Alceu Collares

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Alceu de Deus Collares
Alceu de Deus Collares
Governador do Rio Grande do Sul Bandeira do Rio Grande do Sul.svg
Mandato 15 de março de 1991
a 31 de dezembro de 1994
Antecessor(a) Sinval Guazzelli
Sucessor(a) Antônio Britto
Prefeito de Porto Alegre Bandeirapoa.jpg
Mandato 1 de janeiro de 1986
1 de janeiro de 1989
Antecessor(a) João Antônio Dib
Sucessor(a) Olívio Dutra
Vida
Nascimento 12 de setembro de 1927 (86 anos)
Bagé, Rio Grande do Sul
Dados pessoais
Primeira-dama Antônia Collares, Neuza Canabarro
Partido MDB (1966-1980)
PTB (1980-1981)
PDT (1981-presente)
Profissão advogado

Alceu de Deus Collares (Bagé, 12 de setembro de 1927) é um advogado e político brasileiro. Foi governador do estado do Rio Grande do Sul entre 1991 e 1995. Também foi deputado federal por cinco mandatos e prefeito de Porto Alegre entre 1986 e 1989.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em 12 de setembro de 1927 em Bagé, Rio Grande do Sul, Alceu Collares veio de uma família pobre e teve de abandonar os estudos aos onze anos, para trabalhar como quitandeiro. Com dezesseis anos passa a trabalhar como carteiro e, mais tarde, como telegrafista concursado. Volta a estudar e se forma no curso clássico em 1956, ingressando em seguida na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Muda-se no mesmo ano para Porto Alegre onde, como estudante de direito, ingressa no Partido Trabalhista Brasileiro e se aproxima de Leonel Brizola. Forma-se advogado em 1960.

Alceu, é declaradamente torcedor do Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense, sua grande paixão clubística, inclusive por muitos anos foi conselheiro do clube.http://www.foxsports.com.br/noticias/122956-grupo-de-fabio-koff-afasta-ministro-e-megaempresarios-do-gremio.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Em 1964 é eleito pela primeira vez, para o cargo de vereador. Por causa do Golpe Militar de 1964, os partidos políticos foram extintos, criando-se depois o bipartidarismo. Collares se afilia ao MDB, partido de oposição à Ditadura Militar. No MDB, é eleito deputado federal em 1970, sendo o mais votado da legenda no Rio Grande do Sul. Quando da sua reeleição, em 1974, foi o mais votado do estado. Em 1978 foi eleito mais uma vez, com 120 mil votos, e se torna líder da bancada do MDB. No mesmo ano fundou o Instituto de Estudos Políticos Pedroso Horta.

Com o fim do bipartidarismo, foi participar da reorganização do PTB, que acaba frustrada pela cessão da legenda pelo Tribunal Superior Eleitoral para Ivete Vargas, em detrimento do grupo liderado por Brizola nacionalmente e Collares no estado. Em 1981, então, este grupo funda o Partido Democrático Trabalhista (PDT), do qual Collares seria líder de bancada no congresso. Collares foi o candidato ao governo gaúcho do partido em 1982, sendo derrotado por Jair Soares e ficando em terceiro lugar. Ficou então momentaneamente sem cargo eletivo.

Foi o primeiro prefeito de Porto Alegre após a redemocratização, governando de 1986 a 1988. Foi um mandato de três anos, para ajustar o calendário eleitoral brasileiro. Foi o primeiro prefeito negro da capital gaúcha, e, posteriormente, também o primeiro governador negro do estado.

Em, 1990, com o apoio de Leonel Brizola, que nas eleições presidenciais de 1989 recebeu 60% dos votos gaúchos, Collares foi eleito com 2.319.400 votos para o mandato de 1991 a 1994. No governo do estado, extinguiu a Secretária de Justiça e Segurança, passando a despachar diretamente com os chefes da Polícia Civil e da Brigada Militar. Fez moratória em 1991, deixado de pagar fornecedores para pagar o funcionalismo público. No seu governo o crescimento do PIB gaúcho chegou a 6,4%, recorde histórico do estado, sendo o crescimento acumulado no período de 23,43%.

Prometendo uma revolução na educação, fez desta área a mais conflituosa e polêmica de seu governo. Nomeou sua mulher, Neuza Canabarro, Secretária da Educação, e iniciou a implantação dos CIEPs, centros de ensino em tempo integral, tal como havia feito na sua passagem pela prefeitura de Porto Alegre. A criação do Calendário Rotativo, que teria três diferentes anos letivos, que se revezavam, criou discórdia e fez cair sua popularidade.

Em 1994, o candidato do PDT para o governo do estado foi Sereno Chaise, que teve votação inexpressiva. Collares ficou sem cargo eletivo nos quatro anos seguintes, sendo eleito deputado federal em 1998, cargo para o qual foi reeleito em 2002. Neste período foi vice-líder do PDT (1999), vice-líder do bloco PDT/PPS (2001/2002), presidente da Comissão de Seguridade Social e Família (1999) e presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados 2006).

Em 2000, candidatou-se a prefeito de Porto Alegre, com a intenção de acabar com o predomínio do PT na cidade, que se iniciara em 1989. No segundo turno, foi derrotado pelo também ex-prefeito Tarso Genro. Antipetista convicto, apoiou em 1998 a candidatura de Olívio Dutra ao governo do estado. Dutra foi eleito, vencendo o sucessor de Collares, Antônio Britto, então no PMDB. Collares foi contrário à participação do PDT no governo petista, apoio que durou pouco mais de um ano.

Nas eleições de 2006, Collares foi o candidato do PDT ao governo do estado. Ficou em quinto lugar, com 3% dos votos. Sem nenhum cargo público, passou a integrar o Conselho de Administração da Itaipu Binacional.

Em 2010, contrariando o PDT gaúcho, que indicara Pompeo de Mattos para vice-governador na chapa de José Fogaça do PMDB, Collares apoiou a candidatura do petista Tarso Genro, justificando esta decisão pela falta de adesão de Fogaça à candidatura de Dilma Rousseff para a Presidência da República.

Precedido por
João Antônio Dib
Prefeito de Porto Alegre
19861989
Sucedido por
Olívio Dutra
Precedido por
Sinval Guazzelli
Governador do Rio Grande do Sul
19911995
Sucedido por
Antônio Britto