Allen Klein

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Allen Klein
Nascimento 18 de dezembro de 1931
Newark, Nova Jérsia, Estados Unidos
Morte 14 de julho de 2009 (77 anos)
Nova Iorque, Estados Unidos
Nacionalidade Estados Unidos Estadunidense
Ocupação Empresário, promotor, produtor, financista
Influências

Allen Klein (Newark, 18 de dezembro de 1931 - Nova York, 4 de julho de 2009) era um empresário, promotor, produtor de discos e financista norte-americano, notabilizado nos anos 60 e 70 na área do entretenimento musical, mais notadamente no rock, que descobriu ser uma mina de ouro na década de 1960, como empresário audaz e agressivo nos negócios, e que durante uma época foi o mais bem sucedido e conhecido empresário musical do mundo, por ter, como contratados, algumas das maiores bandas de rock de todos os tempos como The Beatles e The Rolling Stones.[1] [2]

O estilo de empreendor brilhante e persuasivo porém sem medidas de Klein, lhe valeu processos de quase todos seus contratados, de quem fez aquisições e assumiu o controle de seus trabalhos após conseguir para eles contratos extremamente vantajosos com suas gravadoras, além de ter sido investigado, julgado, condenado e cumprido pena por crime de informação privilegiada e fraude em investimentos financeiros.[3]

Sofria de Mal de Alzheimer, e morreu em 4 de julho de 2009 em sua casa em Nova York.

Início[editar | editar código-fonte]

Filho de um açougueiro de origem judaica húngara de Nova Jérsei, Klein tinha excelente memória para aritmética e trabalhou em diversos pequenos empregos na adolescência enquanto estudava a noite. Nos anos 50, ele cuidava dos livros-caixa de diversos artistas e fez auditorias para gravadoras de Nova Iorque.

Começou um pequeno negócio neste ramo em 1957, em sociedade com sua esposa Betty, até conhecer numa festa de casamento o cantor de sucesso entre as adolescentes americanas Bobby Darin, de quem após alguma conversa, achou que sua gravadora estava lhe devendo direitos de vendagem. Com a corcordância de Darin, Klein fez uma auditoria em suas contas e de posse dos números envolveu-se numa discussão legal e com a gravadora do artista, entregando ao fim da disputa um cheque de U$100 mil dólares em direitos não-pagos ao atônito Darin. A partir deste dia e pelo resto de sua carreira, Allen Klein passou a ser recomendado como agente entre os artistas do rock e a ser temido e odiado por suas gravadoras.

Os Rolling Stones[editar | editar código-fonte]

Em 1965, quando os Stones explodiam nas paradas mundiais e se tornavam os grandes rivais dos também britânicos The Beatles, a maior banda do mundo na época, Andrew Loog Oldham, seu empresário desde o início da carreira, se afogava em drogas e ficava incapacitado de continuar gerindo os negócios do grupo.

Mick Jagger, que é formado em Economia, impressionado com o talento de Klein para o negócio e o resultado conseguido por ele com outros artistas, contratou-o para empresariar a banda e chegou a indicá-lo para Paul McCartney. Entretanto, com o tempo, Jagger começou a duvidar da probidade de Klein e em 1968 o demitiu, levando os Stones a criar seu próprio selo e gerirem seu próprio trabalho a partir de 1970, não sem antes Klein conseguir os direitos da maioria das músicas gravadas pelo grupo antes de 1971.

Nota: os direitos de vendagem de músicas como Satisfaction (I Can't Get No) e Simpathy for the Devil, até hoje não pertencem a seus autores, Mick Jagger e Keith Richards, mas a Allen Klein, que as comprou do produtor do grupo nesta época, Phil Spector, e lança regularmente coletâneas com os principais clássicos, através de sua empresa ABKCO.

Os Beatles[editar | editar código-fonte]

Beatles logo.png

Em 1969, a Apple Inc., empresa fundada pelos Beatles para cuidar de seus negócios, estava completamente desestruturada economicamente e em via de falência depois da morte de Brian Epstein, o cérebro por trás do grupo, que cuidava dos contratos e da contabilidade da banda. Numa entrevista neste ano, John Lennon declarou que eles estariam quebrados em seis meses se as coisas continuassem como estavam.

Klein então procurou Lennon e numa conversa impressionou o músico por seus conhecimentos dos meandros do negócio e por seu jeito de homem das ruas, simples no linguajar e sem a afetação do pai de Linda Eastman, namorada de McCartney e outro pretendente ao cargo de empresário dos Beatles, atitudes estas que o tornaram simpático ao beatle. Lennon então convenceu George Harrison e Ringo Starr a apoiarem a escolha de Klein, mesmo contra a vontade de Paul McCartney, que nunca colocou sua assinatura no contrato entre a banda e o empresário.[4]

Este desacordo sobre o escolhido para ser o novo empresário dos Beatles, aliado há uma década de ressentimentos internos, desconfianças mútuas e inseguranças emocionais e de poder entre eles, foi um dos fatores chave para o fim do grupo um ano depois.

Com a péssima situação financeira da Apple, Klein propôs ao grupo trabalhar sob percentagem de lucros e em pouco tempo começou a mostrar seu estilo empresarial e de administração: renegociou os rendimentos do grupo com a EMI, gravadora detentora da maior parte do catálogo musical dos FabFour, conseguindo para eles a mais alta percentagem em venda de discos da época; por outro lado, seu estilo abrasivo de negociação e administração causou a maior demissão em massa entre os profissionais que viviam em volta do grupo, na Apple e fora dela.

Seus métodos agressivos deram resultado, recuperando as finanças da empresa e dos integrantes do grupo. Entretanto, apesar do suceso de Klein, McCartney continuou desconfiando dele e viria a processar os tres companheiros em 1971, após o fim da banda, pelo que ele considerou a causa de um "divórcio' entre eles, e os Beatles como uma unidade empresarial terminou.

As relações profissionais de Klein com John, George - com quem realizou o Concerto para Bangladesh e ajudou nas questões legais de acusações de plágio de seu sucesso individual My Sweet Lord - e Ringo viriam a durar até 1977.

Notas e Referências

  1. Life: The Top 100 Rock & Rollers of All Time, acessado em 6 de novembro de 2007
  2. Rolling Stone: The Immortals: The First Fifty, acessado em 7 de novembro de 2007
  3. Beatlefan magazine, Joseph C. Self: Paul vs. John, George and Ringo - A legal analysis of Paul McCartney’s 1970 lawsuit against John, George and Ringo, acessado em 6 de novembro de 2007
  4. Rolling Stone: entrevista de John Lennon, fevereiro de 1970

Ligações externas[editar | editar código-fonte]