Aldeia Campista

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Aldeia Campista
—  Bairro do Brasil  —
A Vila Operária dos antigos funcionários da Fábrica Confiança, localizada em Aldeia Campista.
A Vila Operária dos antigos funcionários da Fábrica Confiança, localizada em Aldeia Campista.
Zona Norte
Município Rio de Janeiro
Fonte: Não disponível

Aldeia Campista é um bairro não-oficial da cidade do Rio de Janeiro,[1] sendo hoje um sub-bairro de Vila Isabel.

História[editar | editar código-fonte]

Surge com a implantação da Fábrica Confiança (prédio atualmente ocupado pelo Extra Hipermercados) ao final do século XIX, com a consequente construção de casas para os operários. Faz hoje parte de um conglomerado de bairros denominado de Grande Tijuca. Pertencia outrora à Freguesia do Engenho Velho. Mas recentemente, o bairro foi fundido com o bairro de Vila Isabel, formando um só bairro com o nome do último.

Os três apitos, que marcaram outrora os horários dos trabalhadores na fábrica, foram imortalizados na música de Noel Rosa. A Vila Operária, contudo, ainda existe e conserva a sua arquitetura original.

Localiza-se nas fronteiras, encravado, nos bairros da Tijuca, Maracanã, Andaraí e Vila Isabel.

A região é formada por ruas residenciais que interligam esses bairros como a Gonzaga Bastos, Agostinho Menezes, Maxwell, Pereira Nunes, Dona Maria, Senador Muniz Freire, Araújo Lima, Amaral, Ribeiro Guimarães, Almirante João Cândido Brasil, Goiânia, entre outras.

Nesse sub-bairro também se encontra a Paróquia Sangue de Cristo, igreja construída pelos padres da Congregação do Preciosíssimo Sangue de Cristo, localizada na rua Adalberto Aranha, nº 48.

Foi imortalizado nas crônicas e contos de Nélson Rodrigues. O autor, que em 1916, nesse local fixou residência, inspirou-se no cotidiano da Aldeia Campista para escrever Engraçadinha, que se passa numa praça que já não existe, além da maior parte da série A vida como ela é. Nesta encontram-se os nascimentos feitos por parteiras e os velórios em casa, os vizinhos cuidando uns das vidas dos outros, os hábitos das senhoras, a moda e a boêmia nas décadas de 30 a 50.

Imagens do bairro[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  • SANTOS, Francisco Agenor de Noronha. As freguesias do Rio Antigo. Ed. O Cruzeiro, 1965.
  • Wiki mapia

Referências