Alonso Cano

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Alonso Cano (Retratos de Españoles Ilustres, 1791).

Alonso Cano (19 de março de 1601 - 3 de outubro de 1667) foi um pintor, arquiteto e escultor espanhol nascido en Granada.

Seu pai Miguel Cano, era um prestigioso fabricante de retábulos, com ele Alonso aprendeu as primeiras noções de desenho arquitetônico e de talha de madeira, muito cedo começa a descobrir o seu enorme talento.

Em 1614 se transfere para Sevilha, onde aprende pintura com Francisco Pacheco, mestre de Velazquez e escultura com Juan Martínez Montañés. Em 1624, dois anos de obter o título de Mestre Pintor, reliza o seu primeiro quadro, um São Francisco de Borja com a inconfundível marca de Pacheco. Foi durante muitos anos companheiro de Velazquez.

Suas obras foram uma mescla entre o maneirismo italiano e o barroco. Seus desenhos foram o que mais se destacou da sua obra. Em uma época na qual dominava o tenebrismo, foi capaz de ser colorista em seus trabalhos, como Zurbarán, Sánchez Cotán e João Batista Mayno.

Em 1629 fez a sua obra mais grandiosa o Retábulo do Altar Maior da Igreja de Santa Maria de Lebrija (Sevilha). Outras de suas pinturas destacadas são: O Milagre do Poço, São Francisco de Borja e o Retábulo do Menino Jesus de Getafe.

Em 1627 morre sua primeira esposa, Maria de Figueroa, aparentemente de parto. Volta a casar-se em 1631, com Magdalena de Uceda. Em 1638 muda-se para a capital, onde o Duque de Olivares o nomeou pintor de câmara. Esteve de passagem pela corte de Madri, onde teve contato com as coleções reais e a pintura veneziana do Século XVI.

Como escultor, suas obras mais famosas são o retábulo de Nossa Senhora da Oliveira na Igreja de Lebrija e as figuras colossais de São Pedro e São Paulo.

Em 1644 sua esposa morreu assassinada, pelo que Alonso foi acusado do assassinato, entretanto não se lhe pode condenar por haver demonstrado sua inocência. Fugiu para Valência com a intenção de fazer-se monge. Em 1552 foi para Granada onde obteve o cargo de "racionero" da Catedral, graças à colaboração de Filipe IV.

Ali completou a decoração da Capela Maior. Não obstante tee constantes conflitos com os clérigos locais. Conseguiu pouco depois ser Mestre-mor da Catedral, pouco tempo depois desta nomeação veio a falecer. Foi enterrado na cripta da Catedral de Granada.

Durante toda a sua vida foi um demandista e os duelos estiveram sempre na ordem do dia. Em que pese ter ganho grandes quantidades de dinheiro, sempre esteve endividado, chegando a ser preso, ainda que seu amigo Juan del Castillo lhe tenha pago as dívidas.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Virgem da Oliveira (1629)
  • Imaculada do Facistol (1655 - 1656) na sacristía da Catedral de Granada.
  • Virgem de Belém
  • Busto de São Paulo
  • Cabeça de São João de Deus
  • Portada da Catedral de Granada

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Conteúdo relacionado com Alonso Cano no Wikimedia Commons