Alegrete do Piauí

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Município de Alegrete do Piauí
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 29 de Abril
Fundação 29/04/1992
Gentílico alegretense
Prefeito(a) Marcio Alencar
(2013–2016)
Localização
Localização de Alegrete do Piauí
Localização de Alegrete do Piauí no Piauí
Alegrete do Piauí está localizado em: Brasil
Alegrete do Piauí
Localização de Alegrete do Piauí no Brasil
07° 14' 34" S 40° 51' 28" O07° 14' 34" S 40° 51' 28" O
Unidade federativa  Piauí
Mesorregião Sudeste Piauiense IBGE/2008 [1]
Microrregião Pio IX IBGE/2008 [1]
Distância até a capital 371 km km
Características geográficas
Área 281,271 km² [2]
População 5 151 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 18,31 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,566 baixo PNUD/2000 [4]
PIB R$ 24 013,075 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 5 208,91 IBGE/2008[5]
Página oficial

Alegrete do Piauí é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se a uma latitude 07º14'34" sul e a uma longitude 40º51'27" oeste, estando a uma altitude de 0 metros. Sua população estimada em 2004 era de 4 827 habitantes. Possui uma área de 263,7 km².

Localização[editar | editar código-fonte]

Noroeste: São Julião Norte: São Julião Nordeste: Fronteiras
Oeste: Vila Nova do Piauí Reinel compass rose.svg Leste: Fronteiras
Sudoeste: Padre Marcos Sul: Marcolândia Sudeste: Caldeirão Grande do Piauí

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

História de Alegrete do Piauí

Por: George Oliveira

Conheça um pouco das raízes históricas de Alegrete do Piauí, a partir de relatos de antigos moradores, pois, resgatar sua memória é prestar uma homenagem aos que, de forma renomada, se empenharam em dar os primeiros passos rumo à construção dessa sociedade dinâmica e vibrante onde vivemos. Por volta do ano de 1820, trazido pelo Padre Marcos de Araújo Costa, que à época se preparava para montar o primeiro colégio da província do Piauí, chegou às nossas terras o engenheiro agrimensor Joaquim Francisco Ramos, um jovem de 21 anos, proveniente de Recife-PE, com o intuito de colaborar na montagem e direção do grande sonho do Padre Marcos – a implantação de um colégio na “Fazenda Boa Esperança”, atual cidade de Padre Marcos, nome dado em homenagem ao Padre. O encontro deu-se na cidade de Oeiras-PI, então capital da província. Especula-se que a amizade entre os dois remontava ao período de estudos em Olinda-PE. Chegando a Oeiras, o jovem engenheiro foi nomeado, juntamente com o Padre Marcos para demarcar as terras de toda essa região. Dirigiram-se a cidade do Recife, com a finalidade de obter mão de obra qualificada para demarcação de terras, que seriam divididas em “Datas”. Segundo o Sr. Jorge Francisco Ramos, descendente de Joaquim Francisco Ramos, após a demarcação, Alegrete do Piauí foi batizada de “Data Tiririca”, fazendo divisa com a “Data Boa Esperança”. Vale ressaltar que em 1840, chega a “Data Tiririca” - mais precisamente “a Serra da Tiririca”, o Capitão por bravura Antonio Pereira de Alencar e sua esposa Iaiar Pereira de Alencar, conhecida como Totonha. O Capitão Antonio Pereira de Alencar fugiu de Exu-PE em direção ao Piauí, após se envolver em uma questão de terras com seu tio João Peixoto de Alencar, que veio a falecer em consequência do ocorrido. Ao chegar na Serra da Tiririca o Capitão Antonio Pereira, como era conhecido, fixou residência com sua esposa, onde tiveram vários filhos, constituindo assim, as raízes da Família Alencar no município de Alegrete do Piauí e São Julião-PI. Concluídos os trabalhos, o jovem Joaquim Francisco Ramos volta para a cidade de Oeiras em companhia do Padre Marcos. Lá chegando, apaixona-se pela sobrinha e filha de criação do Padre, a bela jovem de origem francesa, Maria Tereza de São José. Contraíram núpcias por volta de 1825 na cidade de Oeiras, onde moraram durante dez anos. Nesta época, as terras piauienses foram levadas a leilão como forma de incentivo a agricultura e a pecuária e, o engenheiro Joaquim Francisco Ramos arrematou a “Data Tiririca” pela quantia de 1$800 (um conto e oitocentos réis). Joaquim Francisco Ramos, quando da demarcação das terras havia se encantado com a sua beleza e fertilidade, o que levou a vir fixar-se no atual território de Alegrete do Piauí, mais precisamente onde hoje se localiza a comunidade Alegrete Velho, em companhia de sua esposa e de seus sete filhos, que haviam nascidos em Oeiras. Logo após estruturar sua fazenda, batizou-a de “Fazenda Alegrete” que costumava chamar de “Canteiro de Flores”. A “Fazenda Alegrete” foi crescendo e seu proprietário, Joaquim Francisco Ramos, tornou-se grande pecuarista e proprietário de escravos, chegando a ter cerca de trinta, onde na sua fazenda havia uma pequena senzala. Com o crescimento do comércio de gado na região da Boa Esperança e Jaicós-PI, a “Fazenda Alegrete” transformava-se em passagem obrigatória e entreposto dos rebanhos que eram levados a comercialização, fato que se deve a sua localização as margens do Riacho Tiririca, as suas excelentes e abundantes pastagens e a memorável hospitalidade do proprietário. Dos sete filhos do casal, pelo menos três foram destinados ao estudo: Paulo Francisco Ramos seguiu os passos do pai, tornando-se engenheiro agrimensor; Galdino Francisco Ramos formou-se em direito e, Raimundo Francisco Ramos formou-se em engenharia mecânica. Os quatro filhos restantes fixaram-se na fazenda e constituíram família. Quanto aos que estudaram, tiveram destinos diversos espalhando-se pelo Brasil. Galdino dirigiu-se ao Rio de Janeiro, onde constituiu família e deixou uma vasta descendência. Raimundo partiu para o Maranhão, fixando-se provavelmente em Caxias de onde nunca retornou e Paulo dirigiu-se ao Rio Grande do Sul, onde teve papel importante na demarcação de terras e segundo a tradição oral a cidade de Alegrete, no Rio Grande do Sul, teria sido batizada por ele em homenagem a fazenda do pai. As informações obtidas dão conta que Joaquim Francisco Ramos veio a falecer por volta de 1850, poucos anos depois de sua mulher Maria Tereza São José. Em 1888, com a abolição da escravatura, os negros existentes na “Fazenda Alegrete”, como forma de agradecimento ao tratamento a eles dispensado, ao invés de abandonarem seus antigos donos, fixam-se em torno da fazenda, onde passam a trabalhar alugados aos herdeiros do patriarca Joaquim Francisco Ramos, mantendo suas pequenas lavouras de subsistência, cultivando mandioca, milho e feijão, além de pequenos criatórios de animais. A presença dos negros foi de fundamental importância para o desenvolvimento da região, como exemplo, podemos citar a construção da primeira barragem de pedra da região, que corta o Rio São João, antigo Riacho Tiririca, até hoje conhecida como Barragem dos Escravos. Na virada do século XIX, muitas famílias já habitavam as regiões vizinhas, dentre elas destacamos as famílias Borges, Araújo, Leal, Alencar, Costa, Lima, Carvalho, Rodrigues e Ribeiro. Todas situadas em subdivisões das Datas Tiririca, Boa Esperança e Jaicós, que originaram as Datas Contendas, Pocinhos, Baraúnas, Cacimbas, Alto Alegre, São João e Malhada Grande, entre outras. Convém destacar entre as famílias citadas, a origem da Família Araújo que, teve como patriarca o Sr. João Jacob de Araújo, casado com D. Geminiana Araújo Borges, proprietários da “Fazenda Contendas”. Dentre os filhos do casal destacamos Dionísio João de Araújo, que engravidou uma moça de nome Silvana Maria da Silva, que residia com a família de João Jacob, possivelmente na condição de serviçal, onde nasceu Martinho Dionísio de Araújo, que posteriormente vem a se casar com Isabel Joana de Araújo, deste matrimônio nasceram nove filhos, todos descendentes de João Jacob de Araújo e formadores da Família Araújo em Alegrete do Piauí.

Por volta de 1920, chega ao local onde se localiza a sede do município de Alegrete do Piauí, o Sr. Tertuliano Sanches Leal, filho de Manoel Sanches Leal, natural da localidade Cacimbas, Data Boa Esperança, caçador por profissão e de tendências nômade por convicção, gravitou em torno da residência paterna até os vinte anos de idade, quando conheceu Joana Maria de Lima, filha de Francisco Lima da Silva, natural de Alto Alegre, Data Boa Esperança, com quem se casou e teve três filhos: Manoel Tertuliano Sanches Leal, Vito Tertuliano Sanches Leal e Josefa Maria de Lima Leal. Desde a juventude, em suas andanças e caçadas, Tertuliano descobriu um pequeno lago às margens do Riacho Tiririca, hoje Rio São João, onde devido à abundância de água, a caça existia em grande quantidade. Tertuliano costumava passar temporadas na localidade à espera de veados – caça abundante e valorizada à época. Após o casamento, mudou-se imediatamente para o local construindo ali sua residência e batizando-a de “Poço dos Veados”. Sua residência estava no local onde hoje se encontra a velha Usina de Algodão. O caçador deixa de ser um nômade para se render as belezas e facilidades da região, estava formada a base populacional de Alegrete do Piauí. Aos trinta e cinco anos de idade, Tertuliano perde sua esposa. Sua viúves dura apenas um ano, pois ao conhecer a bela jovem Antonia Maria Leal, Tertuliano casa-se imediatamente. Da segunda união nasceram duas filhas: Isabel Antonia Leal e Josefa Antonia Leal. Passam-se os anos, os filhos do primeiro matrimônio fixam-se na região, a densidade demográfica principia a aumentar, e tudo ocorre normalmente até que Isabel Antonia Leal, filha mais velha do segundo casamento de Tertuliano Sanches Leal, conhece Antonio Elpídio Ramos, natural da Data Pocinhos, filho de Antonio Joaquim do Nascimento e Elvina Antonia Ramos.

Antonio Elpídio Ramos era um jovem de ideias avançadas para a época, após casar-se com Isabel Antonia Leal, posteriormente chamada de Isabel Antonia Ramos, passou a morar com o sogro, cuidando dos afazeres rurais, mas dando ênfase à criação de gado, atividade em que prosperou. Aos poucos “Poço dos Veados” vai tomando aspecto urbano, mas ainda era um feudo dos descendentes de Tertuliano Sanches Leal. Em 1940, chega a “Poço dos Veados” outras famílias, à medida que chegavam, Antonio Elpídio Ramos, que na prática já era o chefe do clã, doava pequenas glebas de terras e ainda auxiliava na construção das casas buscando fixar outras famílias como agregadas na localidade “Poço dos Veados”, tal atitude demonstrava uma visão de futuro privilegiada para a época. “Poço dos Veados” cresce e se desenvolve tendo como base de subsistência feijão, milho e mandioca e, como base econômica a pecuária. Antonio Elpídio Ramos já era, indiscutivelmente, líder da região e homem mais importante depois de Tertuliano Sanches Leal.

Em setembro de 1947, realiza-se a primeira feira livre de “Poço dos Veados” quando um pequeno grupo de amigos, diante da dificuldade de locomoção para comercializar seus produtos em Boa Esperança, Jaicós e Picos, decidiram comercializá-los debaixo de um pé de figueira existente em frente da casa do velho Tertuliano Sanches Leal. Em outubro de 1948, segundo relato do próprio Antonio Elpídio Ramos em depoimento prestado em 1995, um engenheiro traçava o percurso da estrada que ligaria Picos-PI à Araripina-PE, quando, perdendo-se na mata ao executar seu trabalho foi encontrado, certo dia, pelo jovem Antonio Elpídio Ramos, o engenheiro a pé e Antonio Elpídio montado num burro. Ao indagar sobre o destino do desconhecido, Antonio Elpídio obteve a resposta de que estava se dirigindo ao Crato-CE em busca de mão de obra para trabalhar no roço da estrada a ser construída. Antonio Elpídio sensibilizado pela distância do destino do rapaz emprestou-lhe o animal sob a promessa de que o mesmo lhe seria devolvido num prazo de três meses. Chegando em casa seu sogro lhe inquiriu sobre o destino do animal, ao ser informado, o velho Terto Sanches riu e afirmou que Antonio Elpídio havia sido ludibriado, pois jamais tornaria a rever o viajante ou o animal. Passados três meses numa tarde de janeiro de 1949, chega o viajante com toda sua equipe pronta para executar a tarefa que projetaria “Poço dos Veados” no processo definitivo de urbanização. Após pernoitar na residência de Terto Sanches, o engenheiro ao se despedir perguntou a Antonio Elpídio de que forma poderia provar sua gratidão pela grande ajuda que havia recebida. Antonio Elpídio respondeu sem hesitar que para agradecer-lhe por tê-lo salvo, o engenheiro deveria traçar a estrada de forma que a mesma passasse diante da sede da fazenda de seu sogro Terto Sanches. O engenheiro atendeu seu pedido e como a propriedade estava localizada às margens do Riacho Tiririca seria propício que se instalasse ali o acampamento dos operários. Antonio Elpídio não hesitou em concordar já que tal fato geraria emprego para a mão de obra ociosa que existia na localidade e permitiria a venda de produtos locais por preços vantajosos. Caso esse fato não houvesse ocorrido, muito provavelmente Alegrete, ainda hoje, seria apenas uma fazenda. Devido a construção da primeira estrada entre Picos e Araripina, vários operários e logo depois mascates, provenientes de Pernambuco, Ceará e Maranhão, vieram para “Poço dos veados” aumentando o núcleo populacional e gerando necessidades especificas para as quais “Poço dos Veados” não estava preparado, como por exemplo, a necessidade de educar as crianças que ali nasciam. Para tal finalidade havia apenas um pequeno Grupo Escolar construído em 1930, pelo Sr. Pedro Manoel da Luz (Pedro Né) e pelo Sr. Pedro Miguel Ramos com tijolos feitos pelo Sr. Raimundo Joaquim da Silva (Raimundo Macambira). Essa foi à primeira construção de tijolos feita na localidade. No ano de 1950, “Poço dos Veados” recebe o nome de Alegrete (que significa Canteiro de Flores), numa homenagem dos moradores à Fazenda Alegrete e em memória ao desbravador e patriarca da Família Ramos, Joaquim Francisco Ramos. A Fazenda Alegrete, hoje recebe o nome de Alegrete Velho, onde residem muitos descendentes de escravos e do patriarca. Alegrete cresce, o comércio aumenta e em 1957 é construído o Mercado Público em terreno doado por Antonio Elpídio Ramos. Foram construtores do Mercado, os senhores: Pedro Manoel da Luz (Pedro Né), Pedro Miguel Ramos, Germano Ramos, Antonio Ribeiro e Firmino Rocha. Em pouco tempo, outros comerciantes surgiram e a feira tomou conta do Mercado que atendia não somente Alegrete, mas também recebia comerciantes do Ceará e do Pernambuco, o que explica em parte, a influência cearense e pernambucana nas famílias alegretenses. A religiosidade alegretense também se destaca. A tradição oral aponta o ano de 1930 como data mais provável de quando foi rezada a primeira missa e o Padre José Mariano da Silva Neto como possível ministro responsável. Essa missa teria sido celebrada no Grupo Escolar, localizado no mesmo local onde hoje se encontra a atual Igreja de Nossa Senhora de Fátima. No ano de 1964, chega ao povoado à imagem de Nossa Senhora, a mesma que ainda hoje é venerada pela comunidade em sua Igreja Matriz. A imagem é colocada na pequena capela construída no lugar onde fora o Grupo Escolar. A capela passou por reformas em 1966 e em 1994 foi demolida para ser construída a moderna Igreja de Nossa senhora de Fátima. A Santa é declarada Padroeira da cidade e sua festa é comemorada no dia 13 de maio. Com o passar do tempo, o povoado Alegrete pertencente ao município de São Julião, com algumas comunidades formadas em volta, começa a receber benfeitorias. Alegrete era o maior produtor de feijão de toda região o que despertava a atenção de produtores, políticos e comerciantes. É nessa época que se fixam no povoado o Sr. Albertino Maximino de Alencar e sua esposa Antonia de Sousa Alencar, que mesmo residindo desde 1948 na localidade resolvem expandir seus negócios, inclusive montando um pequeno hotel, por volta de 1960. Também se fixa nessa mesma época o Sr. Cesário Ribeiro Leal, comerciante cerealista e mais tarde introdutor do primeiro posto de combustíveis do município, além dos Srs. Hamilton Joaquim Rodrigues, Severiano Camilo Dias e Luis José de Macedo, dentre outros. Em 1968, foi implantada uma usina de algodão, de propriedade do Sr. João Arraes Filho, fato que alterou toda a estrutura da pequena comunidade agrícola, que se tornava então agro-industrial. Com o crescimento do povoado alguns comerciantes se destacaram na política, como é o caso do Sr. Jorge Francisco Ramos, primeiro vereador a representar Alegrete na Câmara de São Julião, durante o governo de Constâncio Gomes Sobrinho (1960 a 1963). Em seguida, o Sr. Elisiário Manoel Ramos e o Sr. Manoel Cícero Ramos, que legislaram durante o governo do também alegretense Antonio Elpídio Ramos (1963 a 1967), primeiro prefeito eleito pelo voto direto.

Analisando a gestão de cada Prefeito de São Julião, destacamos algumas obras que contribuíram no progresso do povoado. O Sr. José Francelino de Sousa (Zé Xexê), Prefeito de 1967 a 1969, construiu o Grupo Escolar. Logo depois, Joviano Maximino de Alencar, conhecido como Carvalhinho e bisneto do Capitão Antonio Pereira de Alencar, foi Prefeito de São Julião (1969 a 1971), construindo a estrada ligando Tiririca a Sede do Povoado. No ano de 1972, chega a Alegrete a Construtora Queiroz Galvão S/A com a finalidade de asfaltar a velha estrada de terra que após o término transformou-se na BR 316, ligando o estado do Pará ao estado do Pernambuco, trazendo em definitivo o progresso para o grande povoado que a esta altura já almejava sua emancipação política. Em 1975, assume a Prefeitura de São Julião o Sr. Otacílio Bezerra de Alencar (Ota), que urbaniza o povoado Alegrete, trazendo calçamento, posto de saúde, energia elétrica e construindo o açougue público, dando condições para que o sonho da emancipação pudesse se transformar em luta. Ota governou até 30/01/1978. De 1983 a 1985, o Prefeito de São Julião foi o Sr. Francisco Joaquim Sobrinho (Chico Neném), que também contribuiu para a luta alegretense ao trazer o telefone para o povoado. O Sr. Otacílio Luis da Rocha (Tatá), governou São Julião de 1986 a 1988 e construiu a Praça Antonio Elpídio Ramos, ampliou várias ruas e instalou o sistema de televisão e parabólica. O Sr. Carlos Alberto Bezerra de Alencar (Carlão), assume a Prefeitura de São Julião em 01/01/1989, ao seu lado estavam os vereadores Francisco Edilton Alencar, Tertuliano de Lima Ramos, Osvaldo José da Silva e Nicolau Joaquim Ramos, quase a metade da Câmara Municipal de São Julião formava a bancada alegretense. O processo de emancipação já era irreversível. Carlão proporcionou à Alegrete a infra-estrutura que faltava ao povoado para pleitear sua independência: implantou o Ensino Fundamental de 1ª a 8ª série, criou o posto dos Correios, trouxe um posto do Banco do Brasil, adquiriu uma ambulância, construiu o matadouro público e principalmente incentivou o projeto de emancipação política de Alegrete, até o fim do seu mandato em 1992. Elevado à categoria de município com a denominação de Alegrete do Piauí, pelo artigo 35, inciso II, do ato das disposições constitucionais transitórias, da Constituição Estadual de 05/10/1989, área territorial e limites estabelecidos pela Lei Estadual nº 4.477/92, de 29/04/1992, assinada pelo então Governador Antonio de Almendra Freitas Neto, sendo instalado em 01/01/1993 e tendo como gentílico alegretense. O município está localizado na região de Pio IX, distante 379 km da capital (Teresina) e limitando-se ao norte com os municípios de Alagoinha do Piauí e Pio IX, ao sul com Padre Marcos, Francisco Macedo e Caldeirão Grande, a oeste com Alagoinha do Piauí, São Julião e Vila Nova do Piauí e a leste com Fronteiras e Caldeirão Grande. As condições climáticas do município de Alegrete do Piauí apresentam temperaturas mínimas de 18° C e máximas de 36° C, com clima semi-árido, quente e seco.

Com a emancipação política em 1992, houve a primeira eleição para composição dos poderes executivo e legislativo. A disputa foi entre Antonio Elpídio Ramos-PTB (ex-prefeito de São Julião) e Francisco Edilton Alencar-PFL (vereador de São Julião), saindo-se vitorioso Edilton Alencar, tendo como vice o Sr. José Joaquim Ramos, eleitos para o quatriênio 1993-1996. Já em 1996, Antonio Elpídio e Edilton Alencar se unem em nome do Sr. Manoel Afrâneo Ramos-PFL (filho do S. Antonio Elpídio), que enfrenta o vereador Izalberto José da Luz-PSDB. A união das famílias teve êxito e Manoel Afrâneo é eleito o 2º prefeito, para um mandato de 1997 a 2000, sendo seu vice José Elpídio Ramos. Essa união só durou durante a eleição, pois em 2000, o atual prefeito Manoel Afrâneo-PFL tenta a reeleição enfrentando o ex, Edilton Alencar-PPS. Com uma maioria de 368 votos, o ex-prefeito Edilton Alencar é eleito pela 2ª vez prefeito de Alegrete do Piauí. Sua chapa foi composta pelo vereador na época Abdon José de Sousa, que juntos, ficaram no poder até 2008, haja visto, que em 2004 os dois foram reeleitos não houvendo disputa, sendo os mesmos candidatos únicos, bem como para o poder legislativo. Em 2008, numa união entre 11 partidos, foi eleito o Sr. Joaquim Leal Neto-PSB e como vice o vereador de dois mandatos José Araújo de Lima-PTB, havendo mais uma vez candidatura única para o poder executivo, mas havendo disputa acirrada para o legislativo, onde 22 candidatos disputaram as nove vagas à Câmara Municipal, para o mandato a ser concluído em dezembro de 2012.

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