Aliança de Gays e Lésbicas Pró-Vida

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Pro-Life Alliance of Gays and Lesbians/Aliança de Gays e Lésbicas Pró-Vida
Datas das operações 1990 aos dias atuais
Líder Cecilia Brown
Motivos Organização LGBT «pró-vida»
Área de atividade Estados Unidos da América
Ideologia pró-vida

Aliança de Gays e Lésbicas Pró-Vida (PLAGAL Pro-Life Alliance of Gays and Lesbians) é um grupo de gays, lésbicas, bissexuais e transgéneros estadunidenses. PLAGAL apoia a posição «pró-vida» segundo a qual a vida começa na concepção, sendo assim o aborto injusto pois tiraria uma vida em formação e deve ser evitado, a procurar outras alternativas – as quais chamam de opções "reais" ou "não violentas" – para o bem da mulher. Se diferenciam de outros grupos «pró-vida» uma vez que a PLAGAL apoia o casamento homossexual.

História e evolução[editar | editar código-fonte]

A Aliança de Gays e Lésbicas Pró-Vida foi fundada em 1990, na cidade de Minneapolis, estado norte-americano de (Minnesota) e Washington D.C. sob o nome de "Gays Against Abortion" (Gays Contra o Aborto) por Tom Sena. Seu primeiro presidente foi Philip Arcidi, que foi eleito no ano de 1994. "Gays Contra o Aborto" mudou seu nome para o atual "Aliança de Gays e Lésbicas Pro-Vida" no início de 1991 para refletir melhor a diversidade de seus membros: gays e lésbicas. PLAGAL também reúne bissexuais e transgéneros, pessoas intersexuais, assim como pessoas heterossexuais.

PLAGAL tem promovido pesquisas pró-vida que mostram uma ligação entre os abortos das mulheres e o câncer de mama. Também tem tomado a posição de que mesmo se mulher estiver infectada com o HIV não deve abortar pois há formas de prevenir a transmissão do vírus da mãe para o filho. Apoiam o ampliação do acesso a medicamentos anti-retrovirais para todos os que precisam de tais tramentos, incluindo mulheres grávidas e seus fetos. Em março de 2005, PLAGAL apoiou [1] a legislação introduzida pelo republicano Brian Duprey no estado de Maine que, assumindo que a ciência descobrisse um componente genético significativo para a homossexualidade, proibiria o aborto com base na orientação sexual prevista.

Nos últimos anos tem havido algumas mudanças na PLAGAL. O fundador da PLAGAL, Tom Sena, morreu em junho de 2001; Joe Beard, ootro proeminente membro de PLAGAL, também morreu em julho do ano seguinte. No entanto, o grupo mantém na ativa sob a liderança de sua atual presidente, Cecilia Brown.

Reação da comunidade gay e lésbica[editar | editar código-fonte]

Como a postura «pró-vida» está frequentemente associada com o ideário político da direita religiosa, muitos gays e lésbicas se consideram a si mesmos como «pró-escolha» e contemplam os gays e as lésbicas «pró-vida» com um tipo similar de desdém dada a conservação de interesses dos grupos gays como os Log Cabin Republicans e Independent Gay Forum.

Os gays e lésbicas «pró-vida» afirmam que suas crenças a respeito do aborto derivam de crenças que consderam a não-violência, os direitos humanos e a interligação dos mesmos, e não o sectarismo puro que vê o sexo como negativo ou a reafirmação dos "valores familiares tradicionais". Ainda que alguns membros da PLAGAL sejam conservadores, cobrem todo o espectro político e muitos membros se identificam como liberais, esquerdistas ou progressistas. A presidente da PLAGAL, Cecilia Brown, por exemplo, é membro do Partido Verde dos Estados Unidos. Outro secretário nacional, Jackie Malone, está aberta a finalizar ao diálogo.

Já em 1994, Chuck Volz, co-fundador da extinta seção «Delaware Valley PLAGAL», começou um escândalo no meio de um local gay quando condenou os patrocinadores da Philadelphia AIDS[2] que poderiam desviar "fundo cruciais" para auxiliar no aborto de fetos HIV positivos.

Grande parte do debate dentro da comunidade de gays e lésbicas continua pacificamente, se não sempre civicamente. No entanto, em 1995 PLAGAL se registrou para participar na Marha do Orgulho Gay de Boston e foi rejeitada. A PLAGAL estabeleceu uma tenda no local da marcha, onde seus membros distribuíam literatura «pró-vida» aos participantes. Durante a marcha, a mesa ficou rodeada de pessoas que foram interrompidas e rasgavam os folhetos da PLAGAL, fazendo necessária a presença da polícia e a retirada da PLAGAL para restabelecer a ordem[3]

Muitas organizações pelos direitos de LGBTs dos Estados Unidos têm feito alianças com grupos de interesse «pró-escolha». Isso ocorre porque muitos grupos de interesse e políticos que se identificam como «pró-vida» são contra o matrimônio homossexual e alguns inclusive vão tão longe como apoiar as proibições do governo em matéria de controle de natalidade, preservativos e homossexualidade. Assim, muitos membros da comunidade LGBT reagiram com ceticismo a PLAGAL, e alguns criticam que a PLAGAL nunca ter explicado as contrapartidas «pró-escolha» sobre sua posição acerca dos preservativos ou unicamente a abstinência na educação sexual.

A PLAGAL tem distribuído preservativos e dental dams em eventos públicos como as Marchas do Orgulho Gay e expressou suas opiniões pró-contracepção em sua página na internet, em suas publicações e em palestras e debates. Na sua contribuição ao livro de antologia ProLife Feminism: Yesterday and Today (Segunda Edição, ed. Mary Krane Derr, Rachel MacNair & Linda Naranjo-Huebl, XLibris 2006), a presidente da PLAGAL, Cecilia Brown, se manifesta a favor dos matrimônios de pessoas do mesmo sexo, os direitos parentais das pessoas LGBTs, o controle de natalidade e uma educação sexual abrangente. Critica a homofobia, incluindo a homofobia como parte de alguns antiabortistas, como uma causa de gestações indesejadas e abortos.

Na Millennium March pela Igualdade do ano 2000, os maiores grupos de interesse gay como a GLAAD e a HRC promoveram políticas públicas «pró-escolha», a pesar dos protestos da PLAGAL.[4]

Reações da comunidade «pró-vida»[editar | editar código-fonte]

Nos Estados Unidos alguns grupos de interesse «pró-vida» tendem a ser contra ao casamento gay, alguns ainda se opõem ao fornecimento de acesso a anticoncepcionais e preservativos e adotam uma posição de que a atividade sexual só deve ocorrer dentro de um casamento heterossexual tradicional. Desse modo, alguns grupos de apoio «pró-vida» socialmente conservadores sentem-se desconfortáveis com um grupo lobista que é «pró-vida» e «pró-gay».

En 2002, a senhora Nellie Gray, a presidente e titular da autorização para a «March for Life» anual, negou uma autorização a PLAGAL e ordenou que seus membros foram detidos em vez de participar da décima nona marcha anual. O incidente levou a um debate dentro do movimento «pró-vida» em que se questionava como uma ideologia podia ser «pró-vida» e «pró-gay» na época. A direita religiosa é uma força poderosa dentro do movimento «pró-vida» nos Estados Unidos, e existem correntes em que vêm sua oposição ao aborto como parte de uma agenda mais ampla, que também inclui a oposição à homossexualidade. Mas o veredicto da comunidade «pró-vida» estava dividido; outras correntes se situavam numa posição de direitos humanos mais secular, enviando cartas de apoio à PLAGAL.[5] Esses indivíduos e organizaçoes, afiliados com grupos pacifistas e de justiça social, vêm sua oposição ao aborto como parte de uma Seamless Garment Network, agora chamada Consistent Life Ethic ("Ética de Vida Consistente"), juntamente com a oposição à violência contra as mulheres, racismo, pobreza, armas nucleares, a Guerra do Iraque e a pena de morte.

Outros vêem a luta contra o aborto de uma forma mais pragmática, e acham bem-vindo o apoio da PLAGAL sem importar com suas posições em outros temas. Enquanto outros grupos «pró-vida» apoiam sua posição como parte de um movimento religioso maior, permitindo a organizações «pró-gay» estar em associação com seu movimento.[6]

Em janeiro de 2009 a Catholic University of America em Washington, D.C. negou um pedido de autorização à PLAGAL co-patrocinar uma conferência «pró-vida», citando o apoio do grupo ao casamento homossexual e a apologia à atividade sexual homossexual.[7]

O debate segue ativo, mas como o movimento «pró-vida» não é apenas uma sectário cristão conservador, a PLAGAL tem sido bem-vinda a marchar nas marchas posteriores.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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