Alberto de Mainz

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Cardeal
Berretta cardinalizia.png
Alberto de Mainz
 
da Igreja Católica
Imagem de Alberto de Mainz
O cardeal Alberto de Hohenzollern por Lucas Cranach, o Velho
Administrador apostólico de Halberstadt (1513)
Arcebispo de Magdeburgo (1513)
Arcebispo de Mainz (1514)
título
Cardeal-presbítero de São Crisógono
Cardeal-presbítero de San Pietro in Vincoli
[[Image:|100px|Brasão de Alberto de Mainz]]
''Domine, dilexi decorem domus tuae''
Nascido em
Data de nascimento 28 de junho de 1490
Local de nascimento Cölln
Falecimento
Data de falecimento 24 de setembro de 1545 (55 anos)
Local de falecimento Aschaffenburg
Ordenado
sacerdote
Ordenado
bispo
Elevado
arcebispo
31 de agosto de 1513
Nomeado
patriarca
Funções
exercidas
Criado
cardeal
24 de março de 1518 pelo Papa Leão X
Cardeais · Todas as dioceses
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Cardeal Alberto de Mainz, conhecido também como Alberto de Brandemburgo (em alemão: Albrecht von Brandenburg), Alberto de Hohenzollern (Cölln, 28 de junho de 1490Aschaffenburg, 24 de setembro de 1545) foi um arcebispo de Mainz (1514-1545) e de Magdeburgo (1513-1545), príncipe-eleitor do Sacro Império Romano-Germânico e administrador apostólico da diocese de Halberstadt.

Biografia [editar]

Nascido em Cölln, Alberto era o filho mais novo de João Cícero, Eleitor de Brandemburgo.

Após a morte de seu pai, Alberto e seu irmão mais velho, Joaquim I Nestor, se tornaram margraves de Brandemburgo, em 1499, mas apenas seu irmão mais velho tinha o título de eleitor de Brandemburgo. Tendo estudado na universidade de Frankfurt an der Oder, Alberto ingressou na carreira eclesiástica, e em 1513, com a idade de vinte e três anos, tornou-se arcebispo de Magdeburgo e administrador apostólico da diocese de Halberstadt.

Em 1514, obteve o Eleitorado de Mainz, e em 1518 foi proclamado cardeal com vinte e oito anos de idade. Entretanto, para pagar o pálio da Sé de Mainz e para quitar outras despesas da sua elevação, Alberto pediu 21.000 ducados para Jacob Fugger e obteve permissão do Papa Leão X para realizar a venda de indulgências na sua diocese para obter fundos para pagar este empréstimo, desde que metade de tudo que fosse arrecadado fosse enviada ao Papado. Um funcionário dos Fuggers, mais tarde, viajou no séquito do cardeal encarregado do cofre. Para este trabalho, procurou os serviços de Johann Tetzel, e assim indiretamente exerceu uma poderosa influência sobre o curso da Reforma.

Foi como uma resposta indignada às atividades de Tetzel de vender indulgências, que Martinho Lutero escreveu suas famosas 95 Teses, que enviou a Alberto em 31 de outubro de 1517 e, tradicionalmente, afixou na porta da igreja do castelo em Wittenberg. Alberto transmitiu as teses a Roma, suspeitando-as de heresia.

Quando a eleição imperial de 1519 se aproximava, o voto do eleitor foi avidamente solicitado pelos partidários de Carlos (mais tarde, o imperador Carlos V) e pelos de Francisco I, Rei da França, e parece que Alberto recebeu uma grande quantia de dinheiro para votar em Carlos.

As grandes e liberais ideias de Alberto, sua amizade com Ulrich von Hutten, e suas ambições políticas, parecem ter aumentado as esperanças de que seria conquistado pelo protestantismo; porém, após a guerra dos camponeses alemães de 1525, posicionou-se definitivamente entre os apoiadores do catolicismo, e esteve entre os príncipes que se reuniram em Dessau para combinar medidas para a sua defesa, em julho de 1525.

Sua hostilidade contra os reformistas, porém, não foi tão extrema quanto a de seu irmão Joaquim I, Eleitor de Brandemburgo; e parece ter-se empenhado na busca pela paz, embora fosse membro da Liga de Nuremberg, formada em 1538, para contra-atacar a Liga de Schmalkalden.

As novas doutrinas, no entanto, fizeram progressos consideráveis em seus domínios, e Alberto foi obrigado a garantir a liberdade religiosa aos habitantes de Magdeburgo, em troca de quinhentos mil florins. Durante seus últimos anos mostrou-se menos tolerante para com os protestantes, e favoreceu o ensino dos jesuítas em seus domínios.

Alberto adornou a igreja colegiada (Stiftskirche) em Halle an der Saale, e a Catedral de Mainz de forma suntuosa, e teve como lema as palavras Domine, dilexi decorem domus tuae (do latim: "Senhor, eu admirei o adorno de tua casa."). Um generoso protetor das artes e do ensino, Alberto contou com Erasmo de Roterdã entre seus amigos.

Morreu em Aschaffenburg, em 1545.

Ancestrais [editar]

Referências


Precedido por:
Ernesto II
Arcebispo de Magdeburgo
1513–1545
Sucedido por:
João Alberto
(Administrador)
Bispo de Halberstadt
1513–1545
Precedido por:
Uriel
Arcebispo de Mainz
1514–1545
Sucedido por:
Sebastião