Aliança Democrática (África do Sul)

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Aliança Democrática
Democratic Alliance
Presidente Helen Zille
Fundação 24 de Junho de 2000
Sede Cidade do Cabo,África do Sul
Ideologia Liberalismo
Centrismo
Social liberalismo
Espectro político Centro
Ala Jovem Democratic Alliance Youth
Afiliação internacional Internacional Liberal
www.da.org.za

A Aliança Democrática em inglês: Democratic Alliance, DA é um partido político com ideologias liberais da África do Sul. É o principal opositor do partido do governo, o Congresso Nacional Africano. Nasceu da fusão do Partido Democrático com o Novo Partido Nacional em 2000.

História[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

Apesar da Aliança Democrática ser um partido político bastante recente, tem apenas 8 anos, tem já uma longa vida de antecessores no que diz respeito à história da política na África do Sul, tendo sofrido várias coligações e separações ao longo desta.

O primeiro antecessor do agora partido da oposição sul-africana esteve activo durante 24 anos, entre 1910 e 1934. Chamava-se Partido Sul-Africano (South African Party) e ganhou as primeiras eleições na União Sul-Africana em 1910. Em 1934, o partido coligou-se com o Partido Nacional (National Party) passando a chamar-se Partido Unido ( United Party). O novo partido tinha no seu meio elementos com ideologias políticas distintas, uns eram liberais e outros conservadores. O partido manteve-se activo até 1959, até que as diferenças no interior do grupo se sentiram, fazendo com que o Partido Unido se desintegrasse, dando origem a vários novos partidos políticos.

Foi nesse mesmo ano que surgiu um desses partidos, o Partido Progressista (Progressive Party), fruto da separação dos membros do Partido Unido. Este novo partido não concordava com a forma com que o seu antecessor lidava com as políticas do Apartheid implementadas pelo Partido Nacional (National Party). Nessa medida, o Partido Progressista enfatizou a necessidade de uma revisão constitucional, a criação de uma declaração dos direitos dos cidadãos, criar um órgão independente do poder legislativo responsável pela poder judicial e também uma nova postura do Governo perante o federalismo. Estas reformas tinha elas associadas uma economia de mercado livre. Em 1961, apenas Helen Suzman foi eleita no parlamento, e por isso, durante 13 anos foi a única deputada no parlamento sul-africano que se opunha à segregação e discriminação racial, num parlamento onde apenas "brancos" era permitidos. A partir de 1971, Colin Eglin passou a ser o líder do partido, sem que tivesse assento parlamentar. Contudo, em 1974, o partido conseguiu ganhar sete lugares para deputados.

Um ano após esse feito, em 1975, o Partido Progressista coligou-se com o Partido da Reforma (Reform Party) liderado por Harry Schwarz, também este um partido que tinha surgido da separação das várias alas do Partido Unido. O novo partido político passou a chamar-se Partido Progressista da Reforma (Progressive Reform Party).

Em 1977, dois anos depois da coligação dos dois partidos, alguns membros dissidentes do Partido Unido, que tinha formado o Comité para a Oposição Unida juntaram-se também eles ao Partido Progressista da Reforma, criando o Partido Progressista Federal (Progressive Federal Party). Frederik van Zyl Slabbert, líder do partido a partir de 1979, recusou um lugar no parlamento sul-africano em 1986, alegando que era, a seu ver, irrelevante. Mais tarde criou o Instituto para uma Alternativa Democrática para a África do Sul (Institute for a Democratic Alternative for South Africa). Foi sucedido por Colin Eglin, ex-líder do Partido Progressista. O partido foi considerado como a oposição parlamentar oficial pelo partido de extrema direita, Partido Conservador (Conservative Party) nas eleições parlamentares de 6 de Maio de 1987.

Democracia[editar | editar código-fonte]

Helen Zille, a actual líder da Aliança Democrática.

Depois das eleições de 1987, o novo líder do partido, Zach de Beer, negociou uma coligação com outros dois partidos levando desta forma à criação do Partido Democrático (Democratic Party) em 1989. A nova coligação ganhou 36 deputados no parlamento nas eleições desse ano. O Partido Democrático teve um papel importante na negociação para a criação de uma constituição interina que defendesse os direitos e ideias progressistas que defendiam. Nas eleições de 1994, as primeiras após a abolição do Apartheid, o partido ganhou apenas 1.7% do total dos votos, o que representava 10 lugares no parlamento. A filha mais velha de Nelson Mandela, Makaziwe, e o irmão de F. W. De Klerk, Willem (co-fundador do partido)party) votaram pelo Partido Democrático nestas eleições.[1] Pouco depois das eleições, De Beer deu lugar a Tony Leon na presidência do partido. Este último defendia a salvaguarda dos direitos humanos de todos e o federalismo. O desempenho do partido melhorou bastante nas eleições de 1999, arrecadando 9,6% do total de votos, o que se converteu em 38 deputados eleitos. Nesta altura, o Partido Democrático substituiu o Novo Partido Nacional (New National Party) como oposição oficial ao Governo.

Em 2000, o Partido Democrático coligou-se com o Novo Partido Nacional dando origem à Aliança Democrática, o actual partido. Nas eleições de 2004 o partido obteve 12,4% dos votos, ou seja, 50 cadeiras parlamentares. É o segundo maior partido da África do Sul.

Resultados eleitorais[editar | editar código-fonte]

Eleições legislativas[editar | editar código-fonte]

Data Candidato Votos % Deputados +/- Status Notas
1994 Zach de Beer 338 426 1,7 (#5)
7 / 400
Oposição como Partido Democrático
1999 Tony Leon 1 527 337 9,6 (#2)
38 / 400
Aumento31 Oposição como Partido Democrático
2004 Tony Leon 1 931 201 12,4 (#2)
50 / 400
Aumento12 Oposição
2009 Helen Zille 2 945 829 16,7 (#2)
67 / 400
Aumento17 Oposição
2014 Helen Zille 4 091 584 22,2 (#2)
89 / 400
Aumento22 Oposição

Referências

  1. MEREDITH,Martin - Nelson Mandela: A Biography.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]