Ali Kamel
Ali Kamel (Rio de Janeiro, 1 de janeiro de 1962) é um jornalista, sociólogo, atual diretor da CGJ, Central Globo de Jornalismo, da TV Globo e colunista do jornal O Globo. É casado com a jornalista Patrícia Kogut, colunista do jornal O Globo. Nasceu numa família de imigrantes sírios (o pai e o avô materno, muçulmanos, a mãe e a avó maternas, cristãs).
Formou-se, em 1983, em Ciências Sociais pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro e, em 1984, em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Fez estágio de um ano no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, onde ingressou por concurso. Em 1982, também como estagiário, começou a trabalhar como jornalista na Rádio Jornal do Brasil, onde foi contratado. Saiu de lá como redator em 1985. Ingressou no mesmo ano na revista Afinal, como repórter.
Tornado chefe da pequena sucursal da revista no Rio, saiu de lá em fevereiro de 1986 para ser editor-assistente da Revista Veja, onde permaneceu até 1989 na condição de subchefe da sucursal carioca. Em maio do mesmo ano, ingressou no jornal O Globo a convite de Henrique Caban, então superintendente de redação do jornal, como chefe de reportagem dos jornais de bairro. Um ano depois, Evandro Carlos de Andrade, diretor de redação do jornal, convidou-o para a chefia de reportagem da editoria Rio.
Em 1990, foi promovido a editor do Segundo Caderno. Em 1991, foi para Brasília como diretor da sucursal, onde permaneceu até 1993, quando retornou ao Rio como editor-chefe adjunto do jornal, sempre por iniciativa de Evandro Carlos de Andrade. Em 1995, Evandro assumiu a direção da Central Globo de Jornalismo da Rede Globo, e Merval Pereira assumiu a direção de redação do jornal O Globo. Merval promoveu então Ali Kamel a editor-chefe do jornal, cargo que ocupou até 2001, quando se tornou diretor-executivo. Em junho de 2001, Evandro Carlos de Andrade morreu e foi substituído por Carlos Henrique Schroder.
Ali Kamel foi então convidado para ser o diretor-executivo de jornalismo da central dirigida por Schroder. Em maio de 2003, Kamel passou a escrever uma coluna quinzenal na página de Opinião do jornal O Globo. Em agosto de 2006, lançou o livro "Não somos racistas" (Nova Fronteira, 144 páginas), em que critica a adoção de cotas raciais, sustentando a tese de que, ao contrário de combater o racismo, elas podem dar origem ao ódio racial, segundo ele, até aqui inexistente no Brasil.
No livro, o autor sustenta que o Brasil não é uma nação estruturalmente racista, embora admita que o racismo exista no país como em todas as sociedades humanas. O autor se dedica a analisar as estatísticas que dão conta da desigualdade entre negros e brancos e declara que nada nelas permite afirmar que a desigualdade é fruto do racismo. Para ele, o abismo que separa negros e brancos nos indicadores sociais decorre fundamentalmente da pobreza, o que o leva a defender investimentos realmente expressivos em educação. Além disso, o autor discute como a questão do negro foi tratada pela academia, dos anos trinta aos nossos dias.
Em 2007, lançou Sobre o Islã – A Afinidade entre Muçulmanos, Judeus e Cristãos e as Origens do Terrorismo, também editado pela Nova Fronteira.
Também foi um dos principais críticos ao livro didático Nova História Crítica, de Mario Schmidt, em que diz que o livro contém ideologias marxistas entre outros aspectos.
No início do mês de julho de 2009, Ali Kamel é promovido ao cargo de diretor da Central Globo de Jornalismo (CGJ), cargo antes ocupado por Carlos Henrique Schroder, que assume a Direção Geral de Jornalismo e Esporte (DGJE) então criada na Globo. A CGJ torna-se então subordinada à recém-criada DGJE
Em agosto de 2009, lançou "Dicionário Lula, um presidente exposto por suas próprias palavras", também pela Nova Fronteira. No livro, Kamel analisa todos os discursos de improviso de Lula, todas as suas entrevistas e todos os programas radiofônicos "Café com o Presidente", num total de 1554 textos, material suficiente para a publicação de um artigo diário, de domingo a domingo, por treze anos e meio. O livro se divide em duas partes. Na primeira, Kamel analisa o perfil do presidente a partir de suas palavras. Na segunda, está um dicionário, com 347 verbetes: com a ajuda de programas de computador, Kamel selecionou as palavras mais usadas por Lula e deu definições a elas, para isso usando as próprias palavras do presidente. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009[1]. [2]. [3]. [4]. [5].
Referências
- ↑ Época - NOTÍCIAS - Os 100 brasileiros mais influentes de 2009. revistaepoca.globo.com. Página visitada em 20 de Dezembro de 2009.
- ↑ Site pessoal de Ali Kamel. www.alikamel.com.br. Página visitada em 17 de maio de 2010.
- ↑ Site Oficial da TV Globo. memoriaglobo.globo.com. Página visitada em 17 de maio de 2010.
- ↑ Perfil de Ali Kamel feito pelos estagiários de O Globo. www.oglobo.com.br. Página visitada em 7 de junho de 2010.
- ↑ Reportagem do Portal Puc Rio sobre o Ali Kamel. http://puc-riodigital.com.puc-rio.br.+Página visitada em 19 de agosto de 2010.
[editar] Ligações externas
- Comentários sobre Não somos racistas
- Resposta a Ali Kamel: Tartufo Trabalha na Globo?, atenção: link censurado pela Globo
- Nossa nação não é bicolor
- Não somos racistas
- Teoria das Hipóteses (ou Cinismo Hipotético)
- Um livro magistral de Ali Kamel. Ou o seqüestro de Deus
- Site de Dicionário Lula, com as críticas publicadas
- site pessoal de Ali Kamel
- site do projeto Memória Globo
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