Aldo Vannucchi

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Aldo Vannucchi (São João da Boa Vista, 24 de setembro de 1928) é um educador sorocabano, ex-reitor da Universidade de Sorocaba, Uniso. Filho de Elvira Betiole e José Vannucchi, em 1932, quando ainda criança, sua família mudou-se para Sorocaba, logo após o fim da Revolução Constitucionalista.

Ele ordenou-se padre em 1952, por Dom Aguirre. Abdicou-se do clero em 1963. Casou-se com Rosália Cortez Vannucchi. Tem dois filhos João Estêvão Cortez Vannucchi e Ana Maria Cortez Vannucchi. Fez mestrado em Teologia e Filosofia, e realizou vários cursos de especialização em universidades européias como a de Roma, Genebra e Louvain, na Bélgica. Foi professor da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Sorocaba, Fundação Dom Aguirre, também atuando em escolas na cidade de Sorocaba. Foi um dos criadores da Universidade de Sorocaba, Uniso e seu reitor de 1994 a 2010.

Na época do regime militar, Aldo Vannucchi chegou a ser preso por uma noite, com base em falsas acusações e devido a seu envolvimento com o operariado. Sua libertação ocorreu após intervenções do clero. Alexandre Vannucchi Leme, seu sobrinho, estudante do curso de geologia da Universidade de São Paulo - USP é preso, torturado e assassinado pelos militares, tornando-se assim um dos mártires da luta pelo fim do regime militar.

Dedicou-se, exclusivamente ao ensino, no Instituto de Educação Ciências e Letras e como diretor e professor da Faculdade de Filosofia de Sorocaba. Em 1988, empenhou-se na luta para a criação da Universidade de Sorocaba (UNISO), reconhecida em setembro de 1994 e da qual já foi reitor por vários mandatos. Também já presidiu a Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc).

Aldo Vannucchi é também autor vários de livros e tradutor de muitos outros. Ele foi escolhido pelo Ministro da Educação Fernando Haddad para compor o Conselho Nacional de Educação. Em 2002, recebeu da Câmara Municipal de Sorocaba o título de "Cidadão Sorocabano" e, em 2010, o de "Cidadão Emérito"[1] .

Referências