Algoritmo de Dijkstra
| Algoritmo de Dijkstra | |
|---|---|
![]() |
|
| classe | Algoritmo de busca |
| estrutura de dados | Grafo |
| complexidade pior caso | ![]() |
| Algoritmos | |
O algoritmo de Dijkstra, concebido pelo cientista da computação holandês Edsger Dijkstra em 1956 e publicado em 1959[1][2], soluciona o problema do caminho mais curto num grafo dirigido ou não dirigido com arestas de peso não negativo, em tempo computacional O([m+n]log n) onde m é o número de arestas e n é o número de vértices. O algoritmo que serve para resolver o mesmo problema em um grafo com pesos negativos é o algoritmo de Bellman-Ford, que possui maior tempo de execução que o Dijkstra.
O algoritmo de Dijkstra assemelha-se ao BFS, mas é um algoritmo guloso, ou seja, toma a decisão que parece ótima no momento. Para a teoria dos grafos uma "estratégia gulosa" é conveniente já que sendo P um menor caminho entre 2 vértices U e V, todo sub-caminho de P é um menor caminho entre 2 vértices pertencentes ao caminho P, desta forma construímos os melhores caminhos dos vértices alcançáveis pelo vértice inicial determinando todos os melhores caminhos intermediários. Nota: diz-se 'um menor caminho' pois caso existam 2 'menores caminhos' apenas um será descoberto.
O algoritmo considera um conjunto S de menores caminhos, iniciado com um vértice inicial I. A cada passo do algoritmo busca-se nas adjacências dos vértices pertencentes a S aquele vértice com menor distância relativa a I e adiciona-o a S e então repetindo os passos até que todos os vértices alcançáveis por I estejam em S. Arestas que ligam vértices já pertencentes a S são desconsideradas.
Um exemplo prático do problema que pode ser resolvido pelo algoritmo de Dijkstra é: alguém precisa se deslocar de uma cidade para outra. Para isso, ela dispõe de várias estradas, que passam por diversas cidades. Qual delas oferece uma trajetória de menor caminho?
Índice |
[editar] Algoritmo
- 1º passo: iniciam-se os valores:
para todo v ∈ V[G]
d[v]← ∞
π[v] ← nulo
d[s] ← 0
V[G] é o conjunto de vértices(v) que formam o Grafo G. d[v] é o vetor de distâncias de s até cada v. Admitindo-se a pior estimativa possível, o caminho infinito. π[v] identifica o vértice de onde se origina uma conexão até v de maneira a formar um caminho mínimo.
- 2º passo: temos que usar dois conjuntos: S, que representa todos os vértices v onde d[v] já contem o custo do menor caminho e Q que contem todos os outros vértices.
Q ← V[G]
- 3º passo: realizamos uma série de relaxamentos das arestas, de acordo com o código:
enquanto Q ≠ ø
u ← extrair-mín(Q)
S ← S ∪ {u}
para cada v adjacente a u
se d[v] > d[u] + w(u, v) //relaxe (u, v)
então d[v] ← d[u] + w(u, v)
π[v] ← u
w(u, v) é o peso(weight) da aresta que vai de u a v.
u e v são vértices quaisquer e s é o vértice inicial.
extrair-mín(Q), pode usar um heap de mínimo ou uma lista de vértices onde se extrai o elemento u com menor valor d[u].
No final do algoritmo teremos o menor caminho entre s e qualquer outro vértice de G. O algoritmo leva tempo O(m + n log n) caso seja usado um heap de Fibonacci, O(m log n) caso seja usado um heap binário e O(n²) caso seja usado um vetor para armazenar Q.
[editar] Implementação em C/C++
Implementação em C utilizando uma matriz de adjacências. Dependendo da quantidade limite de vértices (MAXV) pode se tornar ineficiente quanto ao uso de memória, sendo recomendado usar uma lista de adjacências.
#include <string.h> //memset
// MAXV é uma constante que define a quantidade máxima de vértices
#define MAXV 100
// Matriz de adjacências
// Se MAdj[i][j] > 0, então há aresta que liga 'i' a 'j' com custo MAdj[i][j].
int MAdj[MAXV][MAXV];
// Armazena a distância mínima partindo de um vértice 'i' até todos os outros vértices
// dis[j] representa a menor distância de 'i' a 'j'.
int dis[MAXV];
// Calcula as distâncias de 'Vi' a todos os outros vértices de um grafo com 'V' vértices e armazena-as em dis[]
void dijkstra (int Vi, int V)
{
// vis[i] informa se o vértice 'i' já foi visitado/analisado ou não (inicialmente nenhum vértice foi)
char vis[MAXV];
memset (vis, 0, sizeof (vis));
// Inicialmente afirmamos que a menor distância encontrada entre Vi e qualquer outro vértice (exceto o próprio Vi) é infinita
memset (dis, 0x7f, sizeof (dis));
dis[Vi] = 0;
while (1)
{
int i, n = -1;
for (i = 0; i < V; i++)
if (! vis[i] && (n < 0 || dis[i] < dis[n]))
n = i;
if (n < 0)
break;
vis[n] = 1;
for (i = 0; i < V; i++)
if (MAdj[n][i] && dis[i] > dis[n] + MAdj[n][i])
dis[i] = dis[n] + MAdj[n][i];
}
}
Implementação em C++ utilizando uma lista de adjacências.
#include <string.h> //memset
#include <vector>
using namespace std;
// MAXV é uma constante que define a quantidade máxima de vértices
#define MAXV 100
// Lista de adjacências
// Para inserir uma aresta - partindo do vértice 'i' ao vértice 'j', com custo 'c' - na lista, podemos usar:
// LAdj[i].push_back (make_pair (j, c));
vector < pair <int, int> > LAdj[MAXV];
// Armazena a distância mínima partindo de um vértice 'i' até todos os outros vértices
// dis[j] representa a menor distância de 'i' a 'j'.
int dis[MAXV];
// Calcula as distâncias de 'Vi' a todos os outros vértices de um grafo com 'V' vértices e armazena-as em dis[]
void dijkstra (int Vi, int V)
{
// vis[i] informa se o vértice 'i' já foi visitado/analisado ou não (inicialmente nenhum vértice foi)
char vis[MAXV];
memset (vis, 0, sizeof (vis));
// Inicialmente afirmamos que a menor distância encontrada entre Vi e qualquer outro vértice (exceto o próprio Vi) é infinita
memset (dis, 0x7f, sizeof (dis));
dis[Vi] = 0;
while (1)
{
int i, n = -1;
for (i = 0; i < V; i++)
if (! vis[i] && (n < 0 || dis[i] < dis[n]))
n = i;
if (n < 0)
break;
vis[n] = 1;
for (i = 0; i < LAdj[n].size (); i++)
// Aresta n -> LAdj[n][i].first com custo LAdj[n][i].second
if (dis[LAdj[n][i].first] > dis[n] + LAdj[n][i].second)
dis[LAdj[n][i].first] = dis[n] + LAdj[n][i].second;
}
}
A implementação do algorítmo utilizando uma lista de adjacências é ligeiramente mais rápida que a implementação com uma matriz de adjacências para casos em que o número de arestas não se aproxima do pior caso (uma aresta ligando cada par de vértices); quando próximo ao pior caso, o desempenho é similar. Ambos possuem complexidade de tempo em torno de O(V²).
É possível obter uma solução em O(E log V) (sendo E o número de arestas) utilizando um heap de fibonacci (ou a priority queue da STL de C++) para extrair o vértice não-visitado com menor distância. O heap simples, embora levemente mais lento que o heap de fibonacci, também pode ser usado para obter uma complexidade similar.
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- Artigo explicativo sobre o algoritmo
- Artigo e Implementação do Algoritmo de Dijkstra em C
- (em espanhol) Algoritmo de Dijkstra em C
- (em inglês) Algoritmo de Dijkstra em C#
- (em inglês) [1] - NIST
- (em inglês) Applet do algoritmo de Dijkstra
Referências
- ↑ Dijkstra, Edsger;Thomas J. Misa, Editor. (2010-08). "An Interview with Edsger W. Dijkstra". Communications of the ACM 53 (8): 41–47. DOI:10.1145/1787234.1787249.
- ↑ Dijkstra 1959

