Alcmeão (filho de Anfiarau)

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Alcmeão, na mitologia grega, foi um filho do adivinho Anfiarau e de Erifila, irmã do rei Adrasto.1

Polinices estava em Argos procurando guerreiros para lutar contra seu irmão Etéocles e tomar Tebas, mas Anfiarau, que havia previsto a própria morte na campanha, não queria ir.2 Polinices, então, deu de presente a Erifila o colar dourado que havia sido um presente da deusa Atena a Harmonia, para que Erifila convencesse o marido a participar da guerra.2

Anfiarau estava em disputa com Adrasto tanto para saber quem seria o rei de Argos quanto sobre se iriam à guerra com Tebas, e levaram a decisão a ser tomada por Erifila, que deu toda a razão a Adrasto.1 Anfiarau, sentindo-se traído pela esposa, deu ordens a seu filho Alcmeão para matar Erifila se ele não voltasse da guerra.1

Durante a guerra (os Sete Contra Tebas), Anfiarau morreu quando a Terra se abriu, engolindo o carro em que ele estava,3

Quando estava sendo organizada a expedição dos Epigoni,4 Alcmeão consultou o oráculo de Apolo sobre a campanha e sobre a punição à sua mãe, 5 e o oráculo disse que ele devia fazer as duas coisas.6 Alcmeão também ficou sabendo que Erifile havia recebido uma roupa de Tersandro, filho de Polinices, para que ela o convencesse a participar da expedição dos Epigoni.6

Alcmeão matou a própria mãe, e enlouqueceu em seguida, por causa da consciência culpada7 Nota 1

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. O texto de Diodoro Sículo não é claro sobre se a morte e a loucura de Alcmeão ocorreram antes ou depois da campanha dos Epigoni

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro IV, 65.6
  2. a b Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro IV, 65.5
  3. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro IV, 65.8
  4. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro IV, 66.1
  5. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro IV, 66.2
  6. a b Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro IV, 66.3
  7. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro IV, 65.7