Albaicín

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Pix.gif Albaicín *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Albaicin-granada.JPG
Albaicín
País Espanha
Critérios C(i) C(iii) C(iv)
Referência 314
Coordenadas 37° 10' 36" N 3° 35' 40" O
Histórico de inscrição
Inscrição 1984  (8ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.

O Albaicín (ou Albayzín) é um bairro da cidade espanhola de Granada de origem andaluza, entre os 700 a 800 m de altitude e numa colina vizinha à da Alhambra.

História[editar | editar código-fonte]

Começou por um povoamento dos Iberos, e existiu como povoamento romano disperso. Não há dados de ocupação islâmica anterior à chegada dos ziridas, pelo que se supõe que a cidade ficou abandonada desde o final do Império Romano até à fundação do reino zirida (1013) que foi quando se rodeou de muralhas (Alcazaba Cadima). Segundo alguns linguistas deve o seu nome actual aos povoadores da cidade de Baeza que, desterrados após a batalha de Navas de Tolosa, assentaram nesta zona de Granada fora das muralhas existentes. Outros linguistas asseguram que o topónimo vem do árabe al-bayyāzīn, que significa [o arrabalde dos] falcoeiros. O facto de que na Andaluzia existam muitos outros bairros com esse nome, em Alhama de Granada, Salobreña e Huéneja (Granada), Antequera e Villanueva de Algaidas (Málaga), Baena (Córdova) e Sabiote (Jaén (província)), Sanlúcar de Barrameda (Cádis), Constantina (Sevilha), põe muito em dúvida essa tese. Também há bairros com esta denominação noutras partes de Espanha, como em Campo de Criptana (Ciudad Real), fruto da Expulsão dos Mouriscoss após a Rebelião das Alpujarras ou em Pastrana (Guadalajara), bairro este criado por D. Ana de Éboli, para acolher os mouriscos do Reino de Granada.

O certo é que Albaicín indica sempre um bairro em altura e com um povoamento peculiar desvinculado do resto da cidade.

Pelo facto de que no século XXI este bairro não seja propriamente um arrabalde não significa que na Idade Média não fosse considerado como tal. Constitui um dos núcleos antigos de Granada, junto com a Alhambra, Realejo e o Arrabal de BibRambla, na parte plana da cidade.

Antes da invasão muçulmana da Península Ibérica, no que hoje é a cidade de Granada e seus arredores existiam três pequenas povoações:

  • Ilíberis (Elvira), que veio a ser o Albaicín e a Alcazaba.
  • Castilia, próximo do actual povoado de Atarfe.
  • Garnata, na colina frente à Alcazaba, que era mais propriamente um bairro de Ilíberis.

Em 756 estão já os árabes na Península. É a época do Emirado Independente. A população árabe manifesta-se em dois núcleos:

Vista do Albaicín a partir da Alhambra.
  • O Albaicín
  • A Alhambra

Este bairro teve a sua maior influência na época dos Nasridas.

O Albaicín mantem o traço e padrão urbanos do período nasrida, com ruas estreitas, numa intrincada rede que se estende da parte mais alta (San Nicolás) até ao rio Darro e rua Elvira, que se encontram na Plaza Nueva.

O tipo tradicional de vivenda é chamado carmen, composto por uma moradia rodeada por um alto muro que a separa da rua e que inclui uma pequena horta ou jardim.

Foi característico deste bairro a canalização e distribuição de água potável através de poços (aljubes); no total contam-se 28, dos quais uma grande maioria ainda estão em uso.

Arquitectura[editar | editar código-fonte]

Puerta Monaita.

No Albaicín há numerosos monumentos e conjuntos monumentais de distintas épocas, fundamentalmente nasridas e renascentistas:

  • Muralha Zirida, da Alcazaba Cadima. Arco de las Pesas ou Puerta Nueva
  • Muralha Nasrida, Puerta de Fajalauza, Torres de la Alhacaba, Puerta Monaita, Puerta de Elvira.
  • Igreja de El Salvador (antiga mesquita maior), S. Cristóbal, S. Miguel Bajo, S. José, S. Gregorio, S. Ildefonso, San Juan de los Reyes (todas antigas mesquitas).
  • Palácio de Dar-AlHorra, Bañuelo, Alminar de Almorabitun. Algibe de Trillo, Casa de los Mascarones, Casa de Yanguas.
  • Sta. Ana, S. Pedro, S. Cristóbal, S. Miguel alto.
  • Casa de Porras, Casa del Almirante, Casa de Castril, Casa de la Lona, Casa de los Cordoba.
  • Real Chancillería.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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