. Nas montanhas o clima é severo, continental, com grandes amplitudes térmicas. No verão as temperaturas médias andam por volta dos 23°; mas no inverno descem à faixa entre 0ºC e 2°C, com extremos que chegam até -25°C. Podem ocorrer então tempestades de neve e vento; não é raro também descer para a planície o bora, vento frio e ressecante. O relevo acidentado da Albânia e a área ciclonal do Adriático causam altas precipitações (média de 1 350mm anuais e máxima de 3 000mm), que são das mais elevadas da Europa.

Ecologia e meio-ambiente[editar | editar código-fonte]

Aguia-real, o símbolo nacional da Albânia.
Lince, ainda existente na Albânia.

Exceto nas regiões lacustres, nos pântanos litorâneos e nas altas montanhas, a vegetação natural é constituída de florestas. Próximo da costa predomina o maqui, sendo típicas espécies de zimbros, carvalhos, mirtos e amoreiras. No interior são comuns as florestas de carvalhos. Existem florestas de faias nas vertentes mais altas das montanhas, enquanto a vegetação característica das rochas serpentinas são os pinheiros.

A fauna é tipicamente mediterrânea, destacando-se, entre os mamíferos, o chacal, a cabra selvagem e o porco-espinho e, entre as aves, o grande cuco e a toutinegra. Existem várias espécies de répteis e insetos, e a fauna ictiológica dos lagos e rios inclui a carpa e o salmão pequeno.

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população é composta de albaneses (95%) e de uma minoria grega de 3%.

Muitos albaneses étnicos vivem também na fronteira com Kosovo. A língua oficial é o albanês, embora alguns também falem grego.


Religião[editar | editar código-fonte]

De acordo com Association of Religion Data Archives em 2010 a população albanesa dividia-se religiosamente da seguinte forma:[36]

Religião na Albânia
Religião % aprox.
Muçulmanos
  
61,9%
Cristãos
  
31,6%
Agnósticos
  
5,8%
Bahaí
  
0,2%
Ateus
  
0,5%

Existe ainda uma minoria de Judeus estimada em menos de 0.1%

Política[editar | editar código-fonte]

Assembleia Nacional na cidade de Tirana.

O chefe de estado é o presidente, que é eleito pelo Kuvendi Popullor, ou Assembleia do Povo. A maior parte dos 155 membros da Assembleia do Povo é eleita pelos albaneses em eleições realizadas de 5 anos em 5 anos. O presidente é ajudado por um conselho de ministros, que é nomeado pelo presidente.

Símbolos nacionais[editar | editar código-fonte]

A bandeira[editar | editar código-fonte]

A bandeira nacional da Albânia é uma bandeira vermelha com uma águia bicéfala negra. Deriva do brasão, de desenho similar, de Gjergj Kastriot Skanderbeg, um líder albanês do século XV que esteve à frente da revolta contra o Império Otomano que resultou num breve período de independência da Albânia, entre 1443 e 1478.

Seu desenho foi inspirado na águia bizantina, símbolo comum em toda Europa oriental. Com o comunismo, sua interpretação foi alterada para enaltecer a segurança e união do país, com uma cabeça voltada para o norte e outra para o sul.

A bandeira atual foi oficialmente adoptada a 7 de abril de 1992, mas anteriores estados albaneses, como o Reino da Albânia e o estado comunista do pós-guerra usaram uma bandeira basicamente igual, com o primeiro a incluir o "Capacete de Skanderbeg" sobre a águia e o segundo uma estrela vermelha orlada a amarelo na mesma posição.

O escudo[editar | editar código-fonte]

O emblema da Albânia é uma adaptação da bandeira da Albânia. O emblema acima da cabeça das duas-cabeças de águia é o capacete de Skanderbeg, encimada com cornos de cabra.

O emblema tem dimensões de 1:1.5. Por vezes é considerada a violar a regra do esmalte, porque, na heráldica inglesa e francesa, sable (preto) é considerado uma cor, enquanto que noutros países, muitas vezes, é considerada uma pele [carece de fontes?].

Hino[editar | editar código-fonte]

Hymni i Flamurit é o hino nacional da Albânia. A letra foi escrita pelo poeta albanês Aleksander Stavre Drenova, tendo sido publicada originalmente como um poema na Liri e Shqipërisë (Liberdade da Albânia), um jornal albanês de Sófia, na Bulgária. A música do hino foi composta pelo compositor romeno Ciprian Porumbescu.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

A Albânia está dividida em 12 prefeituras (em albanês: qarke, singular qark), às vezes designadas regiões. As prefeituras estão por sua vez divididas em 36 distritos (em albanês: rrethe, singular rrethi), às vezes traduzidos como subprefeituras. Apesar de terem sido dissolvidos em 2000, os distritos continuam mantendo papel administrativo. Os distritos estão subdivididos em 309 comunas (em albanês: komuna) e 65 municipalidades (em albanês: Bashkia). A municicipalidade de Tirana, onde se localiza a capital, tem um estatuto especial.

Prefeituras da Albânia.
Prefeitura Distritos Capital
1 Berat Berat, Kuçovë, Skrapar Berat
2 Dibër Bulqizë, Dibër, Mat Peshkopi
3 Durrës Durrës, Krujë Durrës
4 Elbasan Elbasan, Gramsh, Librazhd, Peqin Elbasan
5 Fier Fier, Lushnjë, Mallakastër Fier
6 Gjirokastër Gjirokastër, Përmet, Tepelenë Gjirokastër
7 Korçë Devoll, Kolonjë, Korçë, Pogradec Korçë
8 Kukës Has, Kukës, Tropojë Kukës
9 Lezhë Kurbin, Lezhë, Mirditë Lezhë
10 Shkodër Malësi e Madhe, Pukë, Shkodër Shkodër
11 Tirana Kavajë, Tirana Tirana
12 Vlorë Delvinë, Sarandë, Vlorë Vlorë

Economia[editar | editar código-fonte]

A Albânia é um dos países mais pobres da Europa, com metade da população economicamente ativa acoplada ainda à agricultura e com um quinto trabalhando no exterior.

O país tem que tratar de uma taxa de desemprego elevada, de corrupção no governo e do crime organizado. A Albânia é ajudada financeiramente pela Itália e Grécia, das quais também importa muito, além de exportar pouco.

O dinheiro vem de empréstimos e de refugiados que trabalham no exterior.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Uma porcentagem importante da renda nacional da Albânia vem do turismo, representando 10% de seu PIB, e este número deverá aumentar na próxima década. A Albânia acolheu cerca de 4,2 milhões de visitantes em 2012, principalmente de países vizinhos e da União Europeia. Em 2011, a Albânia foi listado como o destino turístico top a nível mundial, pelo Lonely Planet. [37]

A maior parte da indústria do turismo está concentrada ao longo do Adriático e na costa do Mar Jônico. Este último tem as mais belas e intocadas praias e é muitas vezes chamado de a Riviera Albanesa. O aumento no número de visitantes estrangeiros é significativa, a Albânia tinha apenas 500 mil visitantes em 2005, enquanto em 2012 teve um número estimado de 4,2 milhões de turistas. Um aumento de 840% em apenas sete anos.

A maioria dos turistas internacionais que vão para a Albânia são de Kosovo , República da Macedônia, Montenegro , Grécia e Itália.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Antes dos comunistas chegarem ao poder, a taxa de alfabetização na Albânia era muito baixa, apenas 15%. Escolas eram escassas na época entre a Primeira Guerra Mundial e a Segunda. Quando os comunistas chegaram ao poder em 1944 o regime queria acabar com o analfabetismo. O regulamento era tão estrito que qualquer um entre 12 e 40 anos que não pudesse ler ou escrever era mandado para participar de aulas para aprender. Desde essa época de luta contra o analfabetismo a taxa de alfabetização aumentou bastante.[38] Em 2008 a taxa de alfabetismo na Albânia era de 98,7%, sendo a taxa para os homens de 99,2% e para as mulheres de 98,3%.[39] Desde os mais largos êxodos rurais na década de 1990, a educação se moveu também, com milhares de professores se mudando para as áreas urbanas acompanhando seus estudantes.

Saúde[editar | editar código-fonte]

Quando Hoxha chegou ao poder da Albânia os serviços se tornaram nacionalizados e gratuitos, foram estendidos até os vilarejos mais remotos, houve uma queda da mortalidade e a expectativa de vida aumentou drasticamente,[40] aspectos que o país herda até hoje. A maioria dos hospitais se localizam em Tirana e Durrës. A Faculdade de Medicina da Universidade de Tirana (Universiteti i Tiranës) é a principal instituição na área de saúde mas há também escolas de enfermagem em várias outras cidades.

As doenças relacionadas ao sistema circulatório são a principal causa de morte, sendo a segunda causa as doenças de Neoplasia.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Portal da Língua Portuguesa - Dicionário de Gentílicos e Topónimos.
  2. Country Comparison: Population (em inglês) CIA - The World Factbook (2014). Visitado em 16 de novembro de 2014.
  3. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Human Development Report 2014 (em inglês) (24 de julho de 2014). Visitado em 2 de agosto de 2014.
  4. União Europeia. Europa: países. Visitado em 28 de julho de 2012. Cópia arquivada em 28 de julho de 2012.
  5. Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. Field listing: Area (em inglês) CIA World Factbook=. Visitado em 28 de julho de 2012. Cópia arquivada em 28 de julho de 2012.
  6. a b UOL Educação (2012). Albânia. Visitado em 28 de julho de 2012. Cópia arquivada em 28 de julho de 2012.
  7. Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. Country comparison: GDP - per capita (PPP) CIA World Factbook. Visitado em 28 de julho de 2012. Cópia arquivada em 28 de julho de 2012.
  8. Nation Master (2012). Motor vehicles (most recent) by country (em inglês). Visitado em 28 de julho de 2012. Cópia arquivada em 28 de julho de 2012.
  9. Lonely Planet (2012). History of Albania (em inglês). Visitado em 28 de julho de 2012. Cópia arquivada em 28 de julho de 2012.
  10. a b c d U.S. Library of Congress (Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos). Dependence on China, 1961-78 (A dependência em relação a China, 1961-1978) (em Inglês). Visitado em 01.04.2014.
  11. Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. Albania (em inglês) CIA World Factbook. Visitado em 28 de julho de 2012. Cópia arquivada em 28 de julho de 2012.
  12. a b Online Etymolgy Dictionary. Verbete "Albania". Visitado em 28 de julho de 2009.
  13. Organização das Nações Unidas. Official names of United Nations membership (em inglês). Visitado em 28 de julho de 2012. Cópia arquivada em 28 de julho de 2012.
  14. World Gazetteer. Albania: largest cities and towns and statistics of their population. Visitado em 28 de julho de 2012. Cópia arquivada em 28 de julho de 2012.
  15. a b c d e f g h Biblioteca do Congresso. Albania: History: The ancient Illyrians (em inglês) Country Studies. Visitado em 28 de julho de 2012.
  16. a b c d e Biblioteca do Congresso. Albania: History: The Barbarian Invasions and the Middle Ages (em inglês) Country Studies. Visitado em 28 de julho de 2012.
  17. a b c d e Biblioteca do Congresso. Albania: History: The Albanian Lands Under Ottoman Domination, 1385-1876: The Ottoman Conquest of Albania (em inglês) Country Studies. Visitado em 28 de julho de 2012.
  18. a b Biblioteca do Congresso. Albania: History: The Albanian Lands Under Ottoman Domination, 1385-1876: Local Albanian Leaders in the Early Nineteenth Century (em inglês) Country Studies. Visitado em 28 de julho de 2012.
  19. a b c Biblioteca do Congresso. Albania: History: National Awakening and the Birth of Albania, 1876-1918: Local Albanian Leaders in the Early Nineteenth Century (em inglês) Country Studies. Visitado em 28 de julho de 2012.
  20. a b Biblioteca do Congresso. Albania: History: National Awakening and the Birth of Albania, 1876-1918: The Balkan Wars and Creation of Independent Albania (em inglês) Country Studies. Visitado em 28 de julho de 2012.
  21. Biblioteca do Congresso. Albania: History: Interwar Albania, 1918-41 (em inglês) Country Studies. Visitado em 28 de julho de 2012.
  22. Biblioteca do Congresso. Albania's Reemergence after World War I (em inglês) Country Studies. Visitado em 28 de julho de 2012.
  23. Biblioteca do Congresso. Government and Politics (em inglês) Country Studies. Visitado em 28 de julho de 2012.
  24. Biblioteca do Congresso. Italian Penetration (em inglês) Country Studies. Visitado em 28 de julho de 2012.
  25. Biblioteca do Congresso. Zog's Kingdom (em inglês) Country Studies. Visitado em 28 de julho de 2012.
  26. a b c Biblioteca do Congresso. Italian Occupation (em inglês) Country Studies. Visitado em 28 de julho de 2012.
  27. Biblioteca do Congresso. World War II and the rise of communism, 1941-44 (em inglês) Country Studies. Visitado em 28 de julho de 2012.
  28. Biblioteca do Congresso. The Communist Takeover of Albania (em inglês) Country Studies. Visitado em 28 de julho de 2012.
  29. a b Biblioteca do Congresso. Consolidation of Power and Initial Reforms (em inglês) Country Studies. Visitado em 28 de julho de 2012.
  30. Biblioteca do Congresso. Albanian-Yugoslav Tensions (em inglês) Country Studies. Visitado em 28 de julho de 2012.
  31. Biblioteca do Congresso. Albanian-Yugoslav Tensions (em inglês) Country Studies. Visitado em 28 de julho de 2012.
  32. Biblioteca do Congresso. Albania and the Soviet Union (em inglês) Country Studies. Visitado em 29 de julho de 2012.
  33. Biblioteca do Congresso. Albania and the Soviet Union (em inglês) Country Studies. Visitado em 28 de julho de 2012.
  34. a b Biblioteca do Congresso. The Break with China and Self-Reliance (em inglês) Country Studies. Visitado em 29 de julho de 2012.
  35. R. Eftimi. SOME CONSIDERATIONS ON SEAWATER-FRESHWATER RELATIONSHIP IN ALBANIAN COASTAL AREA ITA Consult.
  36. www.thearda.com/
  37. Lonely Planet's top countries for 2011.
  38. Zickel, Iwaskiw, 1994
  39. CIA - The World Factbook - Albania.
  40. Mehmet Shehu, "O Magnífico Saldo de Vitórias no Curso de 35 Anos de Albânia Socialista", Discurso (Tirana: Ed. 8 Nëntori, 1979), p. 21.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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