Alphaville (condomínio)

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Nota: Se procura outro significado de Alphaville, consulte Alphaville.


Prédio comercial no centro empresarial de Alphaville em Barueri-SP.

Alphaville é um bairro da cidade de Barueri, onde existem uma série de condomínios fechados, criados e idealizados por Yojiro Takaoka, sócio da empresa Albuquerque,Takaoka; na antiga Fazenda Tamboré, de propriedade do Conde Honório Penteado, na região havia um assentamento indígena, daí a razão ainda alguns condomínios pagarem Laudêmio ao Governo federal, contestado pelos moradores do local. Possui o maior e mais famoso conjunto brasileiro de condomínios, que se estende desde a cidade de Barueri-SP até Santana de Parnaíba-SP, cidades pertencentes à Região Metropolitana de São Paulo. Da mesma construtora, há um outro empreendimento similar próximo à saída de Campinas (a 92 km da capital paulista), além de outros empreendimentos menores. O Alphaville é o pioneiro na implantação de condomínios fechados no Brasil.

Índice

[editar] Alphaville Barueri

Foto noturna da al. Rio Negro. A avenida vai da entrada do bairro, na Rodovia Castello Branco até o condomínio chamado Alphaville Residencial Um

[editar] Implantação

A implantação deu-se com as vendas de lotes na decada de 70 primeiramente à proprietários e executivos das empresas não poluentes que ali se instalavam. Porém, logo depois, pessoas que buscavam tranqüilidade e maior contato com a natureza acabaram mudando-se para Alphaville. Foi levando em conta esses desejos que o bairro se desenvolveu e hoje abriga mais de 12 mil residências, 42 edifícios residenciais e 16 comerciais. Totalmente urbanizado e com segurança própria, tal como uma cidade com vida e recursos próprios.

[editar] Atualidade

Alphaville Barueri tem uma população fixa estimada em 50 mil habitantes (na cidade de Barueri são 232 mil) e uma flutuante de 150 mil pessoas por dia, formada por quem ali trabalha ou visita o bairro, a passeio ou a negócios.

Alphaville é famoso por servir de residência a diversos artistas famosos nacionalmente, alem como: Eliana, Chitãozinho & Xororó, Milton Neves, Cafu, Celso Portiolli, Luciana Gimenez, Joelma e Chimbinha (Banda Calypso), entre outros.

A região conta com cinco hospitais 24h e muitas clínicas, seis laboratórios, 16 agências bancárias, oito hotéis e flats, e cinema (No Shopping Tamboré , onde há nove salas) e quatro supermercados.

A grande procura imobiliária nesses anos levou incorporadoras e construtoras a buscarem novos terrenos, mais distantes do primeiro centro comercial, favorecendo, desta forma, o aparecimento de novas áreas de serviços e de novos bairros, como o Tamboré, que tem empreendimentos com características semelhantes aos de Alphaville, porém com residenciais lançados a partir da década de 1980, ou como o Bethaville, um bairro planejado, com áreas comerciais, empresariais e residenciais, que se localiza próximo ao novo centro político e administrativo de Barueri e junto à saída para São Paulo pelo Rodoanel. O conjunto de empreendimentos erigidos em torno dos condomínios ficou conhecido como Centro Comercial, ou Centro Empresarial de Alphaville.

[editar] Críticas ao modelo

Ônibus urbano em uma via de Alphaville

Especialistas em urbanismo, planejamento urbano e arquitetura da paisagem acreditam que empreendimentos como o Alphaville correspondam à mais evidente manipulação dos instrumentos de especulação imobiliária por parte de grandes empresas do ramo imobiliário. Os efeitos da implantação deste tipo de condomínio são o surgimento, muitas vezes imediato à sua construção, do fenômeno da segregação espacial no tecido urbano, criando barreiras físicas, sociais e culturais ao desenvolvimento harmônico da cidade, em sua concepção tradicional: o condomínio fechado torna privado espaços que são, por excelência, públicos, como a rua e cria obstáculos à noção de direito à cidade. O Alphaville constantemente é apontado como exemplo paradigmático deste processo, eventualmente chamado de "negação da cidade". Todos os valores que são considerados públicos, fatalmente, passam por processos de privatização, segundo apontam os críticos: a segurança e o lazer são os exemplos mais evidentes.[1]

Além da crítica social, há também ataques ao conteúdo fetichista de projetos deste tipo: em geral, o padrão de desenho urbano proposto aos bairros projetados pelo Alphaville remetem a uma certa imagem do subúrbio norte-americano, invocando uma realidade sócio-cultural diversa da brasileira e vendendo uma ilusão: acredita-se que, mais do que o custo próprio da construção e da localização, cada imóvel tenha agregado ao seu valor o custo imaterial relacionado à fantasia de se viver em uma sociedade ideal, na qual inexistam problemas sociais (como a população sem-teto) típicos da cidade capitalista. A arquitetura destes imóveis também é apontada como uma arquitetura definida pelo fetiche: não raro são encontradas construções baseadas em estilos históricos europeus, contrárias à tradição moderna da arquitetura brasileira.

Em síntese, críticos consideram o condomínio fechado do tipo Alphaville como um reflexo dos fenômenos da pós-modernidade no espaço urbano brasileiro, reunindo nele próprio todas as contradições sócio-econômicas da cidade contemporânea.

[editar] Lista dos demais empreendimentos Alphaville

[editar] Região Sul

[editar] Rio Grande do Sul

[editar] Paraná

[editar] Região Sudeste

[editar] São Paulo

[editar] Minas Gerais

[editar] Rio de Janeiro

[editar] Espírito Santo

  • Alphaville Jacuhy (Serra)

[editar] Região Nordeste

[editar] Rio Grande do Norte

[editar] Bahia

[editar] Ceará

[editar] Pernambuco

[editar] Maranhão

[editar] Paraíba

[editar] Região Centro-Oeste

[editar] Goiás

[editar] Mato Grosso

[editar] Mato Grosso do Sul

[editar] Região Norte

[editar] Amazonas

Notas

[editar] Bibliografia

  • REIS, Nestor Goulart. Notas sobre urbanização dispersa e novas formas de tecido urbano. São Paulo: Via das Artes, 2006.

"Histórias do Molinho: Uma vida de aventuras em Alphaville"

[editar] Ligações externas

Commons


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