Aleixo Axuch

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Aleixo Axuch ou Axucho, às vezes encontrado como Axuch (em grego: Ἀλέξιος Ἀξούχ/Ἀξοῦχος) foi um nobre e líder militar bizantino do século XII de ancestralidade turca.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Aleixo Axuch foi filho de João Axuch, o general líder do exército bizantino sob o imperador João II Comneno (r. 1118–1143). Aleixo casou-se com Maria Comnena, a filha do filho mais velho de João, o co-imperador Aleixo Comneno. Com o posto de protoestrator, o segundo-no-comando do exército bizantino, Aleixo participou em várias campanhas militares durante o reinado do imperador Manuel I Comneno (r. 1143-1180). Ele tomou parte da fracassada campanha de Manual no sul da península itálica em 1158, foi governador da Cilícia em 1165 e possivelmente participou na guerra com a Hungria em 1166.[1] [2]

Cerca de 1167, contudo, ele caiu em desgraça com Manuel após ser acusado de conspirar contra ele e ter sido anteriormente criticado por um peculiar crime de lesa-majestade: ele tinha decorado um de seus palácios em Constantinopla com pinturas das campanhas e vitórias de Kilij Arslan II (r. 1156–1192), o sultão de Icônio, e não, como de costume, com as façanhas do próprio Manuel.[3] Entre outras coisas, Aleixo foi acusado de "brincar de feitiçaria" e conspirar com um "feiticeiro" latino para entorpecer a imperatriz Maria de Antioquia para impedi-la de dar à luz a um herdeiro.[4] O historiador João Cinamo sustenta que as acusações de conspirações foram genuínas, mas Nicetas Coniates acredita que Axuch tinha sido exposto pela insegurança de Manuel.[5] Seja qual for a verdade, Aleixo foi considerado culpado e confinado a um mosteiro para o resto de seus dias.[1]

Aleixo Axuch teve dois filhos, um dos quais, João Comneno, o Gordo, liderou uma revolta fracassada contra o imperador Aleixo III Ângelo (r. 1195–1203) em julho de 1201, e foi morte durante a mesma.[1]

Referências

  1. a b c Kazhdan 1991, p. 239
  2. Magdalino 2002, p. 61; 107
  3. Kazhdan 1991, p. 239; 938–939
  4. Mary of Antioch (em inglês). Visitado em 1 de julho de 2013.
  5. Magdalino 2002, p. 218

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Kazhdan, Alexander Petrovich. Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Iorque e Oxford: Oxford University Press, 1991. ISBN 978-0-19-504652-6.