Alemães dos Sudetos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Áreas pré-1945 com maioria dos alemães étnicos (em preto ) dentro dos territórios da atual República Checa.

Designa-se pela expressão Alemães dos Sudetos as populações germanófonas que habitavam a Boêmia e a Morávia (respectivamente, Čechy e Morava, em checo), perfazendo algo em torno de 3,2 milhões de indivíduos, os quais representavam, no início do século XX, aproximadamente 36 % da população total da Boémia.

O nome vem da cadeia montanhosa Sudetos.

História[editar | editar código-fonte]

Mapa parcial do Império Austro-Húngaro em 1911 que mostra a divisão das nacionalidades e a presença majoritária dos alemães (em rosa) ao redor da Boêmia.
Alemães dos Sudetos saudando Hitler com a saudação nazista depois que cruzaram a fronteira para a Checoslováquia em 1938.

Já antes da formação da Checoslováquia, as populações germânicas dos Sudetos invocavam o direito à auto-determinação, pleiteando a sua reunião aos demais povos germânicos da Áustria e da Alemanha sob um só Estado. Essa aspiração levou à formação do "partido alemão dos Sudetos", em 1933.

Esse partido, que contava com o apoio de Hitler, tinha inicialmente um programa autonomista. Com o passar do tempo, porém, passou a defender a anexação ao Reich, no que contou com o apoio dos nazis. De outro lado, os partidários da anexação actuaram como quinta coluna alemã, quando da invasão das tropas de Hitler. Porém, é importante ressaltar que nem todos nos Sudetos apoiavam o governo nazista, havendo inclusive social-democratas que foram obrigados a emigrar para Londres.

Apesar das concessões feitas pelo governo de Praga, Hitler deu um ultimato à Checoslováquia no dia 26 de setembro de 1938, tendo imposto suas pretensões na conferência europeia que resultou no Acordo de Munique, nos dias 29 e 30 de setembro. O plebiscito previsto no acordo foi atropelado pela ocupação alemã, que ocorreu já no dia seguinte, 1.º de outubro, retirando uma área de cerca de 30.000 km² da Checoslováquia, sem que o Reino Unido e a França reagissem de modo efetivo.

Depois de 1945[editar | editar código-fonte]

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, a Checoslováquia recuperou o território dos Sudetos, de onde as populações germânicas foram expulsas em massa, em cumprimento aos "decretos Beneš" (do nome do presidente que os assinou, Edvard Beneš). Esse deslocamento compulsório provoca, até hoje, tensões diplomáticas entre a Alemanha e a República Checa.

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Jakob Cornides:The Sudeten German Question after EU Enlargement in: Eigentumsrecht und Eigentumsunrecht - Analysen und Beiträge zur Vergangenheitsbewältigung - Teil 2. Ed. Gilbert H. Gornig, Hans-Detlef Horn, Dietrich Murswiek. Berlin: Duncker & Humblot, 2009. 213-241.
  • Kopecek, Herman. (March 1996). "Zusammenarbeit and spolupráce: Sudeten German-Czech cooperation in interwar Czechoslovakia". Nationalities Papers 24 (1): 63–78 pp.. DOI:10.1080/00905999608408427.
  • Smelser, Ronald M.. (March 1996). "The expulsion of the Sudeten Germans: 1945-1952". Nationalities Papers 24 (1): 79–92 pp.. DOI:10.1080/00905999608408428.
  • Bosl, Karl: Handbuch der Geschichte der böhmischen Länder (4 Bände). Anton Hiersemann Verlag Stuttgart, 1970.
  • Franzel, Emil: Sudetendeutsche Geschichte. Adam Kraft Verlag Augsburg, 1958.
  • Franzel, Emil: Die Sudetendeutschen. Aufstieg Verlag München, 1980.
  • Meixner Rudolf: Geschichte der Sudetendeutschen. Helmut Preußler Verlag Nürnberg, 1988.

ISBN 3-921332-97-4.

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]