Ambiência

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Em Arquitetura: É o espaço organizado e animado que constitui um meio físico e, ao mesmo tempo, meio estético ou psicológico, especialmente preparado para o exercício de atividades humanas. Para além da distribuição espacial material, a ambiência denota um estilo de vida e se liga à apropriação, ao arranjo, ao embelezamento do espaço. Uma boa ambiência torna um espaço mais receptivo e propício ao convívio. A ambiência se apóia tanto em aspectos subjetivos, como o bom gosto, variável entre as distintas culturas, quanto a aspectos objetivos, como a luminosidade, a amplitude ou o clima do ambiente.


Em Saúde: Na área da saúde, o conceito de ambiência se liga à política de humanização dos serviços de saúde. No Brasil, o Ministério da Saúde conceitua o termo a partir de três eixos[1] :

1. O espaço que possibilita a reflexão da produção do sujeito e do processo de trabalho. 2. O espaço que visa a confortabilidade focada na privacidade e individualidade dos sujeitos envolvidos, exaltando elementos do ambiente que interagem com o homem – a dizer cor, cheiro, som, iluminação, morfologia... –, e garantindo conforto a trabalhadores, paciente e sua rede social. 3. O espaço como ferramenta facilitadora do processo de trabalho funcional favorecendo a otimização de recursos e o atendimento humanizado, acolhedor e resolutivo.

Ainda de acordo com o Ministério, o conforto no ambiente hospitalar pode ser alcançado a partir dos seguintes elementos:

1. A Morfologia – formas, dimensões e volumes configuram e criam espaços. 2. A Luz – a iluminação, seja natural ou artificial, é caracterizada pela incidência, quantidade e qualidade. Além de necessária para a realização de atividades, contribui para a composição de uma ambiência mais aconchegante quando exploramos os desenhos e sombras que proporcionam. A iluminação artificial pode ser trabalhada em sua disposição garantindo privacidade aos pacientes com focos individuais nas enfermarias, facilitando as atividades dos trabalhadores e também a dos pacientes. A iluminação natural deve ser garantida a todos os ambientes que permitirem, lembrando sempre que todo paciente tem direito a noção de tempo – dia e noite, chuva ou sol. 3. O Cheiro – considerar os odores que podem compor o ambiente. 4.O Som – podemos propor a utilização de música ambiente em alguns espaços como enfermarias e esperas. Em outro âmbito é importante considerar também a proteção acústica que garanta a privacidade e controle alguns ruídos. 5. A Sinestesia – diz respeito à percepção do espaço por meio dos movimentos, assim como das superfícies e texturas. 6. A Arte – como meio de inter-relação e expressão das sensações humanas. 7. A Cor – as cores podem ser um recurso útil uma vez que nossa reação a elas é profunda e intuitiva. As cores estimulam nossos sentidos e podem nos encorajar ao relaxamento, ao trabalho, ao divertimento ou ao movimento. Podem nos fazer sentir mais calor ou frio, alegria ou tristeza . Utilizando cores que ajudam a refletir ou absorver luz, podemos compensar sua falta ou minimizar seu excesso. O Tratamento das Áreas Externas – este se faz necessário já que além de porta de entrada, se constitui muitas vezes em lugar de espera ou de descanso de trabalhadores, ambiente de “estar” de pacientes ou de seus acompanhantes. Jardins e áreas com bancos podem se tornar lugar de estar e relaxamento. 8. Privacidade e Individualidade – a privacidade diz respeito à proteção da intimidade do paciente que muitas vezes pode ser garantida com uso de divisórias ou até mesmo com cortinas e elementos móveis que permitam ao mesmo tempo integração e privacidade, facilitando o processo de trabalho, aumentando a interação da equipe e ao mesmo tempo possibilitando atendimento personalizado. Individualidade refere-se ao entendimento de que cada paciente é diferente do outro, veio de um cotidiano e espaço social específico. A arquitetura tem também seu papel no respeito à individualidade quando se propõe, por exemplo, a criar ambientes que ofereçam ao paciente espaço para seus pertences, para acolher sua rede social, dentre outros cuidados que permitam ao usuário preservar sua identidade.


Em Agronomia: Diz respeito principalmente às condições climáticas do cultivo vegetal e da criação de animais, considerando tanto as características regionais quanto a das instalações agrícolas.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Ambiência - Ministério da Saúde. Visitado em 19 de julho de 2014.
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