Albânia caucásica

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Antigos países do Cáucaso: Armênia, Reino da Ibéria, Cólquida, Albânia e Média Atropatene.
Mapa do Cáucaso em 290 a.C.

A Albânia caucásica ou caucasiana (em azeri: Qafqaz Albaniyası) também conhecida como Aghbania,[carece de fontes?] foi um antigo reino que ocupava o sul da atual República do Daguestão e grande parte do Azerbaijão. Não deve ser confundida com o moderno país Albânia (Shqipërisë).

História[editar | editar código-fonte]

O reino da Albânia Caucásica foi fundado entre o final do século IV a.C. de la Albania e início do século III a.C. Sua capital era Gabala que se localizava no distrito atual de Qabala. O nome dessa capital teria se chamado anteriormente Kabalaka, Shabala e Tabala. Depois de algum tempo foi transladada mais para o sul no atual território do Raion (distrito Azeri) de Barda sob o nome de Partaw.

Dominação armênia[editar | editar código-fonte]

Partes do reino incluindo a região de Uti, sobre as margens dos rios Kura, e de Artsach, foram conquistadas pelo armênios procedentes de Urartu, durante o século II a.C.

Em 66 a.C., depois da derrota do rei armênio Tigranes II para os romanos, a armênia perdeu grande parte do seu território. Esse acontecimento foi aproveitado pelos albaneses do Cáucaso para recuperar a áreas perdidas durante a conquista armênia.

Albânia na época de Estrabão[editar | editar código-fonte]

Os albaneses viviam como pastores, parecidos com tribos nômades, mas sem serem selvagens, e não eram predispostos à guerra.[1] Eles não cultivavam a terra, que produzia todo tipo de fruta.[2] Os homens se distinguiam por sua beleza e tamanho, eram simples e não fraudulentos, não usavam moedas cunhadas, não sabiam contar números maiores que cem e faziam trocas por escambo.[3] Eles eram ignorantes de pesos e medidas, e não tinham muitos conhecimentos sobre guerra, governo ou agricultura.[3] Eles lutavam a pé ou a cavalo, usando armaduras leves ou pesadas, assim como os armênios.[3]

Eles podiam levantar um exército numeroso, como o exército de 60.000 de infantaria e 22.000 de cavalaria com que se opuseram a Pompeu.[4]

Na época de Estrabão, apenas um rei governava todos os albaneses, mas antes cada tribo tinha seu rei e sua língua própria; havia vinte e seis línguas diferentes.[5]

Seus principais deuses eram o Sol, Júpiter e a Lua, sendo esta o deus supremo.[6] O culto à Lua era feito com sacrifício humano.[6]

Os anciãos eram tratados com muito respeito, mas era considerado ímpio se preocupar com a morte ou mencionar o nome dos que morreram; os mortos eram enterrados com seu dinheiro.[7]

Estrabão menciona que as amazonas viviam logo ao norte da Albânia,[8] mas depois mostra-se cético com relação às histórias sobre elas.[9]

Invasões árabe e seljúcida[editar | editar código-fonte]

No século VII d.C. o reino foi invadido pelos árabes e, como em todos casos de conquistas islamismo desse tempo, foi incluída num Califado. A partir do século VIII, a Albânia caucásica existiu como os principados de Aranshahs e Khachin, junto a outros principados iranianos e árabes tais como Shirvan e Derbent.

Como consequência da extensão dos seljúcidas (turcos) sobre o atual território do Azerbaijão, a população nativa albanesa foi logo assimilada. Os albaneses participaram assim de forma significativa da etnogênese dos atuais Azeris.

População[editar | editar código-fonte]

A tribos antigas que habitaram a Albânia caucásica foram os Ávaros Caucásicos, os Sabiros, os Cáspios, os Utis, entre outros. Conforme Estrabão o número de tribos chegava a 26, cada uma com seu próprio idioma.

Religião[editar | editar código-fonte]

Aghbania foi um dos primeiros países a dotar o Cristianismo, por volta do século IV, quando a Igreja Albanesa Apostólica foi fundada.

Referência externa[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Estrabão, Geografia, Livro XI, Capítulo 4, 1 [fr] [en] [en] [en]
  2. Estrabão, Geografia, Livro XI, Capítulo 4, 3 [fr] [en] [en] [en]
  3. a b c Estrabão, Geografia, Livro XI, Capítulo 4, 4 [fr] [en] [en] [en]
  4. Estrabão, Geografia, Livro XI, Capítulo 4, 5 [fr] [en] [en] [en]
  5. Estrabão, Geografia, Livro XI, Capítulo 4, 6 [fr] [en] [en] [en]
  6. a b Estrabão, Geografia, Livro XI, Capítulo 4, 7 [fr] [en] [en] [en]
  7. Estrabão, Geografia, Livro XI, Capítulo 4, 8 [fr] [en] [en] [en]
  8. Estrabão, Geografia, Livro XI, Capítulo 5, 1 [fr] [en] [en] [en]
  9. Estrabão, Geografia, Livro XI, Capítulo 5, 3 [fr] [en] [en] [en]
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