Alimento geneticamente modificado

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Alimentos geneticamente modificados são alimentos produzidos com base em organismos que, através das técnicas da engenharia genética, sofreram alterações específicas no DNA. Essa técnicas tem permitido a introdução de culturas agrícolas de traços diferenciados, assim como um controle sobre a estrutura genética bastante superior em relação ao que proporciona a Mutação artificial e a Seleção artificial.[1]

A venda dos alimentos geneticamente modificados começou em 1994, quando a empresa Calgene(hoje posse da Monsanto) comercializou pela primeira vez seu Flavr Savr, um tomate de maturação atrasada[2] - veja Tomate geneticamente modificado). Até hoje, a maioria das modificações genéticas nos alimentos tem priorizado as culturas mais lucrativas e que estão em alta demanda por parte dos agriculturas, tais como soja, milho, canola e óleo de algodão. Essas culturas tem sido projetadas para resistirem a agente patogénicos e herbicida e para apresentar melhores perfis nutricionais. Modificações genéticas aplicadas á pecuária(GM livestock) também tem sido desenvolvida, embora, até novembro de 2013, nenhum produto estava disponível no mercado.[3]

O consenso científico sobre alimentos, derivados de culturas geneticamente modificadas, presentes no mercado é muito favorável a que os mesmos não representam risco à saúde humana maiores do que os próprios alimentos "naturais".[4] [5] [6] [7] [8] [9] Entretanto, opositores tem se manifestado contra os alimentos geneticamente modificados por diversas razões, incluindo questões de segurança, preocupações ambientais, e receios econômicos sustentados pelo fato de que sementes geneticamente modificadas, que são fontes de alimentação, estão sujeitas a direitos de propriedade intelectual detidos por corporações multinacionais - veja controvérsia sobre alimentos geneticamente modificados

História[editar | editar código-fonte]

Em 1946, os cientistas descobriram pela primeira vez que o DNA pode ser transferido entre organismos.[10] Em 1994, o tomate transgênico Flavr Savr foi aprovado pela FDA(Food and Drug Administration) para comercialização nos EUA- a modificação proporcionou um retardo na maturação do tomate após o seu colhimento.[2] No princípio da década de 1990, a quimosina recombinante foi aprovada para uso em diversos países, substituindo o coalho na Fabricação de queijo.[11] Nos Estados Unidos durante o ano de 1995, as seguintes culturas transgênicas receberam aprovação para serem comercializadas: canola com a composição do óleo modificada(Calgene), Bacillus thuringiensis(Bt) milho(Ciba-Geigy), algodão resistente ao herbicida Bromoxynil(Calgene), Algodão Bt(Monsanto), batatas Bt(Monsanto), soja resistente ao herbicida glifosato(Monsanto), abóbora resistente a vírus(Monsanto-Asgrow.[2] Em 2000, com a criação do Arroz-dourado, os cientistas, pela primeira vez, obtiveram êxito em modificar geneticamente um alimento com a finalidade aumentar seu valor nutritivo. Em 2011, os EUA lideraram uma lista, com diversos países, na produção de culturas geneticamente modificadas, e 25 culturas geneticamente modificadas receberam aprovação para cultivação comercial.[12] Em 2013, cerca de 85% do milho, 91% da soja e 88% do algodão produzidos nos Estados Unidos eram geneticamente modificados.[13]

Referências

  1. GM Science Review First Report, Prepared by the UK GM Science Review panel (July 2003). Chairman Professor Sir David King, Chief Scientific Advisor to the UK Government, P 9
  2. a b c James, Clive (1996). Global Review of the Field Testing and Commercialization of Transgenic Plants: 1986 to 1995. The International Service for the Acquisition of Agri-biotech Applications. Página visitada em 17 July 2010.
  3. Consumer Q&A. Fda.gov (2009-03-06). Página visitada em 2012-12-29.
  4. American Association for the Advancement of Science (AAAS), Board of Directors (2012). Legally Mandating GM Food Labels Could Mislead and Falsely Alarm Consumers
  5. American Medical Association (2012). Report 2 of the Council on Science and Public Health: Labeling of Bioengineered Foods
  6. World Health Organization. Food safety: 20 questions on genetically modified foods. Accessed December 22, 2012.
  7. United States Institute of Medicine and National Research Council (2004). Safety of Genetically Engineered Foods: Approaches to Assessing Unintended Health Effects. National Academies Press. Free full-text. National Academies Press. See pp11ff on need for better standards and tools to evaluate GM food.
  8. A decade of EU-funded GMO research (2001-2010). [S.l.]: Directorate-General for Research and Innovation. Biotechnologies, Agriculture, Food. European Union, 2010. p. 16. ISBN 978-92-79-16344-9
  9. Other sources:
  10. Lederberg J, Tatum EL. (1946). "Gene recombination in E. coli". Nature 158 (4016). DOI:10.1038/158558a0. Bibcode1946Natur.158..558L.
  11. Staff, National Centre for Biotechnology Education, 2006. Case Study: Chymosin
  12. James, C (2011). ISAAA Brief 43, Global Status of Commercialized Biotech/GM Crops: 2011. ISAAA Briefs. International Service for the Acquisition of Agri-biotech Applications (ISAAA). Página visitada em 2012-06-02.
  13. Center for Food Safety About Genetically Engineered Foods