Alfafa

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Medicago sativa0.jpg
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae
Subfamília: Faboideae
Género: Medicago
Espécie: M. sativa
Nome binomial
Medicago sativa
L.

A alfafa (Medicago sativa), também conhecida por luzerna, é uma leguminosa perene (renovada constantemente pela natureza), pertencente à família Fabaceae e subfamília Faboideae, originalmente encontrada na Ásia Menor e no Cáucaso. Apresenta uma grande variedade de ecotipos (sub tipos adaptados ao clima da região). Em Portugal é também chamada de Luzerna.

Foi a primeira espécie forrageira a ser domesticada. Devido a sua boa adaptabilidade aos mais diferentes tipos de clima e solo, tornou-se conhecida e cultivada em quase todas as regiões agrícolas do mundo e é considerada a "rainha das forrageiras" pelos norte-americanos, devido ao seu elevado valor nutritivo e por produzir forragem tenra e de boa palatabilidade (facilmente absorvida pelos animais). Tem cerca de duas a quatro vezes mais proteína bruta do que o trevo-branco (Trifolium repens) e a silagem de milho (Zea mays), além de ser mais barata.

Seus brotos são usados como alimento humano devido ao seu alto teor protéico e por ser um alimento de baixa caloria e de agradável sabor. Pode ser usada na forma de saladas ou sopas.

Índice

Teor nutritivo[editar]

Muito nutritiva, apresenta importantes qualidades como forrageira e possui em sua composição básica os seguintes valores por produto (valores básicos em percentual relativo):

Esses níveis são muito superiores aos de outras fontes de alimentos habitualmente utilizados na pecuária. Além desta, usa-se o milho (Zea mays), a cana-de-açúcar (Saccharum sp.) e o capim-elefante (Pennisetum purpureum).

Por sua alta degrabilidade proteica, aumenta a produção do gado leiteiro, e por ser de fácil digestão para os animais é usado em grande escala mundialmente como forragem animal e alimento.

Produção mundial[editar]

É produzida em todo o planeta, cobrindo uma área estimada de 32 milhões de hectares (ha) de área plantada, nos locais de clima tropical, assim distribuida :

Hemisfério Norte:

Hemisfério Sul:

  • Argentina com 7 500 000 ha - Maior produtor do Hemisfério Sul e o segundo do mundo.
  • África do Sul com 300 000 ha.
  • Peru com 120 000 ha.

Normalmente, a alfafa é vendida por quilo, mas é possível encontrá-la em sacos de quarenta ou cinquenta quilogramas.

Produção no Brasil[editar]

Ilustração do livro Flora von Deutschland, Österreich und der Schweiz (1885) de Otto Wilhelm Thomé.

Foi introduzida no Rio Grande do Sul, a partir do Uruguai e da Argentina, cobrindo uma área de 26.000 ha na Argentina.

Seu baixo plantio no Brasil ocorre em grande parte pela falta de conhecimento e exigências peculiares, pelos produtores.

Apesar de ser uma das forrageiras mais difundidas em países de clima temperado, recentemente a alfafa começou a ser cultivada com sucesso em ambientes tropicais.

No Brasil, até 1968, o Estado do Rio Grande do Sul respondia por mais de 70% da área cultivada com alfafa, devido ao fato de as condições climáticas locais serem favoráveis ao cultivo na época.

Outras regiões como a Sudeste e Centro-Oeste, são grandes plantadores, podemos destacar Mato Grosso do Sul, na região de Campo Grande, Tocantins e sul de Goiás, se levarmos em conta ainda que o país prefere exportar do que a plantar.

Uso humano[editar]

Por ser rica em proteínas é um bom fortificante, contra o raquitismo. Contém várias vitaminas entre elas as vitaminas A1, B2 e C, além de minerais como potássio, magnésio, fósforo e cálcio.

É eficaz no tratamento de anemias, ausência de ferro, auxilia a circulação sangüínea protegendo-a de hemorragias. O seu chá tomado em jejum recalcifica os ossos e combate o raquitismo, calmante, combate o excesso de uréia, é recomendada na alimentação como salada, para combater escorbuto, falta de apetite, má digestão, úlceras nervosas, cistite, reumatismo e artrite.

Há várias formas de usá-la na alimentação como salada com tempero ou não, chá, sempre deve ser feito da folha seca. Secar na sombra, senão murcha e perde qualidade terapeuticas. Tomar um copo de chá durante quatro dias por semana. Intercalar e repetir a dose outras vezes, normalmente antes do almoço ou refeições.

Ligações externas[editar]

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