Aloizio Mercadante

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Aloizio Mercadante
Aloizio Mercadante em 2009
Ministro-chefe da Casa Civil do Brasil
Mandato 3 de fevereiro de 2014
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a) Gleisi Hoffmann
Ministro da Educação do Brasil
Mandato 24 de janeiro de 2012
até 3 de fevereiro de 2014
Presidente Dilma Rousseff
Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil
Mandato 1 de janeiro de 2011
até 23 de janeiro de 2012
Presidente Dilma Rousseff
Senador de São Paulo, Brasil
Mandato 15 de março de 2003
até 31 de dezembro de 2010
Deputado federal de São Paulo, Brasil
Mandato 1 de janeiro de 1999
até 1 de janeiro de 2003

1 de janeiro de 1991
até 1 de janeiro de 1994
Vida
Nome completo Aloizio Mercadante Oliva
Nascimento 13 de maio de 1954 (60 anos)
Santos, São Paulo, Brasil
Dados pessoais
Profissão economista

Aloizio Mercadante Oliva (Santos, 13 de maio de 1954) é um economista e político brasileiro.

Foi um dos fundadores do PT em fevereiro de 1980 e o vice-presidente do partido entre 1991 e 1999. Foi senador pelo estado de São Paulo entre 2003 e 2010. De 2011 a 2012 foi Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, e, em 2012 tornou-se Ministro da Educação, devido à saída de Fernando Haddad para concorrer à Prefeitura de São Paulo. Em 2014, tornou-se Ministro da Casa Civil.[1]

Biografia

Filho do General de Exército e ex-comandante da Escola Superior de Guerra (1988 - 1990)[2] Oswaldo Muniz Oliva,[3] é formado em economia pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), na qual, durante seus estudos, destacou-se sendo presidente das entidades estudantis Associação Atlética Acadêmica Visconde de Cairu e Centro Acadêmico Visconde de Cairu. É mestre em economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e professor licenciado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Recentemente, defendeu sua tese de doutorado no Instituto de Economia da Unicamp.

Mercadante foi vice-presidente nacional do PT e secretário de relações internacionais, além de integrante do Diretório Nacional e da Executiva Nacional. Participou da elaboração dos programas de governo do PT e foi coordenador da campanha presidencial do partido nas eleições de 1989 e 2002. Foi candidato à vice-presidência da República na chapa de Lula nas eleições de 1994.

Em sua primeira disputa por uma vaga de deputado federal, em 1990, foi eleito como o mais votado do PT. Na Câmara, destacou-se em duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs): a do PC Farias e a do Orçamento.

Na campanha de 1994, Mercadante abriu mão de uma provável reeleição para a Câmara dos Deputados e concorreu à vice-presidente da República na chapa de Lula.

Em 1996 coordenou o programa de governo do PT e foi candidato a vice-prefeito de São Paulo na chapa de Luiza Erundina. Foi protagonista no debate econômico nacional, participando de palestras e publicando artigos propondo um modelo alternativo de desenvolvimento. Este período resultou no lançamento do livro "O Brasil Pós-Real", organizado por Mercadante.

Em 1998, Mercadante voltou à Câmara dos Deputados como o terceiro deputado mais votado do país - 241.559 votos. Em seu segundo mandato, participou de diversas comissões especializadas nas áreas econômica, financeira e tributária. Presidiu a Comissão de Economia, Indústria e Comércio (1999), foi líder da Bancada do PT (2000) e membro das comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional e de Finanças e Tributação (2001).

Ao concorrer a uma vaga no Senado em 2002, Mercadante obteve a maior votação da história do País – 10.497.348, recorde superado por Aloysio Nunes, do PSDB, que obteve 11.182.669 votos nas eleições de 2010. No Senado, exerceu a liderança do governo até junho de 2006.

Em 2006, foi candidato ao governo de São Paulo pelo PT, quando obteve o maior número de votos do partido no Estado – 6.771.582 votos. Neste mesmo ano, lançou o livro: "Brasil – Primeiro Tempo", uma análise comparativa do Governo Lula. De 2007 a 2008, presidiu a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Durante o processo de cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) defendeu a junção de todas as denúncias contra Calheiros, para que os processos fossem julgados de uma única vez, em sessão aberta. Em discurso, defendeu sua posição: "Meu voto não foi de omissão, como alguns disseram. Foi um voto transparente, de quem entende que o julgamento de mérito se faz com base na conclusão do processo".[4]

Em janeiro de 2009, foi eleito líder do PT no Senado. Em 20 de agosto de 2009, anunciou que iria renunciar ao cargo, por causa da decisão de seu partido de arquivar a abertura de investigação pelo Conselho de Ética contra o presidente da Senado Federal, José Sarney.[5] No dia seguinte, porém, em discurso no Senado, após longa conversa noturna com o presidente Lula, afirmou que - contra a vontade de sua família - aceitava o pedido do presidente para que continuasse na liderança.

Em 2010, concorreu como candidato ao governo do estado de São Paulo pelo PT, sendo, porém, derrotado no primeiro turno por Geraldo Alckmin. Foi convidado a integrar o governo da presidente Dilma Rousseff para assumir o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em 2011. Em 18 de Janeiro de 2012, foi convidado para assumir o Ministério da Educação, devido a saída do então ministro Fernando Haddad, para concorrer a Prefeitura de São Paulo[6]

Em 2012 defendeu Octávio Frias e o jornal Folha de São Paulo de acusações de colaboracionismo com a ditadura militar dizendo que teve " a oportunidade de testemunhar o papel desempenhado pelo jornal, sob o comando de 'seu Frias', na luta pelas liberdades democráticas."[7]

Vida

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Aloizio Mercadante foi o senador mais votado do Brasil em 2002, sendo superado em 2010 pelo tucano Aloysio Nunes, que obteve mais de 11 milhões de votos se tornando o senador mais votado da História do Brasil.

A estreia mais efetiva de Mercadante na vida política começou na época da faculdade de Economia na USP. Ele foi presidente do Centro Acadêmico Visconde de Cairu (CAVC) em 1974 e 1975 e ajudou a organizar protestos contra o assassinato do estudante Alexandre Vannucchi Leme e do jornalista Vladimir Herzog.

Venceu a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy nas prévias do PT e concorreu ao governo do estado de São Paulo nas eleições de 2006. Derrotado por José Serra, voltou aos seus quatro anos restantes no Senado.

Em 2010 concorreu ao governo de São Paulo tendo o apoio das seguintes legendas PDT, PCdoB, PR, PRB, PPL e também busca a aliança com PTdoB, PRP, PTC, PSL, PTN , e foi derrotado pelo opositor Geraldo Alckmin que obteve 11,5 milhões (50,63 %) de votos. Mercadante obteve 8,01 milhões de votos (35,23 %).

Referências

Ver também

Ligações externas

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Precedido por
Sérgio Machado Rezende
Ministro da Ciência e Tecnologia do Brasil
2011 – 2012
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Marco Antonio Raupp
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Fernando Haddad
Ministro da Educação do Brasil
2012 – 2014
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José Henrique Paim
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Gleisi Hoffmann
Ministro-chefe da Casa Civil do Brasil
2014 – atual
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