Alfredo Wagner

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Município de Alfredo Wagner
Bandeira de Alfredo Wagner
Brasão de Alfredo Wagner
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 21 de dezembro de 1961
Gentílico alfredense
Prefeito(a) Naudir Antonio Schmitz[1] (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Alfredo Wagner
Localização de Alfredo Wagner em Santa Catarina
Alfredo Wagner está localizado em: Brasil
Alfredo Wagner
Localização de Alfredo Wagner no Brasil
27° 42' 00" S 49° 20' 02" O27° 42' 00" S 49° 20' 02" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Grande Florianópolis IBGE/2008 [2]
Microrregião Tabuleiro IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Anitápolis, Bom Retiro, Chapadão do Lageado, Imbuia, Ituporanga, Leoberto Leal e Rancho Queimado
Distância até a capital 78 115 km
Características geográficas
Área 732,277 km² [3]
População 9 410 hab. Censo IBGE/2010[4]
Densidade 12,85 hab./km²
Altitude 480 m
Clima Mesotérmico úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,778 alto PNUD/2000 [5]
PIB R$ 106 041,537 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 10 447,44 IBGE/2008[6]
Página oficial
Prefeitura www.alfredowagner.sc.gov.br

Alfredo Wagner é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 27º42'01" sul e a uma longitude 49º20'01" oeste, estando a uma altitude de 480 metros e a 111 quilômetros de Florianópolis.

As primeiras tentativas de colonização de Alfredo Wagner foram feitas por dezenove soldados, nas proximidades do Morro do Trombudo. A empreitada, porém, não teve êxito devido à neve abundante e às chuvas que por três anos assolaram a região. Augusto Lima, em 1893, estabeleceu-se na barra dos rios Adaga e Caeté, acompanhado de alguns colonos. A partir da década de 1880, chegaram os primeiros colonos germanos (que se estabeleceram na região do município, principalmente oriundos da atual Alemanha e Áustria) dos quais a maioria da população atual de Alfredo Wagner descende. O local passou a se chamar "Barracão" – o primeiro nome de "Alfredo Wagner". O nome atual é uma homenagem a um dos homens que mais trabalhou pela emancipação político-administrativa do município, desmembrado de Bom Retiro.

Pré-história[editar | editar código-fonte]

No início da década de 1990, professores da Universidade Federal de Santa Catarina descobriram em Alfredo Wagner fósseis de mesossauros, répteis que viveram há 220.000.000 anos.

História[editar | editar código-fonte]

Um famoso republicano, farroupilha e intensamente ativo na região dos campos de Lages e fazendo passeios na Laguna, o Coronel Serafim Muniz de Moura, com seus familiares, foi o primeiro homem estabelecido no território municipal. O fato foi ocorrido na metade da década de 1840.[7]

Os primeiros povoadores de Alfredo Wagner foram os soldados-colonos. O Império do Brasil tornou-se o criador, em seu território, em 1853, de a Colônia Militar de Santa Teresa.[7]

Porém, a localidade não foi progredida. Somente mais tarde, depois que chegaram muitos colonos que eram descendentes de imigrantes que vieram da Alemanha, Barracão, como era chamada desde 1890, evoluiu satisfatoriamente.[7]

Em 1893, quando fugia, junto com um grupo de soldados, de possíveis vinganças da Revolução Federalista, o Soldadinho, doente, perdeu-se do grupo e foi encontrado dias mais tarde, congelado. O túmulo, construído no local, é muito visitado e os moradores mais antigos que acreditam que o Soldadinho faz milagres.[7]

Tornou-se distrito em 1957. Alfredo Wagner emancipou-se politicamente em 21 de dezembro de 1961, por meio da Lei nº 806. De acordo com a legislação, suas terras desmembraram-se do município de Bom Retiro.[7]

O novo território municipal foi instalado em 29 de dezembro de 1961. O primeiro prefeito que venceu as primeiras eleições municipais foi o Senhor Alfredo Wagner Júnior e por coincidência a lei que criou a autonomia municipal deu o nome de Alfredo Wagner. A superfície do município é estimada em 765 km². Alfredo Wagner faz parte da Mesorregião da Grande Florianópolis. Em seu território existem muitas montanhas.[7]

Sua economia baseia-se principalmente na agricultura, atividade econômica na qual o principal produto econômico é a cebola (é possivelmente o segundo município que mais produz essa planta no estado).[7]

Geografia humana[editar | editar código-fonte]

Na zona rural moram 70% da população, a água na zona urbana obtida através do tratamento da água rio Rio Caeté, obtida de fontes naturais ou mesmo de arroios. A eletrificação atinge 85% das propriedades. Para conter o êxodo, a prefeitura incentiva o aumento da produção agrícola, através de programas específicos e implantou um convênio com um abatedouro de Rio do Sul para criação de suínos, em sistema de parceria, pelas famílias dos agricultores. A prefeitura também adquiriu resfriadores de leite e está intermediando a venda do produto em quatro empresas de grande porte.

Por possuir um bom acesso por asfalto e uma localização privilegiada que triangula uma distância média de 80 quilômetros com as cidades de Lages, Florianópolis e Rio do Sul, a administração municipal também espera uma rápida industrialização a partir dos próximos anos e tem oferecido isenção total de impostos e tributos municipais e até mesmo a cessão de terreno para instalação de unidades fabris.

Uma das atrações é a Reserva Rio das Furnas, localizada na pequena localidade de São Leonardo (Alfredo Wagner), na Serra dos Faxinais, no Alto da Boa Vista.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Alfredo Wagner encontra-se numa área de transição entre a Serra Catarinense, os Campos da Boa Vista e o Vale Europeu. A cidade caracteriza-se pela beleza natural e exuberante de sua paisagem e pela abundância de recursos hídricos. A paisagem típica do contexto local é caracterizada pela topografia acidentada e fundos de vales extensos e estreitos. Possui em sua composição diversos cenários, que transmitem às pessoas que passam pela cidade uma sensação de ar puro e bem estar.

Também conhecida como Capital das Nascentes, pois em seu território, nascem 4 rios, o Rio Braço do Norte, que depois desemboca no Rio Tubarão, o Rio Canoas, que depois que ajuda a formar o Rio Uruguai, o Rio Cubatão, que abastece a Grande Florianópolis e o Rio Itajaí-Açu, que dá o nome ao Vale do Itajaí.

A cidade conta com um hotel e três pousadas, que atendem adequadamente os turistas que visitam a cidade.

Museu Municipal[editar | editar código-fonte]

Após muitos anos de pesquisas no município, foram encontrados diversos artefatos, fósseis, peças geológicas e ecológicas que reunidas na localidade Lomba Alta, dão vida ao Museu Arqueologia da Lomba Alta.

Inaugurado no cinquentenário da morte de Alfredo Henrique Wagner, em 20 de Outubro de 2002, é uma réplica, em estilo suiço-germânico, da residência do patrono do município.

Abriga no andar térreo vasto material de interesse arqueológico, geológico, numismático e ecológico e no sótão, antiguidades diversas como louças, ferramentas, vestuário. A maioria pertencente à família de Alfredo Wagner. Em 2009, o número de visitantes foi de 6.476 pessoas, perfazendo desde a inauguração em Outubro de 2002, um total de 35.912 visitantes.

Curiosidade: Atrás do Museu, há um bosque de árvores nativas alfredenses, com todas as espécies frutíferas comestíveis encontradas nas matas do Município.

Referências

  1. Eleições 2012 - Alfredo Wagner / SC eleicoes2012.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  7. a b c d e f g El-Khatib, Faissal. História de Santa Catarina (em português). Curitiba: Grafipar, 1970. p. 12. vol. 4.

Ver também[editar | editar código-fonte]


Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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