Alfred Bester (Babylon 5)

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Alfred Bester
Personagem de Babylon 5
Psi Cop Bester, em seu sombrio uniforme negro.
Origem Marte
Espécie Humanos
Afiliações Psi Corps
Primeira aparição Mind War
Última aparição The Corps is Mother, the Corps is Father
Interpretado por Walter Koenig
Projecto Televisão  · Portal Televisão

Alfred Bester é um personagem fictício da série de televisão de ficção científica Babylon 5, interpretado pelo ator Walter Koenig. Ele é um Psi Cop sênior e um dos vilões recorrentes da série. J. Michael Straczynski batizou o personagem em homenagem a Alfred Bester, um escritor de ficção científica, famoso por retratar telepatas em sua obra, principalmente em The Demolished Man.

Descrição do personagem[editar | editar código-fonte]

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Primeiros anos e carreira[editar | editar código-fonte]

O nascimento, vida e morte de Alfred Bester foram contadas na "Trilogia da Psi Corps", por Gregory Keyes, que revela que o pequeno Stephen Kevin Dexter foi rebatizado em homenagem ao autor de ficção por seu avô, Kevin Vacit, para esconder sua ascendência[1] .

Seus pais biológicos foram Matthew e Fiona Dexter, ambos líderes nos primeiros momentos da resistência contra a Psi Corps. Enquanto foi diretor da corporação, Kevin Vacit conseguiu que sua filha Fiona escapasse de um campo de reeducação de telepatas foragidos como parte de sua campanha para reforçar a resistência, acreditando, na época, que a a competição entre os foragidos e a corporação iria reforçar o potencial genético dos telepatas pela seleção natural. Um encontro com os Vorlons mudou sua opinião sobre o assunto, levando-o a acreditar que somente a experimentação deliberada e a reprodução seletiva produziriam telepatas fortes o suficiente para proteger a humanidade de futuras ameaças. Isso levou diretamente aos expurgos de 2189, uma ofensiva da Psi Corps que dizimou a resistência e na qual os pais de Bester foram assassinados. Ele foi encontrado pela corporação, rebatizado e enviado para Cadre Prime, um grupo de treinamento formado por telepatas cuja PES já se manifestara na infância. Bester foi informado que seus pais eram membros respeitados da corporação e que tinham sido assassinados pela resistência, mas nunca soube o nome deles ou viu fotos, algo que não o perturbou, pois ele confiava plenamente no motto da Psi Corpos, "A Corporação é mãe, a Corporação é Pai"[1] .

Sendo um P-12, a mais forte entre as categorias que ocorrem naturalmente entre os telepatas humanos, ele pôde se juntar à polícia metasensorial e, eventualmente, conseguiu chegar até o líder da resistência, Stephen Walters. Ele não sabia ainda que Walters tinha sido o amigo mais próximo e aliado de seus pais, seu padrinho e a pessoa em cuja homenagem ele havia sido originalmente batizado. Quando Walters revelou a verdadeira origem de Bester, ele ficou furioso e descarregou sua arma nele. Bester acabou com uma sequela psicológica de raiva, culpa e negação, resultando num bloqueio mental de sua mão esquerda, a mesma que matara Walters, deixando-a paralisada. Por toda a série, o punho esquerdo de Bester permaneceu fechado, uma deficiência jamais discutida ou explicada no ar, um mistério que só foi resolvido com a publicação, em 1999, do segundo livro da trilogia[1] .

Bester era conhecido mesmo entre seus colegas telepatas da corporação por sua brutalidade, realizando buscas mentais ilegais nos "mundanos" - nome dado pelos telepatas aos não-telepatas - quando queria, ignorando as leis sobre privacidade e sobre o processo legal, indiferente também ao risco das "buscas profundas" para a saúde física e mental dos que as sofriam. Ele também tinha uma perturbadora vontade de realizar as chamadas "buscas de morte", rastreando a mente de uma pessoa morrendo até o momento da morte. Estas buscas eram sabidamente prejudiciais para a saúde mental do telepata, com alguns inclusive acreditando que uma parte da alma do telepata se perdia por estar em contato com alma do moribundo no momento da "passagem". Quase nenhum telepata, tendo feito esse tipo de busca uma vez, a faria novamente de livre e espontânea vontade, pois sabiam que as tentativas seguintes poderiam ser muito prejudiciais à psiquê. Porém, Bester repetidamente se oferecia para o serviço, acreditando que poderia conseguir alguma forma especial de conhecimento na experiência, chegando ao ponto de atingir o número sem precedentes de oito "buscas de morte". Durante a oitava, ele seguiu sua vítima até o "vazio" e teve uma experiência de quase-morte, na qual ele foi informado que telepatas investigando a morte experimentam apenas aquilo que trazem consigo em seu coração, algo que o fez perceber que o seu estava vazio, pois ele experimentara um vazio antes de ser ressuscitado pela equipe médica[1] .

Durante a sua carreira como membro da Psi Corps, ele foi o responsável pela retomada da diretoria da corporação que estava nas mãos dos "mundanos" assassinando o então diretor[1] .

Envolvimento na série[editar | editar código-fonte]

Símbolo da Psi Corps.

Quando Bester apareceu pela primeira vez na série Babylon 5, ele estava perseguindo um poderoso telepata chamado Jason Ironheart, que havia sido vítima experimentos genéticos ilegais com drogas nas mãos da Psi Corps numa tentativa de criar um poderoso super-telepata, um P-20 ou superior[2] . Bester não seu deu bem com o grupo de comando da estação espacial Babylon 5, algo que se manteria na mesma durante toda a série.

Bester eventualmente concordou em trabalhar com o capitão John Sheridan em diversas ocasiões durante a Guerra das Sombras, particularmente após as Sombras terem capturado alguém muito próximo de Bester, sua amante Carolyn Sanderson, que estava grávida[3] . Porém, após a captura de Michael Garibaldi durante um ataque das Sombras à estação[4] , Bester conseguiu secretamente resgatá-lo e sequestrá-lo em nome da corporação. Bester havia tomado conhecimento sobre uma conspiração anti-telepatas e decidiu tentar se utilizar de Garibaldi para expô-la. Ele o sujeitou a uma sutil reprogramação para conseguir se utilizar dele como um "agente dormente" (um agente infiltrado que não sabe que é um espião). Ele explorou os traços de paranóia e desconfiança contra autoridade próprios de Garibaldi, acreditando corretamente que a conspiração iria enxergar Garibaldi como um recruta excepcional uma vez que ele se separasse de seus amigos e do seu trabalho[5] .

O rico industrial William Edgars, o mentor da conspiração, acreditava que uma guerra civil entre a telepatas e mundanos seria contraproducente, não importando o quão totalitário fosse o regime. Edgars insistiu que Garibaldi derrubasse Sheridan antes de trazê-lo para o círculo interno da conspiração[5] , algo que ele, sem saber o por que de sua forte compulsão em descobrir os segredos da conspiração, acabou realizando, traindo Sheridan para os agentes do Presidente Clark. Edgars então revelou que sua companhia farmacêutica, as Indústrias Edgars, havia conseguido finalizar um vírus letal que atacaria os genes exclusivos dos telepatas. Qualquer um deles que fosse infectado morreria rapidamente se não tomasse doses regulares de um antídoto que ele também havia criado, um plano que reduziria os telepatas a uma raça escrava e evitaria a guerra entre os humanos que ele acreditava estar próxima. Após ter descoberto os reais planos da conspiração, Garibaldi entrou num estado de fuga e alertou Bester e a Psi Corps, que então trataram de assassinar rapidamente Edgars e capturar o vírus e o antídoto. Bester então foi até Garibaldi, que ainda estava paralisado, e revelou a ele os detalhes de sua lavagem cerebral e sua trapaça. Embora tentado a matar Garibaldi, Bester ao invés disso retirou os comandos mentais e deixou Garibaldi para lidar com os resultados de sua traição de seus amigos[6] .

Foi posteriormente revelado que, mesmo com a programação removida, Bester deixou em Garibaldi um "Asimov" - adaptada da primeira das Três Leis da Robótica de Isaac Asimov - sabendo que Garibaldi iria provavelmente tentar matá-lo assim que o visse se não fosse impedido de fazê-lo[7] . Lyta Alexander eventualmente concordou em remover o "Asimov" da mente de Garibaldi quando ele concordou em ajudá-la a destruir a Psi Corps[8] .

Após a série[editar | editar código-fonte]

Após a Guerra dos Telepatas, Alfred Bester terminou sendo procurado por crimes de guerra que cometeu. Estava planejado que ele aparecesse também no episódio Value Judgments do spin-off Crusade como um fugitivo das autoridades e sendo procurado por agentes de segurança de Garibaldi. O episódio mostraria ele se encontrando com a tripulação da Excalibur, que estaria precisando de um poderoso telepata para abrir uma tranca que se respondia a poderosos comandos telepáticos. O episódio terminaria com ele fugindo mais uma vez[9] .

Ele passou muitos anos foragido, antes de se mudar para Paris, onde ele se apaixonou por uma empresária local chamada Louise. Porém, Michael Garibaldi era incansável em sua busca por vingança e eventualmente conseguiu rastreá-lo. Bester foi então levado perante a um tribunal de crimes de guerra e julgado, na França. Ele foi sentenciado à prisão perpétua e teve que se sujeitar a drogas que inibiam as suas habilidades telepáticas. Ele passou então dez anos numa prisão de segurança máxima e morreu logo após John Sheridan, em 2281. Na véspera de sua morte ele finalmente aceitou que era a "criança perdida" de Matthew e Fiona Dexter e seu punho esquerdo finalmente se abriu como resultado. Mesmo na morte, Garibaldi ainda continuou perseguindo-o. Após o seu funeral, ele foi até o túmulo dele e pregou um estaca de madeira no chão acima do caixão de Bester[10] .

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Participação nos livros de Babylon 5[editar | editar código-fonte]

  • Babylon 5: Livro 1 - Voices
  • Trilogia da Psi Corps:
    • Babylon 5: Dark Genesis: The Birth of the Psi Corp (parte 1) - "Gênesis Negra: O Nascimento da Psi Corps"
    • Babylon 5: Deadly Relations: Bester Ascendant (parte 2) - "Relações Mortais: A Ascensão de Bester"
    • Babylon 5: Final Reckoning: The Fate of Bester (parte 3) - "Conta Final: O Destino de Bester"

Referências

  1. a b c d e Keyes, Gregory. Trilogia da Psi Corps (em inglês). [S.l.: s.n.].
  2. "Mind War". Babylon 5.
  3. "Ship of Tears". Babylon 5.
  4. "Z'ha'dum". Babylon 5.
  5. a b "The Exercise of Vital Powers". Babylon 5.
  6. "The Face of the Enemy". Babylon 5.
  7. "Phoenix Rising". Babylon 5.
  8. "Objects in Motion". Babylon 5.
  9. (fevereiro 1998) "Tales of Bester and Babylon: An Interview With Walter Koenig" (em inglês). The Official Babylon 5 Magazine 1 (6) p. 15.
  10. Keyes, J. Gregory. Babylon 5: Final Reckoning - The Fate of Bester (em inglês). [S.l.]: Del Rey Books, 1999.