Alexandre Garcia

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Alexandre Garcia
Nome completo Alexandre Eggers Garcia
Nascimento 11 de novembro de 1940 (74 anos)
Cachoeira do Sul, Rio Grande do Sul]
Nacionalidade  Brasil
Profissão jornalista, apresentador de telejornal, colunista e conferencista
Principais trabalhos Apresentador eventual do Jornal Nacional e Comentarista do Bom Dia Brasil
Gênero literário Política

Alexandre Eggers Garcia (Cachoeira do Sul, 11 de novembro de 1940) é um jornalista, apresentador, comentarista de telejornais, colunista político e conferencista brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Já atuou no Jornal do Brasil e na extinta TV Manchete. Por 18 meses, entre os anos de 1979 e 1980, foi porta-voz oficial da Presidência da República, no governo de João Batista Figueiredo.

É jornalista das Organizações Globo onde, desde 1996 apresenta o programa Espaço Aberto, na GloboNews, e desde 2001 apresenta e coordena, direto de Brasília, o telejornal local matutino DFTV - 1ª Edição. Faz participações diárias como comentarista político do telejornal Bom Dia Brasil e está no grupo de apresentadores que se revezam na bancada do Jornal Nacional aos sábados.

Realizou a cobertura especial das três últimas eleições presidenciais, em 2002, 2006 e 2010. É autor do livro Nos Bastidores da Notícia, lançado pela Editora Globo em 1990. Além disso, assina artigos para jornais do país e faz comentários políticos para 80 emissoras de rádio.[1]

Aos sete anos de idade, já atuava como ator infantil na rádio em que seu pai, o uruguaio Oscar Chaves Garcia, era radialista. Com quinze anos, era locutor da pequena Rádio Independente de Lajeado. Estudou Comunicação Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS). O primeiro emprego no jornalismo foi um estágio na sucursal do Jornal do Brasil, em Porto Alegre. Começou a escrever na editoria de economia e se especializou em Bolsa de Valores. Nessa época, conciliava um emprego no Banco do Brasil com o do jornal. Pouco tempo depois, foi contratado pelo JB e largou o trabalho no banco.[2]

A primeira cobertura internacional de Alexandre Garcia foi o fechamento do Congresso Uruguaio, em 1973, que instaurou uma ditadura no país vizinho. Nessa época, o jornalista escrevia para o Jornal do Brasil. De Montevidéu, foi transferido para Buenos Aires onde cobriu a crise política argentina por três anos. O jornalista deixou a capital depois que fez uma reportagem denunciando o esquema de corrupção da polícia rodoviária argentina próximo à cidade de Mar del Plata.[3]

No final da década de 1970, Alexandre Garcia retornou ao Brasil e foi trabalhar em Brasília durante o governo Geisel. Pelo Jornal do Brasil, participou da cobertura da viagem do Ernesto Geisel ao Japão em 1976. O jornalista ficou dez anos no JB. Depois da eleição do presidente João Baptista Figueiredo, Alexandre Garcia trabalhou como secretário de imprensa (porta-voz)do governo,[4] porém acabou sendo exonerado devido à repercussão de uma entrevista [5] concedida à revista masculina "Ele & Ela", na qual o jornalista se apresentava deitado em uma cama, de cueca, recoberto por uma felpuda toalha e revelava que era ali que ele "abatia suas lebres".

Em 1983, Alexandre Garcia foi trabalhar na sucursal da TV Manchete em Brasília. Para a emissora, o jornalista fez uma entrevista com João Figueiredo no final do mandato como presidente da República. Foi quando Figueiredo pronunciou uma das suas frases mais conhecidas: “Eu quero que me esqueçam”. Na Manchete, Alexandre Garcia trabalhou como correspondente internacional e cobriu a Primeira Guerra do Líbano, a Guerra das Malvinas, a Guerra Civil de Angola e a Guerra Civil da Namíbia. No final da década de 1980, foi convidado pelo então diretor de telejornais da Rede Globo, Alberico de Souza Cruz, para trabalhar na redação da emissora em Brasília.[6]

Nesse início na Globo, o jornalista apresentava um quadro de crônicas com o seu nome no Fantástico. No programa, mostrava políticos em situações engraçadas ou cometendo gafes. É desse período o apelido "Alexandre Gracinha". Nessa época, Alexandre Garcia era também repórter especial do Jornal Nacional, do Jornal Hoje e do Jornal da Globo. Participou de coberturas como promulgação da Constituição de 1988 e as eleições presidenciais de 1989. Ao lado de Joelmir Betting, apresentou o programa Palanque Eletrônico, no qual entrevistou todos os candidatos à Presidência. Foi também um dos mediadores nos dois debates entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor, no segundo turno das eleições.[7]

Alexandre Garcia foi diretor de jornalismo da TV Globo Brasília de 1990 a 1995. Na sucursal, acompanhou a posse de Fernando Collor na presidência e a decretação do Plano Brasil Novo. Dos estúdios da emissora, junto com Joelmir Betting, Paulo Henrique Amorim e Lilian Witte Fibe, tentou esclarecer as dúvidas dos telespectadores com relação ao plano econômico do governo. Na cobertura da ECO-92, foi para o Rio de Janeiro cobrir o evento no Riocentro. Em 1993, estreou no Jornal da Globo como comentarista político. Acompanhou também o processo de impeachment do presidente Collor, a implementação do Plano Real e as eleições de Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998.[8]

Enquanto atuava como porta-voz do presidente Figueiredo, viveu uma situação inusitada durante uma viagem oficial entre Brasília e Pindamonhangaba. Um cano do sistema hidráulico do avião da Força Aérea Brasileira estourou e molhou as calças do Presidente da República. Figueiredo disse: "É perigoso tirar as calças na sua frente!" e ficou completamente nu diante do jornalista (fevereiro/1980).[9]

Em comentário na Rádio CBN, afirmou que o Ministério da Saúde estaria fazendo "uma maluquice" ao estimular a gravidez de mulheres portadoras do vírus HIV. Sua declaração gerou forte protesto dos ativistas de movimentos sociais, que repudiaram publicamente seu comentário (maio/2010).[10]

Desde 1996, Alexandre Garcia apresenta o Espaço Aberto na GloboNews, hoje renomeado Globo News Alexandre Garcia. No programa, debateu com políticos e autoridades temas como segurança pública, questão agrária, reforma da previdência, projeto Fome Zero, prostituição infantil, educação no Brasil, sistema de cotas raciais, combate a pirataria no Brasil, entre outros. Em 1997, fez uma série de reportagens para o telejornal sobre a Justiça, discutindo os problemas do atraso dos processos e a burocracia do Poder Judiciário no país.[11]

Atualmente além do programa na Globo News, Alexandre é comentarista politico do Bom Dia Brasil e DFTV, no 2º também comenta segurança pública. Alexandre também é substituto de Willian Bonner no Jornal Nacional e de Chico Pinheiro no Bom Dia Brasil.

Diariamente, atua como colunista político dentro da coluna "Bastidores" do Jornal da Cidade, comandado pelo jornalista José Carlos Magdalena e transmitido pela Rádio Morada do Sol AM/FM e pela TVAra, emissoras sediadas em Araraquara, interior de São Paulo.

Referências

  1. Memória Globo — Alexandre Garcia Globo.com. Visitado em 17 de maio de 2011.
  2. Ibid Globo.com Memoriaglobo.globo.com.
  3. Ibid Globo.com Memoriaglobo.globo.com.
  4. Ibid Globo.com Memoriaglobo.globo.com.
  5. Ibid TioLucena.
  6. Ibid Globo.com Memoriaglobo.globo.com.
  7. Ibid Globo.com Memoriaglobo.globo.com.
  8. Ibid Globo.com Memoriaglobo.globo.com.
  9. Revista Brasília Em Dia Entrevista: Alexandre Garcia Brasiliaemdia.com.br.
  10. Portal Impresa Declaração de Alexandre Garcia sobre mães com HIV gera protestos na web Portalimprensa.uol.com.br.
  11. Ibid Globo.com Memoriaglobo.globo.com.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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