Alexander Dubček

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Alexander Dubcek

Alexander Dubček (nascido em 27 de novembro de 1921 em Uhrovec, Checoslováquia, atualmente Eslováquia - falecido em 7 de novembro de 1992 em Praga) foi um chefe de estado da antiga Tchecoslováquia, tornou-se líder do Partido Comunista da Tchecoslováquia em 1968 e iniciou as reformas da "Primavera de Praga".

Biografia[editar | editar código-fonte]

Seu pai foi um operário emigrante na União Soviética. Sua educação foi na URSS. A família retornou a Eslováquia em 1938. No ano seguinte, Dubček ingressou no Partido Comunista Checoslovaco (PCCh). Durante a Segunda Guerra Mundial, tomou parte na resistência contra a ocupação nazista. demonstrou sua capacidade de organização ao protagonizar o levantamento nacionalista eslovaco contra as tropas alemãs no inverno de 1944 a 1945. Ficou ferido em repetidas ocasiões.

Em 1949 foi nomeado secretário de distrito do Partido em Trencin e em 1951 foi eleito membro do Comitê Central do PCCh e deputado da Assembléia Nacional, o que motivou sua ida a Bratislava, onde estudou Direito na Universidade de Komenski.

Entre 1955 e 1958, Dubček assistiu à Escola Superior de Mandos do Partido em Moscou. Dois anos depois já era membro do Presidium do PCCh. Em maio de 1963, Dubček substituiu K. Bacílek como primeiro secretário do Partido na Eslováquia. E em janeiro de 1968, substituiu o estalinista Novotni, como primeiro secretário do CC.

Dirigiu a tentativa de democratização socialista em seu país. Seu propósito, destinado a democratizar o Estado e as estruturas internas do Partido, e abrir a nação às potencias ocidentais, foi referendado por grande parte da população checoslovaca. A tentativa (o Socialismo com rosto humano) seria abortado sangrentamente pelas tropas soviéticas do Pacto de Varsóvia em agosto de 1968. Dubček e outros cinco membros do Presidium foram seqüestrados pela policía soviética de ocupação e levados a Moscou, onde "lhes fizeram entrar na razão". Quando voltou a Praga foi considerado como um cadáver político, ostracisado.

Até 1970 foi presidente da Assembléia Federal checa. Nesse mesmo ano quando foi expulso do Partido. Nomeado embaixador na Turquia. Não tardou em ser destituído: de novo em Praga, trabalhou como burocrata de uma exploração forestal. Não houve notícias suas até 1974, quando saiu uma carta aberta, assinada por ele e dirigida à Assembléia Federal onde ratificou os postulados democráticos de 1968, criticou as posiçõees políticas do Partido e denunciou os abusos de poder do primeiro secretário Husak.

Em 26 de novembro de 1989 Dubček foi aclamado na Praça de Letna de Praga por milhares de compatriotas. Inspirador para a troca democrática, foi feito como presidente do Parlamento checo. Dubček morrera em Praga com a consequência de um acidente de automóvel, não viu a desintegração de seu país.